Quase 90% dos casos de violência física e sexual contra crianças e adolescentes o agressor é de casa

Em quase 90% dos casos de violência física e sexual contra criança e adolescentes que são registrados diariamente nos Conselhos Tutelares e nas Delegacias especializadas da Paraíba o agressor se encontra dentro de casa, ou seja, é um parente próximo da vítima e, na maioria dos casos, são os próprios pais. A informação é de Luiz Brilhante, membro da Associação de Conselheiros e ex-conselheiros Tutelares da Paraíba (Aconepap).
No próximo dia 18 será comemorado o Dia do Conselho Tutelar e para lembrar a data estão sendo programadas várias atividades. Dentre elas, está uma panfletagem nas escolas e em pontos estratégicos da cidade, mostrando paras pessoas a importância dos Conselhos Tutelares. Também acontecerá uma sessão especial na Assembléia Legislativa do Estado, no dia 24, para debater a situação e atuação desses órgãos na Paraíba.
Em João Pessoa, segundo Luiz Brilhante tem cinco conselhos tutelares que funcionam 24 horas de domingo a domingo, inclusive nos feriados, mas existe a proposta de aumentar esse número face ao surgimento de vários bairros e comunidades na Capital o que tem sobrecarregado o trabalho dos conselhos regionais. “O conselho tutelar é hoje um elo entre a comunidade e a Justiça porque muitas vezes a pessoa quer falar com um promotor e um Juiz e não consegue e o conselho acompanha a vítima e seus familiares e encaminha o caso para Justiça”, comentou Luiz Brilhante.
Ele deixou claro que a função do conselho ou do conselheiro não é julgar, mas orientar, aconselhar e tomar todas as providências necessárias. “Quando o problema pode ser resolvido no próprio conselho por meio de acordo entre as partes, tudo do bem, mas do contrário o caso é levado a uma instância superior com poder maior de decisão, no caso, a Justiça”, afirmou o conselheiro.
Para desempenhar o seu papel, os conselhos tutelares trabalham em parcerias com as polícias Militar e Civil, Ministério Público, Delegacia e Juizado da Infância e da Juventude, Secretaria de Ação Social e vários outros ligados a criança e ao adolescente.
Luiz Brilhante alertou que todos os municípios têm que ter os seus conselhos tutelares, pois do contrário não terão direito a receber verbas federais e poderão sofrer as sanções previstas em lei. Ele deixou claro que é de responsabilidade do município oferecer o prédio e toda infra-estrutura física e equipamentos para que o órgão possa funcionar a contento como também efetuar o pagamento dos servidores.
Paulo Cosme

Prefeitura de Patos amplia prazo de inscrições para 554 vagas em concurso

A Prefeitura de Patos, município do Sertão paraibano, publicou nesta segunda-feira (14) o edital de prorrogação das inscrições para seu concurso público. São oferecidas 554 vagas no quadro efetivo de pessoal e em cadastro de reserva, com salários variando de R$ 545 a R$ 3,2 mil. As inscrições presenciais e pela internet seriam encerradas no dia 20 de novembro, mas foram estendidas até o dia 24.

As oportunidades são disponibilizadas pelas Secretarias de Administração, Educação e Saúde. A maior parte das vagas é direcionada para a função de professor de pré-escola, 57 no total. Também são oferecidas 31 vagas para técnico em Enfermagem, 28 para auxiliar de serviço e 19 para servente de pedreiro.

Para a Secretaria Municipal de Administração, estão abertas vagas nas seguintes funções: médico perito da junta médica, topógrafo, técnico em Geoprocessamento, técnico em Contabilidade, técnico de arquivo, fiscal de urbanismo e obras, técnico administrativo, telefonista, agente de trânsito, motorista, guarda municipal, vigilante, pedreiro, eletricista, auxiliar de serviço, servente de pedreiro, pintor.

Na Secretaria de Educação, há vagas para assistente social, nutricionista, psicólogo educacional, orientador educacional, professor (Matemática, Artes, Educação Física, Ciências, História, Pré-Escola), técnico em Informática, técnico administrativo, vigilante e auxiliar de serviço.

Já na Secretaria de Saúde, as oportunidades são para médicos (USF, anapatologista, cardiologista, do trabalho, endoscopista, fisiatra, gastroenterologista, ginecologista, hematologista, infectologista, neurologista, obstetra, ortopedista, patologista clínico, pneumologista, proctologista, radiologista, reumatologista, ultrassonografista), dentista (pacientes especiais), enfermeiro, técnico de Enfermagem, técnico de prótese dentária, técnico em laboratório de análise clínica, técnico administrativo, agente comunitário de saúde, vigilante e auxiliar de serviço.


