Em Cubati, Vitalzinho destaca ações de Maranhão e recebe apoio do prefeito e lideranças da cidade e região



O candidato a senador pela Coligação Paraíba Unida Vital do Rego Filho (PMDB) recebeu o apoio do prefeito de Cubati e de diversas lideranças da cidade e da região, na noite deste sábado (17.07), durante evento festivo, alusiva à programação especial do Supercross. Ele estava acompanhado do também candidato a Senador Wilson Santiago; do governador e candidato à reeleição José Maranhão; do candidato a vice-governador Rodrigo Soares (PPB) e de diversas outras lideranças,.
O presidente do PR, deputado federal Wellington Roberto; o deputado estadual e candidato à reeleição Guilherme Almeida (PSC), vereadores do município e lideranças das cidades de Cuité, Sossego, Damião, Pedra Lavra e Soledade também acompanharam a comitiva em Cubati, onde Maranhão Vitalzinho e Wilson contam com o apoio das duas principais lideranças: o prefeito Dimas Pereira (PP) e Eduardo Dantas, do PMDB.
Durante pronunciamento, Vitalzinho destacou o trabalho de Zé Maranhão em prol da cidade e região e lembrou muitas das ações desenvolvidas durante o seu governo. “Zé Maranhão é chamado de Zé do Povo, Zé das Águas, ou, aqui na cidade, de Zé de Cubati, por tudo o que ele fez por Cubati e região”, disse.
Vitalzinho lembrou ações como a reconstrução do açude local, obras de pavimentação, eletrificação rural e abastecimento de água. “Como é bom ser grato, dizer obrigado. E uma das marcas da campanha de Zé Maranhão é a gratidão e, aqui, vemos esta gratidão a Zé de Cubati”. Segundo Vitalzinho, Zé Maranhão fez pela cidade independente das questões políticas, pois o objetivo era o de beneficiar diretamente a população. “’Você quando procurou fazer por Cubati não o fez através de pessoas. Você fez pelo povo”
Ao falar na residência de Dudu Dantas (PMDB), Vitalzinho disse se sentir muito bem, pois estava entre amigos. “Me sinto muito bem nesta casa, ao lado de amigos verdadeiros. Nosso exército vermelho tem um comandante, que é Zé Maranhão, o Zé das obras, do governo que trabalha e que, aqui nesta cidade, se chama Zé de Cubati”.
A Coligação ‘Paraíba Unida’ reúne 12 partidos na chapa majoritária. São eles: PMDB, PT, PSC, PTB, PCdoB, PR, PRB, PTdoB, PMN, PHS, PSL e PP. Na aliança proporcional, outros dois partidos - PSDC e PRTB - se somam aos 12.
Hermesdeluna

Paraíba ocupa quinta posição no NE por mortes com arma de fogo

O mapa da violência divulgado na sexta-feira (16) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revelou que em 2008 a Paraíba apresentou o quinto maior percentual da região Nordeste de mortes provocadas por arma de fogo. Do total de 1.027 óbitos registrados no ano, 72,9% foram causadas por tiro, o que corresponde a 749 mortes. No topo do ranking apareceram Alagoas, com 1.584 mortes (84,6% do total de óbitos registrados no Estado), seguido pela Bahia, com 3.770 (80,1%), Pernambuco, com 3.3397 (78,2%) e Rio Grande do Norte, que registrou 497 óbitos por arma de fogo (74,3%). O estudo técnico trouxe dados extraídos do sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) fornecido pelo Datasus, banco de dados do Ministério da Saúde.

O levantamento da CNM também trouxe dados sobre o uso de armas na prática de homicídios nas capitais. João Pessoa apresentou a quarta pior taxa da região Nordeste. Dos 345 homicídios em 2008, 297 foram provocados por arma de fogo, o que corresponde a um percentual de 86,1% dos assassinatos.

A capital paraibana também apresentou, entre 1999 e 2008, aumento do número de mortes por tiro por ano, subindo de 157, no início do período pesquisado, para 343, no final. Considerando-se todo período pesquisado, em João Pessoa, foram registradas 2.346 mortes por armas de fogo, o que colocou a cidade entre as oito integrantes do grupo de risco onde houve aumento progressico na prática de mortes por armas de fogo. Segundo a pesquisa, também fazem parte do grupo Maceió, Porto Velho, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, São Luís e Fortaleza.

Para o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski, o aumento das mortes por armas de fogo é preocupante e revela conexões com o tráfico internacional de armas e outras atividades ilícitas. “Esses dados são alarmantes. O crescimento do tráfico ilegal e o fácil acesso às armas indicam a importância de qualificar e avançar nos debates sobre violência e segurança pública no Brasil, principalmente nos municípios”, destaca. Salientando que “o crescimento mostra que em tais capitais impera a precariedade de políticas públicas de combate ao crime”.

