Descontração: Por que o Brasil foi vice no Mundial sub-20?

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Petkovic desequilibra, e Flamengo derruba o líder Palmeiras


A invencibilidade do Palmeiras no Estádio Palestra Itália caiu na tarde deste domingo. O ponteiro do Campeonato Brasileiro foi derrotado por 2 a 0 pelo Flamengo, com dois gols do meio-campista Petkovic - um golaço e outro olímpico. O atacante Vágner Love ainda desperdiçou uma cobrança de pênalti no fim. Com o resultado negativo, o time do técnico Muricy Ramalho agora vê sua vantagem para o segundo colocado cair de cinco para quatro pontos.


O Palmeiras, que se mantém na ponta da tabela com 54 pontos - quatro a mais que o segundo colocado Atlético-MG, volta a campo na quarta-feira, quando enfrenta o Santo André, no Bruno José Daniel. Agora na quinta colocação, com 48 pontos, o Flamengo chegará para o clássico com o Botafogo, no domingo, com a marca de nove rodadas consecutivas de invencibilidade.

O time paulista contou com quatro retornos neste domingo: o meio-campista Diego Souza e o lateral esquerdo Pablo Armero, que voltam depois da disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo, além do volante Edmílson e do atacante Vágner Love, que cumpriram suspensão na rodada anterior. No Flamengo, o principal reforço foi Adriano, que servia a seleção brasileira.

O jogo começou em ritmo acelerado. Aproveitando-se do fato de o Flamengo jogar com apenas Adriano na frente, o Palmeiras foi para cima do adversário logo de cara. Com dois minutos de bola rolando, o zagueiro Danilo fez um longo lançamento da defesa em direção à área. No bico esquerdo da pequena área, Diego Souza subiu livre e cabeceou pelo lado de fora da rede.

A partir daí, os donos da casa tinham dificuldade em furar a marcação rubro-negra. Com isso, antes da metade do primeiro tempo o Palmeiras já havia arriscado três chutes de longa distância, duas delas com o volante Souza. Já o Flamengo apostava na velocidade pelas laterais e na individualidade de seus jogadores, que começaram a dar trabalho aos zagueiros palmeirenses.

Com 24 minutos de partida, os cariocas chegaram ao gol. O veterano meio-campista Petkovic começou a jogada na ponta esquerda. Em uma rápida tabela, ele conseguiu invadir a área e, depois de driblar Edmílson e Danilo, colocou a bola no ângulo esquerdo do goleiro Marcos, que nada pôde fazer. Um golaço do camisa 43 rubro-negro, que vibrou muito junto aos torcedores.

Mesmo sem envolver o sistema defensivo, o time alviverde tentou responder ainda na primeira metade de jogo. Vágner Love, quando conseguia dominar e proteger bem a bola, assustava o Flamengo. Em uma dessas oportunidades, o atacante entortou a marcação e chutou de pé esquerdo, com força. Bem postado na meta, o goleiro Bruno voou para espalmar a bola para escanteio.

Aos 38 minutos, os flamenguistas contestaram uma marcação da arbitragem. Willians avançou pelo lado direito do ataque e dividiu com o zagueiro Maurício, que caiu no gramado. O volante seguiu a jogada e ficou frente a frente com Marcos, mas o juiz já havia assinalado falta no lance anterior. Dois minutos mais tarde, Adriano chutou de fora da área para fácil defesa.

No retorno do intervalo, o Flamengo manteve-se taticamente mais compacto que o Palmeiras, que se lançava ao ataque de modo desorganizado e contava novamente com chutes de fora da área. Os visitantes chegaram ao segundo gol aos 16 minutos. Petkovic cobrou escanteio pela esquerda. A bola passou entre as pernas de Wendel e entrou direto, sem defesa de Marcos: olímpico.

Aos poucos, a paciência do torcedor palmeirense começou a se esgotar. Ao mesmo tempo em que os flamenguistas gritavam "olé" para o toque de bola de sua equipe, gritos pedindo raça ecoavam do lado verde da arquibancada. Sem poder de criação, o Palmeiras ainda contou com um pênalti aos 41 minutos - Ronaldo Angelim tocou com a mão na bola. Mas Love isolou e desperdiçou a cobrança. Desse modo, o Verdão viu cair sua invencibilidade em casa diante do brilho do veterano Petkovic, o nome do jogo.

Ibope : Ricardo levaria 38% dos votos contra 37% de Maranhão e 14% de Cícero


Faltando menos de um ano para as eleições estaduais, pesquisa Ibope contratada pelo JORNAL DA PARAÍBA revela um empate técnico entre os pré-candidatos Ricardo Coutinho (PSB) e José Maranhão (PMDB). O socialista é o preferido de 38% dos eleitores paraibanos. Em segundo lugar quem aparece na pesquisa, com apenas um ponto de diferença, é o governador José Maranhão (PMDB) com 37% das intenções de voto, seguido do senador Cícero Lucena (PSDB), que figura na terceira colocação com 14%. Dos entrevistados, 7% informaram que votariam em branco ou anulariam seus votos, enquanto 5% disseram que não saberiam em quem votar se as eleições fossem hoje. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de outubro com 812 entrevistados. Os três pré-candidatos ao Governo da Paraíba disputarão no próximo ano os votos de 2.655.369 paraibanos. A iniciativa da Rede Paraíba de Comunicação contribui para que a população paraibana tome conhecimento do atual quadro de disputa pela sucessão estadual.


