Barrado na festa dos aliados de Lula, Ricardo Coutinho queria conversar com o ministro Alexandre Padilha de qualquer jeito e levou um chega pra lá


Para afastar o ruído que vez por outra surge na descrição de fatos, coisa normal em uma sociedade plural, uma testemunha que já traçou PF em restaurante universitário com o atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, me ligou para narrar na qualidade de expectador privilegiado o que realmente aconteceu nos bastidores da chegada de Padilha a João Pessoa.
Ricardo Coutinho passou a quinta-feira estressado por três motivos: os boatos de sua desistência ou inclinação pela candidatura de senador; o batismo de “cavalos do cão” dado as sete estátuas que mandou instalar em João Pessoa e, a pior de todas as enxaquecas, à iminência da chegada de Padilha ao estado via articulação do Palácio da Redenção.
Ricardo ligou com insistência para Adalberto Fulgêncio, pois Júlio Rafael parecia não alcançar o nível que ele precisava chegar para checar.
Queria dados sobre a vinda de Padilha, hora certa do pouso, quem vinha com ele e o que ele estava trazendo na bagagem política.
Cerca de 30 minutos antes  da aterrissagem da aeronave o prefeito se prostou no estacionamento do Aeroporto, inclusive com um quebra sol para não ser visto. 
Aeronave no solo, ele desceu do carro e rapidamente foi até a sala vip, onde já estava o governador Maranhão, o anfitrião, conversando com o ministro. Era a práxis.
Ricardo atropelou tudo e pediu para conversar a sós com Padilha, mas este educadamente lhe disse que a viagem havia sido protocolada entre os cerimoniais do governo e do ministério.
Apesar de sentir-se um pouco penetra, Ricardo insistiu e de certa forma conseguiu furar o cerco e falar com o ministro rapidamente.
Desvencilhado daquela quebra protocolar, Padilha concedeu entrevista e anunciou de imediato a liberação de um bilhão de reais para o Governo do Estado e absolutamente nada para a PMJP.
Em seu discurso Padilha chegou a citar o inconveniente que foi para Lula o tempo em que Maranhão ficou aguardando para asssumir o governo." A Paraíba perdeu, o Presidente queria fazer mais", disse.
Em Campina Grande neste sábado Padilha alfinetou Ricardo dizendo que a prioridade da coalizão que apóia Dilma é derrotar as alianças construídas em torno de partidos como DEM e PSDB.
Outras versões podem surgir, me garante um amigo próximo do ministro, mas os deputados federais que desceram do avião com Padilha são todos da bancada maranhista, tanto é que Luiz Couto foi escanteado.
Ruído na comunicação, dupla versão ou inversão dos fatos é normal em uma mídia múltipla, mas os detalhes é que esclarecem a verdade.
Cá pra nós: o prefeito deve assumir o campo que optou. Seu segmento é o de Efraim e Cássio, podendo ser bem recebido em eventos onde esteja Ciro Gomes ou quem sabe até José Serra, mas nunca nos que estejam aliados do Presidente Lula. Ricardo fez sua escolha e agora quer voltar atrás na base do se arrependimento matasse...É tarde!
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Após conversa com Maranhão em Brasília, Wellington anuncia encontros regionais de sua base para decidir candidatura ao Senado e o candidato ao governo


Wellington recebeu Maranhão em seu gabinete para uma longa conversa
Wellington recebeu Maranhão em seu gabinete para uma longa conversa
O deputado federal Wellington Roberto, do PR, fez uma avaliação positiva da pesquisa do Vox Populli, lembrando que está entre os três mais votados para o segundo voto, mesmo sem ter se lançado ainda na corrida por uma vaga no Senado.
“Entre os que realmente disputarão o Senado, estou em terceiro para o segundo voto, com 6%, presido um partido que tem ótimo tempo de guia para agregar e ainda conto com uma base de prefeitos fiéis”, ponderou Wellington.
Ele revelou em primeira mão que realizará quatro encontros regionais com correligionários logo após a Semana Santa, objetivando traçar um caminho coletivo para o pleito de 2010.
Os encontros suprapartidários acontecerão por região, sendo o primeiro no Cariri, na primeira quinzena de Abril, e posteriormente no Vale do Piancó, Sertão, Brejo e Zona da Mata, finalizando com um grande evento em Campina Grande no início de Maio.
“Após aquele encontro em João Pessoa, onde reunimos 68 prefeitos, fato até hoje inédito, pois Cássio, Efraim e Ricardo reunidos não conseguiram juntar nem 30, sentimos a necessidade de regionalizar a discussão sobre a possibilidade de nos candidatarmos ao Senado e assim procederemos interiorizando o debate”, explicou.
O presidente do PR me disse com exclusividade que o governador José Maranhão esteve esta semana em seu gabinete, em Brasília, e que renovou o convite para ele ser candidato a senador em sua chapa.
A conversa - me disse Wellington - demorou cerca de 1h30m e foi bastante proveitosa. Apesar de manter apoio a candidatura de Cícero, Wellington está cada vez mais inclinado pelo apoio a Maranhão ainda no primeiro turno.
Segundo o deputado, a articulação leva em consideração a possibilidade de Wilson Santiago ser o vice – coisa que o peemedebista admite nos bastidores – Wellington e Vitalzinho senadores.
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