Wagner Rossi, o colecionador de problemas

A casa de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto: propriedade avaliada em 9 milhões de reais
A casa de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto: propriedade avaliada em 9 milhões de reais   (Manoel Marques)
O ministro Wagner Rossi, da Agricultura, gastou a semana passada tentando convencer a presidente Dilma Rousseff e o Brasil inteiro de que não tinha ligações com as interferências do lobista Júlio Fróes nos negócios da pasta que comanda, como havia sido revelado por VEJA. Apesar da demissão de Milton Ortolan, segundo na hierarquia e seu braço direito há 25 anos, e das provas de que Fróes tinha sala dentro da Comissão de Licitações da Agricultura, Rossi posava de marido traído. Chamado ao Congresso para dar explicações, disse que Ortolan era ingênuo, e que ele, como ministro, não podia controlar a portaria do ministério para impedir a entrada de Fróes. Sobreviveu uma semana, mas vai precisar de muito mais do que frases de efeito se quiser continuar na cadeira de ministro.
Cristiano Mariz
Ministro da Agricultura Wagner Rossi em Brasília
Ministro da Agricultura Wagner Rossi em Brasília
A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra que Wagner Rossi, paulistano de 68 anos, é um colecionador de problemas, um daqueles políticos que costumam deixar um rastro de histórias esquisitas por onde passam. 
A primeira história relatada por VEJA remonta ao tempo em que Rossi presidia a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, vinculada ao ministério da Agricultura. No final de 2007, a estatal doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa, então comandada por Ricardo Coutinho, do PSB, hoje governador da Paraíba. O feijão deveria ser distribuído entre famílias de baixa renda, mas como havia uma eleição municipal em 2008, o prefeito decidiu guardar parte do estoque. Funcionário da Conab há 25 anos, Walter Bastos de Moura descobriu a irregularidade e a denunciou diretamente a Wagner Rossi, em abril de 2008. Rossi prometeu tomar providências.
Como nada aconteceu, Walter Bastos passou a vigiar a mercadoria estocada. Em setembro, a poucos dias eleição, ele recebeu a informação de que o feijão seria enfim distribuído e acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral. Para evitar o flagrante, diz ele, a prefeitura decidiu sumir com as provas e despejou 8 toneladas de feijão no aterro sanitário de João Pessoa. A cena do lixão inundado por grãos foi registrada no vídeo abaixo.
A história chegou a ser explorada como denúncia contra o prefeito, mas era muito mais grave: tratava-se de um flagrante do uso político da Conab para favorecer aliados do governo federal. Num acesso de sinceridade, o ex-presidente da empresa Alexandre Magno Franco de Aguiar, que sucedeu Rossi na empresa e hoje é seu assessor especial no ministério, confessou a VEJA que o próprio Rossi usou o expediente de distribuir alimentos para conseguir votos, inclusive para favorecer eleitoralmente o filho, Baleia Rossi, deputado estadual e presidente do diretório do PMDB de São Paulo.
