Família e escola: parceria eficaz na prevenção e combate aos abusos na internet

Uma pesquisa feita pela organização não governamental (ONG) SaferNet Brasil em escolas públicas e particulares revela que os alunos passam em média quatro horas por dia conectados à internet - 80% em sites de relacionamentos e 72% em programas de comunicação instântanea. Quatro em cada dez alunos pesquisados disseram que já se comunicaram com alguém que conheceram pela rede.
Para a gerente de projetos sociais da organização não governamental (ONG) Terra dos Homens, Valéria Brahim, o resultado mostra que as famílias e as escolas não estão preparadas para lidar com esse comportamento virtual.
“Nós estamos falando de duas gerações, uma que nasce ligando o computador e se envolvendo na rede virtual e outra que precisa se apropriar dessa ferramenta.” Para ela, o fato provoca um hiato. “A gente precisa mostrar aos educadores o quanto a internet é uma ferramenta de pesquisa, mas também de crimes”, acrescenta.
Valéria Brahim defende que as escolas recebam formação e desenvolvam, junto com a família, um trabalho de conscientização de crianças e adolescentes sobre o perigo da internet.
Recentemente foi realizada uma oficina em Belém (PA), promovida pela SaferNet em parceria com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, mas, segundo o procurador Ubiratan Cazetta, não existe uma política pública correta ou minimamente direcionada ao tema na questão da educação.
“ Não temos hoje uma visão clara de qual o papel do educador na escola pública com relação às crianças que estão usando esse meio e também percebemos uma ausência de qualificação do professor para tratar o assunto. A internet é uma realidade crescente nos alunos e parece que a escola não considera relevante. É preciso ensinar as crianças sobre os riscos”, disse o procurador.
Uma prova de que esse tipo de trabalho tem resultados positivos está na Escola Pio XII , em São Paulo. A partir da capacitação, foi inserida na grade de horário uma matéria que orienta sobre o uso da internet de forma segura. A professora da disciplina, Isabel Costa, descobriu, por meio das aulas, que os estudantes ficaram surpresos ao saber que a escola era, na realidade, uma aliada.
“Nossa, agora a gente pode falar?”, espantaram-se os alunos. A educadora explicou a eles que não só podiam como deviam falar sobre esse assunto, além de mostrar aos pais as imagens acessadas. Para a diretora do Pio XII, Fátima Trindade, “é preciso que a família saiba o que está acontecendo, os riscos . A parceria da escola com a família pode conseguir que essa juventude faça um bom uso da rede”.
Em casa, entre quatro paredes , o risco é bem maior. “O homem tinha 43 anos e eu não quis falar com ele, mas ele ficou insistindo e enviando imagens de partes íntimas” , conta a adolescente Maria (nome fictício). Apesar de ser uma jovem de 16 anos, ela diz que nunca foi orientada a navegar pela internet.
Um outro levantamento, também da SaferNet, mostra que 63% dos pais não colocam limites para os filhos navegarem na rede. Oito entre dez adolescentes pesquisados têm pelo menos um amigo que conheceu virtualmente, mas 36 % dos pais não sabem disso e acreditam que os filhos não fazem amizade na internet.
O excesso de liberdade das crianças e adolescentes no uso da internet em casa pode ser muito mais perigoso. A opinião é da delegada de Crimes Cibernéticos do Rio de Janeiro, Helen Sardemberg. “Uma criança na internet às 14h é muito mais perigoso do que outra na rua às três da madrugada. Na internet a criança está sozinha com o seu aliciador.”
Os especialistas dizem que o segredo para que as crianças e os adolescentes usem a internet de forma segura não é proibir, mas mostrar os perigos e como se defender deles. Fabíola Messias é mãe do pré-adolescente André e aposta no diálogo. “Eu tento ter uma abertura bem grande com ele, porque hoje em dia essa geração não pode estar fora das redes sociais, mas é claro, com bastante cuidado.” Ela diz que impôs um horário para o acesso a internet.
Alguns pais pensam que, por não entenderem de tecnologia, não são capazes de proteger os filhos dos perigos da rede. O diretor de Comunicação da Google Brasil, Felix Ximenes, sugere que os pais usem ferramentas para bloquear acesso a conteúdos impróprios. Segundo ele, o que funciona mesmo é a boa e velha e educação.
“Meus pais me diziam para não conversar com estranhos e isso vale para os dias de hoje.” Ele tem algumas dicas: “ Não deixe o computador no quarto, mas na sala. Acompanhe o que seu filho faz online. Determine horas de acesso, enfim, converse com os filhos e esteja próximo deles quando estiverem na internet”.