O prefeito da capital, Ricardo Coutinho, apresentou um melhor desempenho na intenção de voto entre os homens num total de 38% contra 37% das mulheres. Em relação aos outros candidatos Ricardo tem a preferência dos eleitores com curso superior completo (51%) e entre os jovens com idade entre 16 e 24 anos, além das pessoas que recebem mais de dois salários mínimos (49%). Assim como Ricardo, o governador José Maranhão também mostrou um bom resultado entre os homens com 39% contra 34% das mulheres paraibanas. Grande parte dos eleitores que votam no peemedebista (41%) tem entre 25 e 29 anos e 42% têm até o 4º ano do ensino fundamental completo. Um outro dado é que a maior parte dos que votam em Maranhão recebem mais de um a dois salários mínimos (41%).

Já o eleitorado do senador Cícero Lucena é mais uniforme e apresenta iguais 14% entre os dois sexos. Completam ainda o perfil dos eleitores do tucano os jovens de 16 a 24 anos (16%) e os que possuem até o 4º ano do ensino fundamental completo (15%), além daqueles que recebem até um salário mínimo (17%).

O instituto de pesquisa também quis saber dos eleitores quem, na opinião deles, e independentemente das suas intenções de voto, será o próximo governador da Paraíba. A maior parte dos entrevistados (36%) disse que Ricardo Coutinho será eleito, enquanto 34% das pessoas consultadas disseram que o próximo governador será José Maranhão. Em terceiro lugar, aparece o senador Cícero Lucena (10%). Não souberam informar quem será eleito 19% dos entrevistados e 1% disse que nenhum dos indicados será o eleito. Todos os eleitores abordados responderam ao questionário.

Entre os que acham que Ricardo Coutinho será o próximo governador, 55% são residentes em João Pessoa. Já os que acreditam na reeleição de José Maranhão 61% são moradores da região da Borborema. E a maioria dos entrevistados que acreditam na vitória de Cícero Lucena (12%) estão nas regiões da Mata paraibana e do Sertão.

Efraim Morais desiste de concorrer ao Governo em 2010

O senador Efraim Morais, presidente do diretório regional do "Democratas" na Paraíba, já comunicou aos correligionários que decidiu retirar a pré-candidatura ao governo e que vai mesmo disputar a reeleição ao Congresso. Ele havia se lançado como opção ao Palácio da Redenção no bloco ligado ao ex-governador Cássio Cunha Lima, do PSDB, onde o senador Cícero Lucena pontifica como candidato ao Executivo. "Combinamos que iríamos buscar um nome para unir as oposições. Reconheço que, eleitoralmente, meu nome não viabilizaria essa unidade", confessou ele. Efraim reitera o argumento de que o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), adversário de Cícero, deve ser admitido na seara oposicionista, que engloba os opositores do atual governador José Maranhão (PMDB).


O DEM é avaliado como uma das principais forças políticas do estado, e quando se intitulava PFL, era uma espécie de fiel da balança nas disputas majoritárias. Efraim foi eleito senador em 2002, concorrendo em dobradinha com Wilson Braga (derrotado) e apoiando o candidato vitorioso ao governo, Cássio Cunha Lima. Em 2006, Morais indicou o ex-deputado estadual José Lacerda Neto como vice de Cássio. A chapa derrotou Maranhão nas urnas, mas foi destronada do poder por via judicial, graças a uma sentença do Tribunal Superior Eleitoral. Com tradição política no Vale do Sabugy, Efraim iniciou a trajetória como deputado estadual, alçando voo mais tarde como deputado federal. Chegou a ser primeiro vice-presidente da Câmara Federal e coube a ele dar posse a Lula como presidente no primeiro mandato. Mas teve uma atuação marcante na oposição a Lula e ao PT, sendo mentor da CPI dos Bingos, que causou dissabores ao Planalto. Primeiro secretário da Mesa do Senado, eleito em razão da habilidade na articulação de bastidores, Morais pilota uma estrutura que tem cinco deputados estaduais, dois federais (um deles, seu filho, Efraim, é presidente da Juventude Democrata Nacional), 39 prefeitos e uma grande quantidade de vereadores.

Detentor de prestígio junto à cúpula nacional, de quem recebeu apoio quando foi acusado de supostas irregularidades na Primeira secretaria do Senado, Morais é cioso da fidelidade partidária, e recorreu contra a posse do suplente Walter Brito Neto, que assumiu com a renúncia de Ronaldo Cunha Lima depois de ter ingressado no PRB. A questão foi levada a exame no Supremo, que deu ganho de causa ao DEM. Brito foi cassado e, em seu lugar, assumiu o major Fábio Oliveira, que atualmente ganha projeção nacional com uma PEC destinada a equiparar salários de policiais e bombeiros. Na recente onda de migração partidária, o DEM perdeu o deputado estadual Arnaldo Monteiro, que ingressou no PSC, e o suplente "Biu" Fernandes, que assinou ficha no PSB. Como dirigente, Efraim não pretende acionar a Justiça para reaver mandatos, mas confirma que a suplente Sara Cabral está lutando para conseguir o mandato de Arnaldo Monteiro. "Na verdade, essa questão da fidelidade é um tira-teima para a Justiça Eleitoral, que deve agir com rigor para fazer valer normas que ela mesma traçou", interpreta o parlamentar.