Já no cargo de ministro da Agricultura, para o qual foi nomeado em março de 2010 por Lula, Rossi não tardou a implantar seu método de lidar com a coisa pública. Em 8 de dezembro do ano passado, a Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura estava reunida para abrir as propostas técnicas de quatro empresas que disputavam um contrato para prestar serviços de comunicação à pasta. Um dos representantes de empresas ali presente fez uma denúncia grave. Disse, em alto e bom som, que aquilo era um jogo de cartas marcadas e que já estava acertado um “pagamento de 2 milhões de reais ao oitavo andar”. No oitavo andar, fica o gabinete do ministro.
O presidente da Comissão de Licitação, Israel Leonardo Batista, disse que registraria a acusação em ata e a encaminharia à Polícia Federal. Não demorou para que fosse chamado à sala da então coordenadora de logística do ministério, Karla Carvalho, onde recebeu a ordem de não tomar nenhuma atitude. Karla já era, na época, figura de confiança de Rossi. De lá para cá, só subiu na hierarquia da pasta. Até a semana passada, era a poderosa secretária-executiva do ministério. Trabalhava diretamente com Milton Ortolan, demitido horas após a última edição de VEJA chegar às bancas com as revelações sobre Júlio Fróes.
Não bastassem as suspeitas que rondam seu gabinete na Agricultura, o ministro ainda deve esclarecimentos sobre sua atuação na Companhia Docas de São Paulo (Codesp), cargo ao qual chegou também pelas mãos do amigo Michel Temer. Quando presidia a Codesp, uma estatal, Rossi descobriu que empresas contratadas pelo Porto de Santos deviam 126 milhões de reais à Previdência. Em vez de exigir que acertassem as contas, decidiu pagar ele mesmo a fatura – com dinheiro público da Codesp, é claro. A lista de beneficiários do dinheiro público inclui 99 empresas privadas que jamais quitaram os débitos assumidos pela estatal. Em 2005, seis anos depois do acordo, apenas 20.000 reais haviam sido ressarcidos à empresa.
Amigo há 50 anos e leal servidor do vice-presidente Michel Temer, Wagner Rossi entrou para a política em 1982, quando concorreu pela primeira-vez a deputado federal. Até então, levava uma vida modesta de professor universitário. Morava em uma casa de classe média em Ribeirão Preto, tinha uma Kombi, uma Belina e um Fusca Laranja, com o qual fez a campanha. “Ele não tinha dinheiro nem para bancar os santinhos”, lembra João Gilberto Sampaio, ex-prefeito de Ribeirão Preto. Depois de dois mandatos como deputado estadual, dois como deputado federal, a presidência da Codesp, da Conab e dois anos como ministro (funções cujo salário máximo é de 26 mil reais), sua ascensão patrimonial impressiona.
O homem do fusca laranja e sua família são, hoje, proprietários de empresas, emissoras de rádios, casas e fazendas. Wagner Rossi mora numa das casas mais espetaculares de Ribeirão Preto, no alto de uma colina, cercada por um bosque luxuriante, numa área de 400 mil metros quadrados. Adquirida em 1996, quando ele era deputado, a mansão é avaliada hoje em 9 milhões de reais. Tudo, nas palavras do ministro, conquistado com o esforço de 50 anos de trabalho e uma herança recebida. 
VEJA