Médicos paulistas irão usar células-tronco de dentes de leite para tratar lesões na córnea

Médicos paulistas irão utilizar células-tronco retiradas da polpa de dentes de leite em tratamento de pessoas com alguma lesão na córnea. O Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) começará em setembro a fazer a triagem dos pacientes para aplicar o novo tratamento. A técnica foi desenvolvida pelo Instituto Butantan e pode ajudar a reconstruir os tecidos da córnea de pessoas que sofreram danos por queimaduras ou doenças genéticas e imunológicas.
Durante cinco anos, os pesquisadores utilizaram as células-tronco em coelhos e, em três meses de tratamento, houve recuperação total da córnea das cobaias. Segundo o coautor do projeto, Nelson Foresto Lizier, a autorização para aplicação em seres humanos foi obtida este ano. Ainda não há previsão de quando o tratamento será iniciado, pois será preciso encontrar um grupo homogêneo de pacientes, ou seja, com problema semelhante na córnea, para testar o tratamento e provar que ele é eficaz em certo número de pessoas. Já há dez pessoas indicadas.
“O procedimento cirúrgico é relativamente simples e rápido e o acompanhamento será feito mensalmente durante um bom tempo, ou de acordo com a reação do paciente. Será observada a qualidade da córnea, se ela está ficando transparente, se a pessoa apresenta algum problema com o transplante, e a durabilidade dessa córnea, já que o objetivo é o de que a transparência dure para sempre”.
Lizier explicou que os dentes de leite são doados por pacientes do hospital e as células encontradas na polpa (tecido mole) do dente tem características muito semelhantes às da córnea. Para retirar as células, os profissionais mexem no interior do dente, que fica aberto quando cai, e depositam o tecido em uma placa de cultura onde as células-tronco se multiplicam em grande escala. As células se reproduzem sobre uma fina camada estrutural para ganhar o formato de uma córnea de fato.
“Nos seres humanos nós transportaremos essa película para o olho e em seguida colocaremos uma lente de contato para segurar a película. Assim que as células estiverem seguras, essa lente é retirada”.
O pesquisador afirmou que o que poderia dar errado com essa técnica seria a devolução da qualidade da córnea por um curto período e, assim, o indivíduo precisar de uma nova operação. “Na pesquisa com os coelhos, aqueles que precisaram de uma segunda cirurgia foram os que tinham a córnea muito danificada. Mas na segunda operação a integridade da córnea foi recuperada. Pelos resultados que tivemos com os coelhos a expectativa é a de que dê certo com humanos”.
Ele ressaltou que o procedimento é vantajoso porque não é invasivo e apresenta baixo risco para o paciente. Além disso, as células-tronco do dente de leite são imunoprivilegiadas, isto é, dificilmente seriam rejeitadas pelo organismo receptor. “Isso quer dizer que provocam baixa resposta imune do organismo, permitindo que sejam utilizadas células de parentes para a doação e até mesmo de pessoas que não sejam ligadas ao paciente”.
De acordo com Lizier, o custo de todo o procedimento laboratorial não passa de R$ 500. A técnica já está sendo estudada para a utilização em outros tipo de doenças de visão, ossos, cartilagens e tecidos nervosos.

Universidades federais chegarão a mais 134 cidades até 2012

Até 2012, mais 134 cidades em todo o país receberão um campus de universidade federal. A afirmação foi feita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta sexta-feira, 20, durante a cerimônia de inauguração simultânea dos novos campi das universidades federais de São Carlos (UFSCar), em Sorocaba (SP), e de Santa Catarina (UFSC), em Curitibanos (SC). A solenidade teve a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“A política de democratização do acesso à educação superior atende, hoje, mil municípios em todo o Brasil”, disse Haddad. O ministro lembrou que há 105 campi em funcionamento pleno, com instalações definitivas, servidores com concurso e alunos matriculados. Na área da educação superior a distância, já existem 559 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Além disso, até o fim deste ano, terão sido criadas 214 novas unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, que oferecem cursos técnicos, de tecnologia e licenciaturas.
“Estamos mudando o paradigma, tentando transformar o Brasil em um país um pouco mais igual e justo”, enfatizou o presidente Lula. Em sua opinião, o Estado está cumprindo seu papel. “Não existe ninguém mais inteligente ou menos inteligente; o que existe é a igualdade de oportunidades ou não”.
Na visão da secretária de educação superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, a política de expansão das universidades federais ampliou oportunidades para muitas pessoas. “A importância vai além dos novos prédios e estruturas; os filhos desta geração vão crescer sabendo que podem estudar em suas próprias cidades”.
O campus da UFSCar possui 14 salas de aula, dez laboratórios, quadra poliesportiva, restaurante universitário e biblioteca, em uma área de aproximadamente 70 mil m2. As obras tiveram investimento de R$ 19 milhões. Além do campus de Sorocaba, a UFSCar possui outros dois campi, um em São Carlos (SP) e o outro, em Araras (SP).
Atualmente, são oferecidos cursos de graduação nas áreas de administração, ciência da computação, engenharias florestal e de produção, turismo, pedagogia, economia, biologia (bacharelado e licenciatura), e as licenciaturas em geografia, química, física e matemática. Também há opções de mestrado nas áreas de diversidade biológica e conservação, economia e ciência dos materiais.
Já o campus de Curitibanos da UFSC, conta com 15 salas de aulas, biblioteca, dez laboratórios integrados e auditório com 180 lugares. A instituição oferece o curso de ciências rurais, que consiste no primeiro ciclo de um modelo de ensino superior caracterizado pela formação profissional continuada. Inicialmente, os alunos cursarão as matérias básicas e, posteriormente, seguirão para a formação específica em carreiras como agronomia e engenharia florestal. Hoje, 180 alunos estão matriculados em Curitibanos. Os investimentos no campus somam R$ 7,4 milhões.
MEC