As inscrições poderão ser feitas até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 24 de novembro pelo site da empresa organizadora, a Acaplam (www.acaplam.com.br). Também é possível se cadastrar presencialmente no posto de atendimento instalado na Casa dos Conselhos, situada a Rua Felizardo Leite, no Centro de Patos. O atendimento é feito das 8h às 12h e das 14h às 17h.

Assessoria 

Estudo: cerveja faz bem para o coração

Estudo: cerveja faz bem para o coração
Beber cerveja pode fazer bem à saúde do coração. Essa é a conclusão de um estudo italiano da Fundação Giovanni Paolo II, na Itália. De acordo com os pesquisadores, o consumo tanto da cerveja quanto o vinho, contanto que em doses moderadas, pode reduzir em 31% as chances de se ter uma doença cardiovascular.

Os cientistas analizaram dados de mais de 200 mil pessoas com hábito de beber. O consumo, no entanto, de restringe a dois copos por dia para homens, e um para mulheres.

Os cientistas não sabem, no entanto, se os benefícios de beber moderadamente deriva dos componentes da cerveja - e do vinho - ou do álcool por si só. "O que é importante esclarecer é que isso só vale para o consumo moderado da bebida", conta Augusto Di Castelnuovo, pesquisador que fez parte do estudo.


Terra

Brasileiro trabalha mais do que a média mundial, diz pesquisa

Se você acha que tem trabalhado muito nos últimos tempos, saiba que não está sozinho. Uma pesquisa internacional mostrou que 43% dos profissionais no Brasil trabalham de nove a onze horas por dia. No restante do mundo esse percentual é de 38%.

O levantamento, feito pela multinacional inglesa Regus, mostrou que o famoso “horário comercial” (das 9h às 18h) está com os dias contados. Mais da metade dos profissionais no Brasil trabalham além das oito horas por dia e mais de 40% levam trabalho para concluir em casa regularmente.

Outros resultados mostram que 17% dos profissionais no Brasil e 10% em outros países trabalham mais de onze horas por dia regularmente. Cerca de 46% dos brasileiros empregados levam trabalho para terminar em casa mais de três vezes por semana, contra 43% dos empregados no resto do mundo. Os profissionais do sexo masculino no país (20%) têm quatro vezes mais chances de trabalharem 11 horas diárias do que as mulheres (4%).
“As mulheres parecem estar menos propensas a trabalharem mais horas por dia, provavelmente porque há mais chances de trabalharem meio período. Por outro lado, colaboradoras de pequenas empresas geralmente trabalham mais horas por dia do que funcionárias de grandes corporações”, explica Guilherme Ribeiro, diretor geral da Regus no Brasil.

A pressão por resultados foi o principal motivo apontado pelos entrevistados para o aumento do número de horas de trabalhados nos últimos anos. O movimento, segundo o estudo, seria reflexo da lenta recuperação da economia nos países desenvolvidos e, ao mesmo tempo, do rápido crescimento dos países emergentes. 

Remotos 

Mundialmente, os profissionais remotos estão mais propensos a trabalharem 11 horas por dia (14%) do que os funcionários em escritórios fixos (6%). Eles também levam trabalho para casa com mais frequência (59%) do que os profissionais com local de trabalho fixo (26%). Da mesma maneira, os profissionais remotos no Brasil (59%) levam trabalho para casa com mais frequência do que os funcionários com local de trabalho fixo (22%).

“O estudo mostra que existe uma indefinição entre os limites do trabalho e a vida pessoal, em casa”, afirma Ribeiro. “No Brasil, onde o problema do estresse relacionado à pressão por resultados está crescendo, os efeitos a longo prazo disso podem prejudicar tanto a saúde do profissional como sua produtividade, já que os próprios funcionários exigem demais de si mesmos e ficam frustrados, depressivos e até mesmo fisicamente doentes.” Foram ouvidos no estudo 12.000 profissionais em 85 países.

Revista Época 

Frota de veículos da PB cresce mais de 200% e número de motos aumenta 629% na capital

moto-uaiA frota da Paraíba está perto de chegar a 800 mil veículos. O último relatório divulgado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) revelou o registro de 787.892 veículos. O relatório traz um estudo da evolução da frota de 2000 a 2011.
No ano 2000, a frota paraibana era de 257.279 veículos,  o que significa que a quantidade  de veículos aumentou em 206%, nesse período. João Pessoa tinha 100.427 veículos em 2000; hoje, tem 320.398, um crescimento de 219%.
Em Campina Grande, de 47.508 veículos registrados, em 2000, hoje há 157.689, o que representa aumento de 232%. Comparando apenas os números de 2000 a 2010, a evolução da frota foi de 176% na Paraíba, 133% em João Pessoa e 142% em Campina Grande.
Motocicletas – Ao considerar somente as motocicletas, a evolução da frota aponta um crescimento de 629% em João Pessoa. Em 2000, havia 12.422 motocicletas registradas na Capital – número que surgiu para 90.571.
Em Campina Grande, eram 12.795 motocicletas no ano 2000, contra as 61.068 de hoje – uma evolucão de 377%.
Na Paraíba, o número de motocicletas cresceu 539%, de 2000 a 2011. No ano 2000 eram 51.962 motocicletas e hoje são 332.026. As motocicletas já representam 42,17% da frota total de veículos paraibana