"Casseta & Planeta" volta com projeto de 16 edições temáticas na Globo


A turma do “Casseta & Planeta” está de volta, mas apenas em 2012. A Globo está planejando colocar em produção nos próximos meses o projeto das 16 edições temáticas do humorístico.
Segundo informações da Coluna Flávio Ricco, do UOL, a equipe já está a postos, montada e reforçada em seus diversos setores, para o start nos trabalhos.
Após 18 anos no ar, a atração é encarada com muitos desafios na nova fase dentro e fora do programa e com responsabilidade de não comprometer toda a história e além do mais a audiência conquistada, por sinal, bons números.
RD1

Policia Militar procura o "monstro" de Jucurutu que matou criança de 10 anos

A Policia Militar da cidade de Jucurutu e populares revoltados realizam buscas neste momento afim de encontrar pistas que possam levar até o mostro de Jucurutu, que no final da tarde e inicio de noite matou a criança identifica por Milena, de 10 anos de idade


O Pai da criança é conhecido na cidade de Jucurutu como Babá e disse ao reporter Damião Oliveira este que sua filha estava desaparecida desde as 17 horas de hoje (domingo) e ele estava a procurando desesperado. O mesmo encontra-se em estado de choque.

Blog do Eduardo Dantas

Duas pacientes podem ter contraído infecção hospitalar em Maternidade de Patos


Duas pacientes podem ter sido vítimas de infecção hospitalar na Maternidade Peregrino Filho em Patos. A primeira é Maria da Conceição. A segunda não teve seu nome revelado. Segundo a mãe de Maria, dona Edileuza, sua filha ganhou nenê cesariana no dia 04 de julho e 12 dias após ela voltou ao nosocômio apresentando diversas complicações.
Ao ser medicada, o médico havia dito que ela estava com anemia e orientou que ela tomasse sangue. Segundo a mãe, oito dias depois ela voltou a Maternidade e outro médico a examinou e revelou que ela apresentava um quadro de eclampse. A família achou por bem levá-la para um hospital em Campina Grande sob orientação dos médicos de Patos que não informaram o que de fato estava acontecendo.
Ao chegar lá, os médicos disseram que Maria da Conceição tinha contraído infecção hospitalar na Maternidade e que o quadro clínico dela não era bom. A paciente foi encaminhada imediatamente para UTI onde permanece internada em estado grave.
Segundo Edileuza, os médicos disseram que ela ainda corre risco de morte. A mãe aflita, contou a nossa reportagem que sua filha já passou por três cirurgias, mas até o momento obteve pouca melhora. "Já retiraram 6 litros de pus da barriga da minha filha. Na última foi colocado um dreno e ela ainda se encontra nessa situação", relatou Edileuza.
A mãe contou que devido ao tratamento que ela vem recebendo em Campina Grande, ela não entrou em coma já que foi entubada. "Os médicos lá falaram que se os médicos de Patos tivessem drenado a paciente não havia acontecido isto", disse ela.
Edileuza disse que sentia um misto de revolta e dor por ver sua filha nesta situação. "Estou cuidando aqui na minha casa da minha netinha que nasceu bem, com saúde, mas com a cabeça em Campina Grande com a mãe dela que está a beira da morte", disse ela. Ela pediu providências por parte da Maternidade para que explique o que de fato aconteceu.
Nossa reportagem recebeu esta denúncia na segunda-feira passada, e o repórter Jamerson Ferreira da Rádio 102 FM fez uma verdadeira peregrinação durante a semana em busca de explicação da direção da Peregrino Filho, mas fomos sempre informados que a diretora Silvia Ximenes não se encontrava.
A denúncia só foi veiculada cinco dias após, mas até o momento, a direção não se pronunciou sobre o caso.
A reportagem da Rádio 102 FM recebeu ligações de funcionários da Maternidade Peregrino Filho que confirmaram que mais uma paciente estava sendo transferida esta semana para Campina Grande com infecção hospitalar. O nome da paciente não foi revelado.
Os funcionários se mostraram revoltados com a situação já que nenhuma providência estaria sendo tomada para evitar mais casos.
A Maternidade Peregrino Filho passa por reformas em sua estrutura e até hoje ainda não tem data para sua reinauguração.
Hora Exata

Surpreenda o Pai; Bife acebolado

Surpreenda o Pai com esta simples receita inspirada nos cortes de carne da Argentina, bife ancho leva vinho e cebola roxa. Aqui a versão bife acebolado ao molho Hellmann’s
 
Bife acebolado 
 
Ingredientes:
 
500 g de bife ancho
1 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de óleo
1 cebola roxa grande cortada em rodelas
6 colheres (sopa) de água
1/2 xícara (chá) de maionese Hellmann’sS
4 colheres (sopa) de vinho tinto malbec
 
Para decorar:
 
Salsinha picada
 
Modo de preparo:
 
1. Tempere os bifes com o sal.
 
2. Em uma frigideira grande, aqueça o óleo.
 
3. Coloque os bifes e frite por 10 minutos ou até dourar dos dois lados. Retire da frigideira e mantenha em local aquecido.
 
4. Coloque a cebola na frigideira em fogo baixo. Mexa até murchar um pouco.
 
5. Coloque metade da água na frigideira e mexa até soltar todo o fundo da frigideira. Junte a maionese Hellmann's, a água restante e o vinho. Misture até ficar homogêneo e formar um molho.
 
6. Acrescente a salsinha. Sirva a seguir sobre os bifes.

Gourmetidos

STF gasta R$ 107,7 mil na compra de poltronas



A aposentadoria da ministra Ellen Gracie do Supremo Tribunal Federal (STF) foi oficializada nesta semana pelo Ministério da Justiça. Primeira mulher indicada para a Corte, a ministra não deverá utilizar as novas poltronas que tiveram notas de empenho publicadas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). O tribunal reservou R$ 107,7 mil para a compra de 55 poltronas, sendo 30 giratórias de modelo espaldar alto, no valor de R$ 2 mil cada; outras 20 unidades giratórias, mas com espaldar médio, no valor de R$ 1,8 mil cada; e finalmente outras cinco também com estrutura giratória, espaldar médio, mas com braços reguláveis, como custo unitário de R$ 1,9 mil.