Famup reúne prefeitos nesta terça-feira para discutir demissões dos servidores temporários e comissionados determinada pelo Ministério Público

Presidente da Famup convoca Assembléia Geral para próximo dia 24 O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Buba Germano Costa, convoca todos os municípios e associações de municípios filiados à Famup a comparecerem à Assembléia Geral Extraordinária que será sediada na cidade de Campina Grande.

O encontro será realizado no dia 24 de agosto, no auditório do Hotel Village, às 14 horas. O presidente Buba Germano faz um apelo para que todos os gestores compareçam a fim de discutirem temas de interesse das prefeituras e fortalecerem o movimento municipalista.

PAUTA - Um dos objetivos da assembléia é discutir a decisão do Ministério Público da Paraíba que ordena as demissões dos servidores temporários e comissionados. A decisão pode desempregar cerca de 30 mil servidores que prestam serviços há vários anos nos poderes municipais, prejudicando diversos serviços fundamentais.

Para Buba Germano, a decisão do MP é uma questão muito problemática, já que vai atingir pessoas que deram a vida ao serviço público durante vários anos, trabalhando diariamente e prestando um serviço essencial. Ele ressaltou que não é contra os concursados, mas existem pessoas que estão em atividades e podem ser prejudicadas pelo resto da vida.

Ascom Famup

Disque-Denúncia já está em funcionamento na Paraíba

Receber denúncias da população de forma discreta e sigilosa, através do telefone 197. Esse é o objetivo do Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), que está funcionando em caráter definitivo, com a implantação do Sistema de Controle de Denúncias (SCONDE).
Segundo a Gerência Operacional do Disque- Denúncia, o serviço oferece uma parceria entre o poder público e a sociedade ao receber denúncias que merecem investigação por parte da Polícia Civil. Por isso, é diferentemente do 190 (Centro Integrado de Operações Policiais – CIOP), do 193 (Bombeiros) e do 192 (Samu), que recebem denúncias emergenciais. Depois de recebidas pelo Disque-Denúncia, as informações são repassadas para as delegacias, Corregedoria Geral ou para a Gerência de Inteligência da Seds.
Na prática, a denúncia é recebida e investigada dentro de um prazo determinado. Além disso, um relatório é lançado no sistema, acerca da procedência da denúncia, das providências realizadas e dos resultados obtidos. Todas as informações são disponibilizadas para os policiais cadastrados no sistema, que além de ser uma base de dados é capaz de fornecer estatísticas e relatórios.
Atualmente, a população pode ser atendida pelo 197, das 8h às 19h, de segunda a sexta-feira. O número é nacional, definido pela Anatel, e a ligação é gratuita, de qualquer lugar do Estado. O cidadão não precisa se identificar e recebe um número de protocolo, com o qual pode consultar o andamento das investigações, ou mesmo complementar a denúncia. A expectativa é que o serviço possa ser estendido em breve e o atendimento disponibilizado 24h por dia.
Por ordem do Secretário da Segurança, Gustavo Ferraz Gominho, e a fim de divulgar o trabalho do Disque-Denúncia, todas as todas as viaturas das polícias Civil e Militar serão adesivadas com o número 197.
Sistema de Controle de Denúncias
A utilização do Sistema de Controle de Denúncias (SCONDE) foi possível através de um convênio firmado entre a Polícia Civil do Distrito Federal e a SEDS.
O software desenvolvido pelos policiais da Capital Federal foi concedido à Paraíba gratuitamente é responsável pelo cadastro, pesquisa e tramitação de denúncias recebidas através do serviço 197. As informações são difundidas de forma online para as delegacias e setores responsáveis pelas investigações, formando assim uma base de dados de informações indispensáveis para o trabalho policial, além de uma parceria importante entre a sociedade e o poder público.
Treinamento de policiais
O treinamento para uso do sistema aconteceu durante duas semanas, quando policiais paraibanos receberam aulas dos policiais do Distrito Federal, tornando-se agentes multiplicadores. Outros 20 policiais civis do Estado serão treinados para uso do software do Disque-Denúncia a partir da próxima semana.
Pbnews