Patos já registra 18 assassinatos e número supera Cajazeiras e Sousa juntas

Cidades do interior paraibano não são mais sinônimos de tranquilidade. Essa constatação se deve à quantidade de homicídios que aconteceram este ano nos principais e mais populosos municípios do Sertão como Patos, que tem 100.674 habitantes; Sousa, com 65.803; e Cajazeiras, com 58.446. Nessas três localidades, Patos lidera o número de homicídios com 18 desde o início deste ano. Em seguida vem Sousa com cinco assassinatos no total e Cajazeiras com quatro.
O último assassinato que foi registrado pela Polícia Militar (PM) foi em Cajazeiras na manhã de ontem, por volta das 6h30. O mecânico Francisco Matias Rolim, conhecido por "Damião da Sucata", 25 anos, foi morto com três tiros quando estava a caminho do trabalho. Segundo informações da polícia, a vítima estava na rua Luiz Cartaxo Rolim, no bairro Casas Populares, onde morava, quando foi abordado em via pública por dois homens que estavam em uma moto de cor escura. Sem chances de defesa, os suspeitos atiraram contra Francisco, que morreu no local crime.
A Polícia Civil já iniciou as investigações, mas acredita que o crime pode ter sido motivado por acerto de contas, já que Francisco foi preso acusado de cometer três homicídios na localidade. Até o momento não há pistas dos suspeitos e a polícia continua em diligências e colhendo informações para identificar a dupla.
Já em Patos, o último homicídio foi registrado na noite do último domingo no bairro de Monte Castelo, tendo como vítima o comerciante Francisco Rodrigues dos Santos, 37 anos. Logo após o crime, dois suspeitos foram presos, Joailton Ribeiro de Lucena, conhecido por "Orelha", 33 anos, e Júlio César Nunes Macena, 18 anos. Os acusados dos crimes chegaram ao bar, que fica na rua José Sátyro, em uma moto de cor preta, aproximaram-se da vítima e efetuaram vários disparos de arma de fogo.
Esses e os outros homicídios, segundo o delegado regional da Polícia Civil em Patos, Cristiano Jacques, têm ligação com o tráfico de drogas na cidade. "Essa quantidade de crimes que aconteceram este ano deverá diminuir com o plano de estratégias para reduzir e prevenir o tráfico em toda a região", afirmou. Ao longo do ano passado, Patos registrou 60 assassinatos.
Outra estratégia adotada pelo 3° Batalhão de Polícia Militar (BPM) para diminuir a criminalidade foi a realização de operações, principalmente nas divisas das cidades do Sertão com o Pernambuco para evitar a entrada de drogas na Paraíba.
Silvana Torquato/Hora Exata

Beber café pode reduzir em 57% chance de ter câncer de mama

Após analisarem seis mil mulheres que já haviam entrado na menopausa, especialistas da Karolinska Institute de Estocolmo descobriram que mulheres que bebem café têm 57% menos chances de desenvolver câncer de mama, como divulgou o jornal britânico Daily Mail desta quarta-feira (11).
O café seria um aliado na redução da absorção de receptores de oestrogênios causadores do câncer de mama maligno. Os pesquisadores disseram acreditar que o café possui diferentes compostos que colaborem com o combate de outros tipos de câncer de mama, mas outros estudos ainda precisam ser feitos.
Na Universidade do Missouri (EUA), os cientistas descobriram que algumas frutas e nozes ricas em apigenina também seriam capazes de reduzir significamente a formação de tumores de mama em ratas.
TERRA

MÍDIA LGBT: MEC estimula homossexualismo nas escolas. CONFIRA!

videoVídeos elaborados pelo Ministério da Educação (MEC) que tratam de transexualidade, bissexualidade e da relação entre duas meninas lésbicas deverão ser debatidos em salas de aula do ensino médio no segundo semestre deste ano.
O objetivo do material, composto de três filmes e um guia de orientação aos professores, é trazer para o ambiente de 6 mil escolas o “tema gay” como forma de reconhecimento da diversidade sexual e enfrentamento do preconceito.
A proposta de exibir os vídeos nas escolas é um dos pontos polêmicos do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNPCDH-LGBT) – um conjunto de diretrizes elaboradas pela Secretaria de Direitos Humanos, em parceria com entidades não governamentais, que visa a promover a cidadania e os direitos humanos da comunidade LGBT.
O PNPCDH-LGBT também prevê que se insira nos livros didáticos a temática de famílias compostas por gays, bissexuais, travestis e transexuais – ou seja, que os temas sejam incluídos nas ações de educação integral.
O plano contém 166 itens referentes a métodos de promoção, mobilização, conscientização e socialização das temáticas e demandas LGBT. Em discussão há três anos, o texto teve ideias mais radicais que acabaram deixadas de lado, como cotas para professores LGBT em programas de alfabetização. O documento deve ser finalizado e votado em dezembro, durante a Segunda Conferência Nacional LGBT.
Em relação à área de trabalho, por exemplo, há propostas como a criação de instrumentos para a profissionalização da população LGBT e para o acesso dos jovens de baixa renda a ofertas de estágio pago. É recomendado também “apoio à capacitação profissional para o grupo, com prioridade para travestis e transexuais, e suporte à inclusão desses jovens nos programas governamentais de capacitação”.
Reações
A proposta de exibir os vídeos nas escolas tem provocado reações variadas, reacendendo o debate em torno da conveniência de levar o assunto para dentro das salas de aula. Em panfletos distribuídos em escolas do Rio de Janeiro, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) alega que o MEC e grupos LGBT “incentivam o homossexualismo” e tornam “nossos filhos presas fáceis para pedófilos”.
“Querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual”, diz o panfleto.
O deputado João Campos (PSDB-GO), da Frente Parlamentar Evangélica, diz não haver razão para que um público com certa orientação sexual tenha um tratamento especial nas escolas. “São privilégios. Por exemplo, a formação nas academias de polícia: por que não temos essa diretriz para um quilombola?”, questiona Campos, citando a proposta de inclusão de temas relativos à diversidade sexual nos cursos de formação de policiais.
Privilégios
Para o jurista Ives Gandra Martins, alguns pontos do plano podem ser encarados como concessão de privilégios aos gays, bissexuais, travestis e transexuais. De acordo com ele, todas as garantias estão na Constituição e “não há por que exigir um tratamento diferenciado”.
Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, entra no assunto buscando uma referência no debate, do final dos anos 80, sobre a conveniência da educação sexual nas escolas.
“A convivência com a homossexualidade é uma convivência social. Estamos com o mesmo tipo de tabu da educação sexual de anos atrás, quando havia preocupação de que programas desse tipo causariam maior número de gestações na adolescência”, disse
Cara
Para o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República, Ramaís de Castro da Silveira, a iniciativa de levar o debate à sala de aula tem como objetivo combater a exclusão histórica do grupo LGBT. “Visamos a não evasão escolar desses alunos. Hoje, 10% da população brasileira é gay”, argumenta.
O MEC lembra que os vídeos serão “trabalhados em sala de aula” e seguem em análise na comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do ministério.
Segundo pesquisa realizada pela Unesco, 39,6% dos estudantes de sexo masculino não gostariam de ter um colega de classe homossexual; 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual; e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.
Esses números, observa Daniel Cara, evidenciam a necessidade de falar sobre o tema nas salas.

Estadão