E parece que o Poder Judiciário correu para encher o carrinho de compras desta semana. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal reservou R$ 22,6 mil para a compra de utensílios de limpeza. Entre as aquisições estão 750 unidades de água sanitária; 40 aerosol/spray de inseticida, inodoro para matar mosquito e barata e 300 purificadores de odor, com essências naturais. No empenho constam ainda 4.250 rolos de papel higiênico interfolhado de alta qualidade e 100 rodos grandes de madeira com duas borrachas. A limpeza vai ser grande por lá.
Outro tribunal que marcou presença foi o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Repetindo a compra do STF, mas com uma semana de atraso, o STJ também comprou fones de ouvido. Cada unidade custará R$ 62,37, perfazendo o total de R$ 498,96. A entrega será feita em 20 dias.
No Executivo, o destaque ficou com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), vinculada a Presidência da República. Preocupados com a decoração, o investimento foi na aquisição de novas cortinas. As peças são feitas em linho rústico na cor azul marinho, com blackout marfim e serão fornecidas pela empresa Andaluz Indústria e Comércio de Artigo que receberá R$ 20 mil.
Já na Câmara dos Deputados parece que os escândalos da semana afetaram ainda mais a temperatura da Casa. No carrinho de compras da semana passada, constaram três termômetros digitais, adquiridos por R$ 310 cada. Agora foram comprados outros 20 termômetros digitais, mas com o custo de R$ 49,90 a unidade. Ou seja, na semana passada foram gastos R$ 930,00 e nesta semana R$ 998,00 para verificar o clima vivenciado pelos deputados federais.
O outro tipo de tempo, não o climatológico, também foi motivo de compras. A eterna discussão sobre o tempo gasto nos discursos poderá ser melhor controlado. Por R$ 29,00 a unidade, foram comprados 10 cronômetros digitais portáteis da marca Instruterm.
A Câmara ainda separou R$ 7,7 mil na compra de 10 mil canetas feitas de material reciclado. O pedido foi feito pela Secretaria de Comunicação do órgão e vai ser fornecido pelo comércio Central do Eco Brinde.
Finalmente para fechar a conta, os deputados e funcionários da Casa terão nove fragmentadoras de papel a disposição. Sem especificar o modelo adquirido, a nota de empenho informa apenas que cada unidade custa R$ 3 mil. O Contas Abertas entrou em contato com a assessoria de comunicação para ter outros detalhes, mas não obteve resposta até este sábado. Vale lembrar que no mês passado, o STJ comprou 48 fragmentadoras, por R$ 419,41 cada.
*Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.
Contas Abertas

Desconhecimento e preconceitos relacionados à camisinha feminina dificultam seu uso


A negociação para uso de preservativo durante relações sexuais pode ser complicada, principalmente em casais estáveis, situação em que seu uso pode ser interpretado como desconfiança quanto à fidelidade do(a) parceiro(a). Outra dificuldade reside no fato do uso da camisinha masculina, método mais conhecido, estar nas mãos dos homens, diminuindo a autonomia das mulheres no momento de se protegerem. O artigo “Percepções de casais heterossexuais acerca do uso da camisinha feminina”, publicado este ano na Revista Escola Anna Nery, considera que o maior incentivo e esclarecimento quanto à camisinha feminina são uma alternativa “para minimizar as desigualdades de poder de negociação”.
Segundo o trabalho, de autoria da doutora em enfermagem Vera Lúcia de Oliveira Gomes e equipe do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Enfermagem, Gênero e Sociedade – GEPEGS (RS), como a AIDS cada vez mais infecta mulheres, novos esforços são necessários para que esta população seja protegida. Entre as mulheres, mostram dados do artigo, a via de transmissão heterossexual é responsável por 94,9% das transmissões, de maneira que a “negociação do sexo seguro, até então vinculada quase que exclusivamente à prostituição, passou a ter um reconhecimento público e político como algo positivo”, consideram as autoras.
Na avaliação das pesquisadoras, “as iniciativas governamentais, desenvolvidas pela Coordenação Nacional de DST/AIDS para conter a propagação da epidemia junto às mulheres, vêm apresentando resultados tímidos e insatisfatórios”. O artigo considera que as iniciativas em direção à promoção e divulgação do uso da camisinha masculina são pertinentes e devem ser incentivadas, mas considera que é necessária a criação de programas de esclarecimento quanto à possibilidade de uso da camisinha feminina, alternativa que, acreditam as autoras, daria à mulher acesso a um “método que poderia lhe dar autonomia de decisão”. Além disso, o artigo destaca como pontos positivos da camisinha feminina: “a praticidade no uso, a viabilidade de colocação horas antes do contato sexual, a possibilidade de a mulher conhecer melhor sua própria anatomia, bem como suprir a falta de lubrificação vaginal comum na menopausa”.

