O candidato Ricardo Coutinho tem se mostrado um excelente estrategista. Conhecido pela arrogância de seu caráter, certamente o socialista prefere ter a candidatura impugnada pela justiça do que esperar as eleições e comprovar sua incapacidade de sair vitorioso.
Deve ser esta a estratégia adotada pelo experiente gestor público diante do fracasso que tem sido as tentativas de conquistar o povo paraibano.
Sim, porque pela experiência que tem, Ricardo sabe que deveria renovar a licença do cargo público que ocupa na Universidade Federal da Paraíba, e que a não renovação pode acarretar na impugnação de sua candidatura.
O segundo ponto em questão é a multa no valor de em R$ 5 mil aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral por propaganda eleitoral antecipada, durante o II encontro das Oposições realizado em 17 de abril, no Parque Ivandro Cunha Lima, a qual o pagamento deveria ter sido efetuado até a data de registro da candidatura.
Na decisão o Juiz diz: "Na espécie, o que verificou-se não foi ato de propaganda eleitoral subliminar ou disfarçada, mas sim, propaganda explícita com nítida promoção de caráter eleitoreiro". Porém, o pagamento da multa não foi efetuado até a presente data.
Não posso acreditar que um candidato que prevê gastos na ordem de R$ 8 milhões para divulgar a candidatura não tenha uma quantia irrisória para quitar suas dívidas com a justiça.
Ao que parece, Ricardo mantém a mesma postura de um candidato ao vestibular que não estudou: inventa doença, se atrasa, e é capaz até de se acidentar para não participar do concurso, só para não atestar sua incapacidade diante da família e amigos.
Esses “deslizes” com a multa ou com a licença são as provas de que Ricardo espera que a justiça impugne sua candidatura. Afinal, para ele é melhor perder para a justiça do que perder para José Maranhão.
Certamente até a “traição” à família Ribeiro foi premeditada, deve ter sido apenas o recado deixado por Ricardo: “Abandonem esse barco enquanto é tempo, porque ele vai afundar”.
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