Secom-PB

Paraíba registra quase oito mil casos de dengue em 2011

Ontem (14), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou o boletim referente à semana epidemiológica 44, que corresponde ao período de 30 de outubro a 5 de novembro. O acumulado de casos confirmados é de 7.691 de dengue clássica; 119 de dengue com complicações, 89 casos de febre hemorrágica, e nove óbitos por dengue.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) fez um mapeamento dos casos de dengue registrados do final de 2010 até agora e está montando um plano de ações de caráter preventivo e educativo a ser implantado a partir do próximo ano. Para isso, a SES realizou, por meio do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), uma análise baseada na identificação dos casos de dengue confirmados por semana epidemiológica.

No estudo, foi detectado que na última semana de dezembro de 2010 houve os primeiros registros de casos da doença, ou seja, a incidência da dengue para 2011 teve o seu inicio na semana epidemiológica 52 do ano passado, com 48 casos confirmados, e progrediu de forma crescente até a semana epidemiológica 13 de 2011.

Ainda de acordo com a análise, a concentração dos casos confirmados aconteceu no primeiro quadrimestre do ano, o que corresponde ao período da semana epidemiológica 01 à semana epidemiológica 16, com 65,5% dos casos confirmados de todo o ano de 2011.

De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Júlia Vaz, considerando o período em que teve início a doença e o período em que mais foram registrados os casos confirmados, a SES recomenda que as secretarias municipais mobilizem a população e intensifiquem as ações de controle.

Júlia Vaz informou que o Governo do Estado segue monitorando os casos, acompanhando e realizando ações de caráter preventivo e educativo em parceria com os 223 municípios paraibanos, como também realizando visitas técnicas às Gerências Regionais de Saúde, além de oferecer capacitações e oficinas de orientação sobre a doença. “É por isso que a dengue contínua em declínio na Paraíba”, destacou.

Ela lembrou algumas medidas simples que devem ser adotadas pela população, como tampar as caixas d’água; guardar os pneus em local coberto e seco; não deixar que as garrafas acumulem água, colocando-as sempre com a boca para baixo; observar sempre as calhas para ver se existe água acumulada e colocar areia nos pratos das plantas.

Agenda – No dia 21 deste mês haverá a apresentação na CIB (Comissão Intergetores Bipartoite) dos planos de contingência e assinatura de termo de compromisso dos 37 municípios considerados prioritários pelo Ministério da Saúde para o aumento de 20% dos investimentos na vigilância em saúde.


Secom PB 

Marcha contra a Corrupção mobiliza João Pessoa neste feriado

João Pessoa fará na tarde desta terça-feira (15), feriado da Proclamação da República, a III Marcha contra a Corrupção na Orla da Capital.
A concentração está prevista para acontecer a partir das 16h no Busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú.
Os manifestantes devem seguir em caminhada pela Orla até o Largo da Gameleira, no início da Avenida Ruy Carneiro.
O evento conta com apoio de várias entidades, a exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil, e faz parte do 'Movimento nas Ruas PB'.
Portal Correio

Saiba o signifcado da Proclamação da República e conheça quem foi Deodoro da Fonseca

Saiba o signifcado da Proclamação da República e conheça quem foi Deodoro da FonsecaA república é uma forma de governo que tem como objetivo principal atender aos interesses dos cidadãos. Neste regime é o povo que elege seu governante, portanto é um regime mais democrático e é este regime que vigora no Brasil atualmente. Mas... Nem sempre foi assim, pois entre 1822 e 1889 era o regime monárquico que vigorava em nosso país e ao longo desse período teve dois imperadores: D. Pedro I e D. Pedro II. Por ser um tipo de regime que não leva em consideração às necessidades do povo, ao longo de todos esses anos o regime monárquico ficou desgastado e a necessidade de mudanças cada vez mais evidente.