Para avaliar o nível de conhecimento e percepções vantajosas e desvantajosas sobre o uso da camisinha feminina, foi realizada pesquisa com 12 moças e um rapaz, acadêmicos de enfermagem do sul do país, e seus respectivos companheiros, totalizando 26 jovens, entre 20 e 27 anos. Os jovens responderam a questionários autoaplicáveis, antes e após um ato sexual protegido por camisinha feminina, que buscavam avaliar o que se conhecia sobre este método, e suas percepções “acerca da colocação da camisinha, do transcurso da relação sexual com camisinha e da retirada da camisinha feminina”, relata o trabalho.

Um ponto destacado pelas autoras após análise das avaliações dos participantes é que a camisinha feminina se apresentou como um método “desconhecido” por parte dos jovens e causador de “estranheza até mesmo entre acadêmicos dos últimos semestres do curso de graduação em enfermagem”. O desconhecimento dos próprios profissionais de saúde que deveriam guiar leigos e ajudá-los a escolher as melhores alternativas para lidar com sua sexualidade mostra que “a formação de médicos e enfermeiros se restringe a aspectos biológicos da reprodução e contracepção, não valorizando o preparo ao lidar com os mitos, boatos e valores”, dizem as autoras no artigo, citando estudo realizado com provedores de serviços de atenção à mulher em New York.

As avaliações quanto ao ato sexual protegido por camisinha feminina foram discordantes: “uns enfocam o desconforto, dor e aparência grotesca, outros abordam a praticidade, confiabilidade e prazer”, afirmam as pesquisadoras. Para elas, tanto nos depoimentos que valorizavam aspectos positivos quanto nos que destacavam os negativos, observou-se a existência de um “reconhecimento de que a falta de familiaridade com o método e o desconhecimento são fatores que levam ao estranhamento, desencadeando a maior parte das dificuldades”. Tal fato, acreditam, corrobora o pressuposto de que o “desconhecimento acerca da correta utilização da camisinha feminina, bem como de seus benefícios e dificuldades, estão inibindo seu uso em nível individual e dificultando sua adoção nos programas públicos”.

Por fim, as autoras reforçam que não defendem a substituição da distribuição e divulgação da camisinha masculina pela feminina, mas sim que haja programas concomitantes de incentivo e esclarecimento sobre o uso desta segunda alternativa, que pode se tornar viável a partir da identificação e problematização dos principais entraves ao uso da camisinha feminina, entre eles: “as dúvidas, preconceitos e acessibilidade”.

A elaboração e implementação de “programas de educação em saúde, de divulgação, de subsídio e de distribuição da camisinha feminina”, somado à expansão do uso rotineiro entre acadêmicos de enfermagem e integrantes das equipes de saúde desse método de prevenção, por meio do acesso gratuito, segundo as autoras, também podem contribuir para que a camisinha feminina torne-se mais popular entre a população.

Para ver o artigo na íntegra, clique aqui.
Agência Notisa

Câncer é a segunda maior causa de morte na PB; em 10 anos a doença matou 22.776 paraibanos


