Maioria do Senado diz aprovar 'ficha limpa', aponta levantamento do G1


De 81 senadores, 50 disseram que votarão a favor de projeto da Câmara.
Aprovação exige os votos favoráveis de pelo menos 41 senadores.


O projeto de iniciativa popular “Ficha Limpa”, que impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça (em determinadas condições), tem o apoio da maioria do Senado, segundo levantamento do G1.
Dos 81 senadores, 50 disseram que votarão a favor do projeto do modo como foi aprovado pela Câmara nesta terça-feira (11). Quando for votado em plenário, em data ainda a ser definida, o texto precisará da anuência de pelo menos 41 senadores.
O levantamento do G1 foi feito entre quarta (12) e sexta-feira (14). Foram procurados os 81 senadores ou assessores diretos. Nem todos responderam até a publicação desta reportagem.
Se o projeto for aprovado sem alterações, será enviado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo o caminho para que as novas regras possam valer ainda nas eleições de outubro deste ano. Se modificado, volta para a Câmara, onde necessita da aprovação de 257 dos 512 deputados. Os deputados podem manter ou derrubar eventuais mudanças feitas pelo Senado.
Respostas
Dos 50 senadores que responderam, todos se disseram a favor do projeto da Câmara. São 10 do PMDB (em um total de 18 do partido), 10 do PSDB (entre 14), 10 do DEM (entre 14), 6 do PT (entre 9), 4 do PDT (entre 6), 2 do PTB (entre 7), 2 do PSB (de 2) e 1 do PC do B (de 1), 1 do PP (de 1), 1 do PR (entre 4), 1 do PSC (de 1), 1 do PSOL (de 1) e 1 do PV (de 1).
“Eu acho que tem que votar simplesmente como está lá. Até porque, se não votar como está lá, pode não votar nunca mais”, afirmou Arthur Virgílio (PSDB-AM).
“A posição do Senado é colaborar para concluir a votação. Se for necessário votar como está, não vejo problema. Não vou apresentar emendas”, disse Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado.
Entenda o projeto
Entre os principais pontos do projeto, apresentado com mais de 1,5 milhão de assinaturas, está o veto a candidaturas de políticos condenados por instâncias colegiadas (nas quais houve decisão de mais de um juiz) por crimes de corrupção, abuso de poder econômico, homicídio e tráfico de drogas. A proposta também amplia de três para oito anos o período em que o político fica impedido de se candidatar, caso seja condenado por crimes eleitorais, hediondos, ambientais e de racismo, entre outros.
“Sou favorável do jeito que está. Só não sei como está escrito. Temos projetos muito melhores que esse no Senado. Mas esse é um avanço”, disse Demóstenes Torres (DEM-GO), relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).  O projeto é o primeiro item da pauta de votações da CCJ na próxima quarta-feira (19).
2010 ou 2012?
O início da vigência do projeto, caso seja aprovado, ainda divide opiniões. Para a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por exemplo, que defende a proposta, o texto vale para outubro se for sancionado até 9 de junho, último dia antes do início das convenções partidárias que definem os candidatos.
Outra linha de interpretação cita o princípio da anualidade, segundo o qual mudanças nas regras eleitorais precisam ser aprovadas com um ano de antecedência.
Governo x oposição
A votação do “Ficha Limpa” no Senado se tornou objeto de disputa entre governo e oposição.
Como a pauta do Senado está trancada por três medidas provisórias, seguidas pelos quatro projetos - com urgência constitucional a pedido do governo - que definem o marco regulatório para exploração do petróleo da camada do pré-sal, a oposição tenta jogar nas costas do governo o ônus por uma eventual demora na votação.
A carga aumentou após o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ter dito, na quarta-feira (12), que não votará a proposta “sob pressão” e nem retirará a urgência dos projetos do pré-sal.
“[O 'Ficha Limpa'] é um dos [projetos] mais importantes para o país. Ele não é o ideal, mas pode colocar um fim na era em que os pilantras, para fugir da Justiça, procuram o refúgio do mandato parlamentar”,  disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

Prefeito do PSDB é mais um cicerista a anunciar apoio a José Maranhão


Decisão surge logo após Hervázio e Marcos Vinícius confirmarem adesão ao governador

Parece que a aversão de Cícero Lucena (PSDB) ao ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), contagiou mesmo seus fiéis seguidores.

Após anúncio dos vereadores Hervázio Bezerra e Marcus Vinícius, confessando agora apoio ao projeto de reeleição do governador Maranhão (PMDB), com a desistência de Cícero, outro tucano que está pondo em prática o “plano b” é o prefeito de Boa Vista, Edvan Leite.

A confirmação da nova posição política do gestor foi dada por ele mesmo a um radialista da Capital, nesta sexta-feira (14).

A expectativa é saber se essa é uma tendência do grupo ou se não passam de fatos isolados.

MAISPB  

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Hervázio revela que encontro decisivo sobre apoio tucano a Maranhão está marcado  para esta sexta, na casa de Cícero

Após testemunharem a desitência de Cícero Lucena (PSDB) da disputa pelo Governo do Estado, os vereadores tucanos na Câmara de João Pessoa apressaram o passo para por em prática o "Plano B": abraçar a reeleição de José Maranhão (PMDB).

Em entrevista exclusiva ao PB Agora, o vereador Hervázio Bezerra revelou que está marcada para a manhã desta sexta uma reunião decisiva na residência de Cícero. Segundo ele, lá serão discutidos os pontos finais da adesão do grupo ao projeto político do PMDB.

Coesão

Quem parece não estar muito à vontade com a situação que pode se consumar amanhã é o vereador tucano Luís Flávio. Até ontem, quando entrevistado pelo PB Agora, o parlamentar insistia no discurso que "nada estava resolvido para ele" e que, possivelmente, deixaria sua posição final para depois das convenções.

Mesmo assim, Hervázio garante que a unidade do bloco em prol de Maranhão será completa.

"Estamos com um discurso único na Câmara, defendendo as políticas desempenhadas por José Maranhão. O engajamento será completo", afirmou Bezerra.

Luis Alberto Guedes
PB Agora