O aumento expressivo da taxa de homicídios com arma de fogo colocou a Paraíba no grupo dos 13 Estados que registram crescimento progressivo deste tipo de crime. Na lista aparecem ainda Alagoas, Paraná, Pará, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Amazonas, Maranhão, Santa Catarina e Piauí.

Em relação à evolução das taxas de homicídios por armas de fogo por Estado, a Paraíba apresentou taxa média, entre 1999 e 2008, de 17 mortes por tiro a cada 100 mil habitantes. A taxa média coloca o Estado na 11ª pior colocação do país e a 5ª pior do Nordeste. No ranking do país, figuram entre os primeiros Pernambuco com 42,8 mortes por cada grupo de 100 mil pessoas; seguido por Alagoas com 41,9. No Nordeste, Sergipe aparece com a terceira pior taxa média com 18,5 mortes por cada 100 mil habitantes e logo após a Bahia com 17,2.

Por sexo e idade, são os homens entre 15 e 24 anos as principais vítimas das armas de fogo. Em 2008, por exemplo, 94,2% dos homens foram assassinados por esse meio, enquanto as mulheres responderam por 5,7%. No mesmo ano, os crimes cometidos contra pessoas de 15 a 24 anos foram praticados em 79,6% dos casos por armas de fogo. Entre 25 a 34 anos, a taxa foi de 74,2%.

Procurado por telefone para comentar os dados, o secretário de Segurança Pública do Estado, Gustavo Gominho, não foi encontrado. O adjunto não quis comentar o assunto por desconhecer os dados.

Jornal da Paraíba

Nove em cada dez lan houses estão ilegais no Brasil, diz ONG


Mais de 90% das lan houses do país estão na informalidade, segundo estimativa da ONG (organização não governamental) Comitê para Democratização da Informática.

Na avaliação de um dos integrantes da entidade, o administrador de empresas Marcel Fukayama, a informalidade é resultado de falta de informação.

- Hoje você tem pelo menos 100 mil lan houses no Brasil. Estima-se que menos de 10% está formalizada. Muitos não se formalizam porque não enxergam o beneficio [da legalização do negócio].

Fukayama informou que desde o ano passado a ONG criou uma estratégia para estimular a regularização desses negócios no país. O programa CDI Lan, em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), oferece cursos de capacitação e orientações sobre crédito.

O projeto aproveita ainda a capacidade das lan house em atrair pessoas para aumentar os produtos e serviços oferecidos em áreas como educação e cultura, além da internet. O resultado são estabelecimentos que hoje disponibilizam cursos preparatórios para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), além de locais que oferecem empréstimos consignados para aposentados e pensionistas.

- A gente entende que as lan house estão subexploradas e existe uma demanda enorme principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a concentração nas lan houses para acesso à internet é maior. Essas são as regiões mais carentes em termos de infraestrutura, ponto de cultura e de bibliotecas e cinemas. A lan house ocupa todo esse espaço. A gente quer utilizar melhor esses espaços por meio da educação e microfinanças.

Diversificação

A proposta do projeto é diversificar as lan houses do país e reverter um cenário onde, segundo pesquisa do Sebrae-SP, 31% das empresas dessa categoria não passam do primeiro ano de existência e mais 60% não conseguem atingir a marca de cinco anos no mercado.

No Rio de Janeiro, empresas como Riosoft, também ao lado do Sebrae, enfrentam ainda outras dificuldades. Depois de um mapeamento feito pelo Projeto Lan Houses do Rio, o Sebrae identificou que a informalidade está relacionada a problemas de gestão como dúvidas tributárias e ainda a detalhes de legislação.

Segundo Louise Nogueira, gestora do projeto pelo Sebrae, a informalidade provoca o fechamento de muitos estabelecimentos.

- Estamos em articulação com a prefeitura para conseguir que as lan houses da comunidade da Rocinha, por exemplo, se formalizem. Pela lei municipal elas estão classificadas como casas de diversão e isso impede o alvará. O problema é que em 2008 tínhamos 100 lan houses na Rocinha e hoje temos apenas 75. Ou seja, 25 fecharam por não terem conseguido se formalizar.

Segundo a PNAD 2008, essas empresas atraíram 35,2% dos 26,6 milhões de brasileiros que tinham mais de um ponto de acesso à internet em 2008. Para o Comitê Gestor da Internet (CGI), o universo de frequentadores de lan houses é de cerca de 44% dos brasileiros.