Em dez anos (2001 a 2010) 22.776 paraibanos foram a óbitos vitima de câncer sendo 11.672 homens e 11.104 mulheres. Os tipos de tumores que causaram o maior número de óbitos nos últimos anos foram os estômago, fígado, pulmão, mama, útero e próstata. Na Paraíba, a mortalidade por causa da doença assume a tendência nacional e aparece como a segunda causa de morte no estado, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório. A mortalidade apresentou um aumento de 37,0 % no ano de 2010 tendo como base o ano 2001, ou seja, no ano 2001 foram 1.162 óbitos e em 2010, 3.135 casos.
Na Paraíba existe um total de quatro serviços cadastrados e credenciados para o atendimento as Neoplasias: O Centro de Alta complexidade - a FAP- Fundação Assistência da Paraíba em Campina Grande e o Hospital Napoleão Laureano em João Pessoa. Como referência para tratamento das leucemias o Hospital São Vicente de Paula em João Pessoa e o Hospital Universitário Alcides Carneiro em Campina Grande. Como a assistência ao portador de neoplasias está centralizada nos municípios de João Pessoa e Campina Grande, principalmente no município de João Pessoa no Hospital Napoleão Laureano, a peregrinação do usuário que reside principalmente no alto sertão da Paraíba é grande.
Como mais uma ação de prevenção e controle da doença, o Governo do Estado apresentou no final do mês passado ao ministro da Saúde Alexandre Rocha Santos Padilha o projeto da unidade de Oncologia de Patos. A solenidade está marcada para as 10h30 na própria cidade. O centro vai beneficiar a população residente de sete Gerências Regionais Orçamentárias (6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 13ª GRO), o que representa a melhoria de acesso ao serviço para uma população de 902.310 habitantes. Com esse serviço, muitos pacientes do interior do Estado não precisarão mais viajar para Campina Grande ou João Pessoa a procura de atendimento especializado.
Situação da doença no Brasil - O instituto Nacional do Câncer estima que a cada ano, 140 mil pessoas são vítimas da doença no Brasil e que 500 mil novos casos são diagnosticados. A mortalidade relacionada ao câncer representou 13,7% de todos os óbitos registrados no país, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório.
O número de mortes por câncer no Brasil aumentou 24,7% entre homens e 18,6% entre mulheres entre 1979 e 2004. É o que revela o estudo “Situação do Câncer no Brasil”, do Inca (Instituto Nacional do Câncer). Neste período, as mortes de mulheres por câncer saltaram de 63,23 casos a cada 100 mil pessoas para 74,99.
Entre homens, o mesmo índice subiu de 85,58 para 106,74. Os números representam à somatória de todos os tipos de câncer, mas dois deles apresentaram um crescimento de quase cem por cento. Entre os homens, o número de mortes por câncer de próstata aumentou 95,48%; entre mulheres, o aumento do câncer de pulmão foi o maior, atingindo 96,95% contando homens e mulheres, o aumento do câncer de pulmão foi de 35,03%.
Paraiba.com.br

Paraíba gasta cerca de R$ 10 mil mensal para cuidar de jovens dependentes de substancias químicas


drogasA Paraíba tem hoje um custo mensal estimado de  RS 10 mil para manter os cerca de 270 jovens envolvidos com o uso de drogas e que são submetidos às medidas sócio-educativas. Para cuidar desses adolescentes são necessários cerca d 700 funcionários. Os dados foram revelados  durante  o seminário da Comissão Especial de Combate às Drogas da Câmara Federal que aconteceu na segunda-feira (8) na Assembléia Legislativa do Estado. O evento foi realizado pela ALPB no plenário José Mariz.
Mesmo diante desses números, Valéria Cristina da Silva, coordenadora da Saúde Mental da secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa; e Vânia Maria de Medeiros, coordenadora do Centro Regional de Referência para Formação de profissionais da Rede de Atenção ao Usuário de Drogas, defenderam o papel das casas de acolhimento, como medida de reinserção social e recuperação de dependentes químicos.
Elas foram duas das palestrantes que falaram à Comissão Especial, que trouxe à Paraíba cinco deputados federais, entre eles os paraibanos Wilson Filho, Hugo Motta e Luiz Couto. Também estiveram participando do seminário, que integra a agenda positiva da Assembleia Legislativa, os deputados federais Francisco Eunício (de Pernambuco) e Genival Carimbão (de Alagoas). O seminário foi presidido pelo deputado estadual Ricardo Marcelo (PSDB), que anunciou que o próximo debate da ALPB sobre o tema será na cidade de Campina Grande.
Para Carimbão, os custos com a recuperação de dependentes são muito altos e mais barato seria investir em prevenção. “Os Caps custam mensalmente de R$ 130 a R$ 200 mil, para acolher de 40 a 60 pessoas. Hoje, no país tem mais de 4 mil comunidades terapêuticas no país. Não encontrei no Brasil um projeto de reinserção social”, disse, ao lembrar que já passou por 14 estados brasileiros na condição de relator da Comissão Especial da Câmara Federal. “Ou nós temos coragem de enfrentar esse problema ou não teremos mais condições de andar nas ruas”, alertou.
Deusimar Wanderley Guedes, presidente da Comissão de Políticas Contras as Drogas da OAB, falou sobre as formas de prevenção e deu um depoimento emocionado sobre o acidente que vitimou sua filha num acidente de automóvel, ocorrido recentemente na avenida Epitácio Pessoa, onde o motorista que provocou o sinistro estava embriagado, dirigia com as luzes apagadas e seu automóvel desenvolvia alta velocidade. “Eduquei minha filha e lhe falei do mal que faziam as drogas lícitas, como a bebida alcóolica. Mas não pude educar esse motorista”, disse.
Na audiência pública e seminário, que falou sobre ‘Repressão ao Tráfico’ foi o delegado Alan Murilo Terruel, da Delegacia de Repressão e Entorpecentes da Capital.
Paraíba.com.br

Brasileiro não sabe a qual classe social pertence, diz estudo


A maior parte dos brasileiros no topo da pirâmide acredita que faz parte da classe média e mais de um terço se considera baixa renda. Já aqueles que integram a classe C também se enxergam em um patamar inferior ao real.
É o que mostra pesquisa do Data Popular feita no segundo trimestre deste ano com 3.000 entrevistados em 251 cidades de 26 Estados.
"A percepção da população em relação ao seu padrão de vida, em grande parte, não reflete a realidade", afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto.
No caso dos integrantes das classes AB (renda média domiciliar de R$ 8.393), 55,2% se consideraram da classe média (R$ 2.295), quando somente 9,6% se classificaram corretamente.
Outros 35,2% avaliaram ser da baixa renda (média de R$ 867). Ao serem questionados, não foram informados sobre o critério de renda da classificação.
Na classe C, 32,5% se posicionaram corretamente, mas 65,7% disseram fazer parte da baixa renda.
PATAMAR
"Grande parte dos integrantes da classe média brasileira está nesse estrato há pouco tempo. Eles vieram da baixa renda e ainda se enxergam nela. Sabem que o padrão de vida está melhorando, mas não consideram a mudança de patamar."
Por outro lado, há ainda outros 16,9% de cidadãos de baixa renda que pensam que são da classe média.
"São os emergentes que se consideram da classe média baixa, mas que ainda não são. Como eles têm perspectiva de crescimento na renda, avaliam erroneamente", diz o diretor do Data Popular.
INFLUÊNCIA DOS EUA
De acordo com Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getulio Vargas), essa visão distorcida da população é consequência da forte influência norte-americana no Brasil.
"Pelo padrão dos Estados Unidos, quem é da classe média tem dois carros na garagem, o que não é necessariamente verdade aqui. A renda per capita americana é bem superior à brasileira", afirma.
"Para o brasileiro, ricos são o Eike Batista e outros milionários do patamar dele", afirma Meirelles.
Eike, magnata dos projetos privados da infraestrutura brasileira, foi considerado o oitavo mais rico do mundo em ranking da revista "Forbes".
Folha Online

Congresso quer aprovar licença-paternidade de 15 dias e a proposta pode chegar a um mês

Congresso quer aprovar licença-paternidade de 15 dias e a proposta pode chegar a um mês
Brasil, os homens têm direito a apenas cinco dias de licença após o nascimento do bebê; em outros países o benefício passa de um ano.

Poder curtir um pouco mais os primeiros dias do filho é uma ideia que, provavelmente, agradaria à maioria dos pais. Mas, no Brasil, ainda não há uma lei que institua a “licença-paternidade”, embora tramitem no Congresso pelo menos dez projetos de lei propondo a ampliação do benefício.

O mais avançado deles, que aumenta para 15 dias a licença remunerada, recebeu no início deste mês o segundo parecer favorável à sua aprovação na Câmara. O parecer, de autoria do deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), agora aguarda votação da Comissão de Trabalho para avançar em regime de prioridade. No ano passado, o texto já havia sido aprovado pela Comissão de Seguridade Social da Casa.

Atualmente, os homens têm direito a cinco dias de dispensa a partir do nascimento do bebê, garantidos pela Constituição de 1988. Mas, desde então, uma série de propostas defende o aumento desse benefício para até 30 dias – neste ano, dois novos projetos de lei nesse sentido já foram apresentados à Câmara.

Um dos principais argumentos para sugerir o aumento do benefício é garantir à mãe maior suporte após o nascimento da criança, como defendeu a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que apresentou um parecer favorável à aprovação da matéria na comissão de Seguridade Social.

- A licença-paternidade é de fundamental importância para aumentar o contato direto entre pai e filho nos primeiros dias de vida da criança e para que o pai dê mais apoio à mãe nos cuidados com o bebê e nas tarefas domésticas. A psicóloga Laila Pincelli, especialista em terapia de casal e de família, de São Paulo, concorda que o aumento do benefício pode ajudar a estreitar o vínculo entre pais e filhos, mas lembra que, talvez mais importante que o número de dias livres, é a forma como esse tempo é gasto.

- Logicamente isso [a ampliação da licença-paternidade] seria muito positivo. Isso facilitaria a vida do casal, ao mesmo tempo que dá aos pais a oportunidade de se integrar à vida do bebê. [...] Mas esse vínculo entre pai e bebê é algo que vai se estabelecer ao longo da vida, ao longo dos dias, e que depende muito de como o pai vai participar e se aproximar da criança.

O projeto de lei, em discussão na Comissão de Trabalho (PL 3935/2008), também prevê a possibilidade de “casar” o benefício com as férias, ou seja, unir os 15 dias da licença com o período de recesso a que o trabalhador têm direito, possibilitando 45 dias de folga prolongada.

Pode parecer muito, mas, se comparado a outros países, o período ainda é curto. De acordo com dados da ONG (organização não governamental) Instituto Papai, na Alemanha, por exemplo, a licença-paternidade é de até um ano e dois meses (com direito a até 67% da remuneração), mas pode chegar a até três anos (sem remuneração). Já nos Estados Unidos, os pais podem se ausentar do trabalho por até três meses não remunerados, enquanto no Japão, a licença-paternidade é de um ano (com direito a 25% dos salários).

Mas se comparado a outros países da América Latina, o Brasil já está à frente da Argentina e do Paraguai, por exemplo, onde os pais têm direito a apenas dois dias de folga após o nascimento dos filhos.

Obstáculo
Apesar dos pontos positivos, a proposta deve sofrer resistência no mercado, já que causa impactos diretos sobre os gastos das empresas. Diferentemente do que ocorre com a licença-maternidade, que é custeada pela Previdência Social (a partir dos impostos pagos pelas empresas), a licença-paternidade sai diretamente do “bolso do patrão”.

Por isso, dificilmente a proposta de ampliar o benefício para 30 dias sairá do papel, como reconheceram os próprios parlamentares que propuseram a licença de 15 dias. É a opinião também do advogado Paulo Sérgio João, professor de direito trabalhista da Faculdade de Direito da FGV (Fundação Getulio Vargas).

- A licença-paternidade de cinco dias já tem um impacto grande para as empresas, sobre a produtividade etc. Na minha avaliação, se somar todos os períodos de afastamento a que os trabalhadores têm direito, acho que isso acarretaria um ônus muito grande para as empresas, que ficariam sem o trabalhador no período.

A proposta aguarda votação dos deputados que integram as comissões de Trabalho, Finanças e Justiça. Caso aprovado em todas as comissões, o texto nem precisa ir a plenário para virar lei, podendo ser sancionado pela Presidência em seguida. Isso, porém, ainda não tem prazo para ocorrer.

R7 

Polícia Militar e Corpo de Bombeiros da PB abrem inscrições nesta segunda; veja edital


A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros da Paraíba abrem no dia 15 de agosto as inscrições para 50 vagas no Curso de Formação de Oficiais para combatentes e bombeiros. São 35 vagas para combatentes da Polícia Militar (30 do sexo masculino e 5 do feminino ) e 15 para oficiais bombeiros (11 do sexo masculino e 4 do feminino). A remuneração varia de R$ 1.008,08 a R$ 3.673,96
O candidato deve ter altura mínima de 1,65 m (sexo masculino), e de 1,60 m (sexo feminino); completar, no ano da matrícula do curso (até 31 de dezembro de 2012), 18 anos, no mínimo, e 30 anos, no máximo; e ter concluído o ensino médio.
O candidato deve se inscrever para os exames complementares de 15 a 28 de agosto no site www.pm.pb.gov.br e pagar a taxa de R$ 50,00. Assim que for homologada a inscrição para o exame complementar, o candidato deverá se inscrever para o exame intelectual, no site www.coperve.ufpb.br .
O concurso terá exames intelectual (provas escritas), exames complementares (de saúde, aptidão física e psicológico) e avaliação social.
O ingresso no Curso de Formação de Oficiais será na graduação de praça especial, como cadete, e ao término do curso será declarado aspirante-a-oficial. Após estágio probatório de, no mínimo, seis meses, será promovido a 2º tenente, ingressando no Quadro de Oficiais Combatentes da Polícia Militar ou do Quadro de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar, conforme a sua opção.
O curso funcionará no Centro de Educação da Policia Militar do Estado da Paraíba – Academia de Policia Militar do Cabo Branco, na Rua Dr. Francisco de Assis Veloso s/nº, Mangabeira VII, em João Pessoa, e terá duração de três anos, em regime de dedicação exclusiva.
G1