Houve várias tentativas de mudança: a primeira delas ocorreu em 1789, em Vila Rica, Minas Gerais, onde vivia Tiradentes e outros revolucionários, tentaram modificar a realidade, principalmente por não concordarem com os altos impostos cobrados pelo rei. Esse movimento ficou conhecido com a Inconfidência Mineira e não acabou nada bem, pois Tiradentes acabou sendo preso e enforcado, acabando temporariamente com as manifestações. Depois, em 1824, outro grupo revolucionário, agora de Pernambuco, tentou ir contra o imperador, constituindo a Confederação do Equador, ação que durou apenas 4 meses e também resultou na prisão e morte de muitos dos envolvidos.

Ainda em 1836, lideres do Rio Grande do Sul entram em guerra contra o Imperador organizando a Revolução Farroupilha, grupo que também foi derrotado e a monarquia continua imperando no país.

Com todas essas derrotas e como a insatisfação estava evidente em todas as classes sociais, houve acontecimentos determinantes para que a proclamação da república realmente acontecesse: os fazendeiros ficaram descontentes com a abolição da escravatura e exigiam que o imperador os indenizasse, produtores de café do interior paulista eram favoráveis às ações liberais e mão de obra livre. Cada vez mais isolado, o imperador recebeu o golpe final porque aos poucos, os militares também foram se revoltando contra o império.

Assim, a Proclamação da República foi um evento que contou com a participação de muitas pessoas, entre elas as que participaram das campanhas abolicionistas, os fazendeiros e o exército. Quem começou de fato a conspirar para a derrubada da monarquia foi Benjamim Constant. Porém, quem proclamou a República e pôs fim ao império foi o Marechal Deodoro da Fonseca, figura de maior prestígio no exército. Convencido por Benjamim Constant, o Marechal Deodoro concordou com tal ato no dia 11 de novembro. Foi difícil convencê-lo, pois o Marechal era amigo de Dom Pedro II.

Na manhã de 15 de novembro de 1889, Deodoro, à frente de um batalhão, marchou para o Ministério da Guerra, e declarou o fim do período imperial, e o início do período republicano. Dom Pedro II, o imperador da época, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio. Ele pensava que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Ministério. No dia seguinte, foi-lhe entregue um comunicado confirmando a proclamação e solicitando sua partida para o exterior. Entre 1889 e 1930 o governo foi uma democracia constitucional e a presidência alternava entre os estados dominantes da época: São Paulo e Minas Gerais.

Curiosidades
Antes de viajar para Portugal, no dia 17 de novembro, Pedro II escreveu uma mensagem para o povo brasileiro: "Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã, deixando esta pátria de nós estremecida, à qual me esforcei por dar constantes testemunhos de entranhado amor e dedicação durante quase meio século, em que desempenhei o cargo de chefe de Estado. Ausentando-me, eu com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo votos por sua grandeza e prosperidade."

Deodoro da Fonseca: executor de uma mudança construída ao longo do tempo.
O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações em que visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão de obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agroexportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as consequências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas ideias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi consequência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.

Brasil Escola

Conheça dez fatos que a “grande” imprensa esconde da população brasileira

censura2As entidades que reúnem as grandes empresas de comunicação no Brasil usam e abusam da palavra “censura” para demonizar o debate sobre a regulação da mídia. No entanto, são os seus veículos que praticam diariamente a censura escondendo da população as práticas de regulação adotadas há anos em países apontados como modelos de democracia. Conheça dez dessas regras que não são mencionadas pelos veículos da chamada “grande” imprensa brasileira.

O debate sobre regulação do setor de comunicação social no Brasil, ou regulação da mídia, como preferem alguns, está povoado por fantasmas, gosta de dizer o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins. O fantasma da censura é o frequentador mais habitual, assombrando os setores da sociedade que defendem a regulamentação do setor, conforme foi estabelecido pela Constituição de 1988.
Regulamentar para quê? – indagam os que enxergam na proposta uma tentativa disfarçada de censura. A mera pergunta já é reveladora da natureza do problema. Como assim, para quê? Por que a comunicação deveria ser um território livre de regras e normas, como acontece com as demais atividades humanas? Por que a palavra “regulação” causa tanta reação entre os empresários brasileiros do setor?
O que pouca gente sabe, em boa parte por responsabilidade dos próprios meios de comunicação que não costumam divulgar esse tema, é que a existência de regras e normas no setor da comunicação é uma prática comum naqueles países apontados por esses empresários como modelos de democracia a serem seguidos.
O seminário internacional Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias, realizado em Brasília, em novembro de 2010, reuniu representantes das agências reguladoras desses países que relataram diversos casos que, no Brasil, seriam certamente objeto de uma veemente nota da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) denunciando a tentativa de implantar a censura e o totalitarismo no Brasil.
Ao esconder a existências dessas regras e o modo funcionamento da mídia em outros países, essas entidades empresariais é que estão praticando censura e manifestando a visão autoritária que tem sobre o tema. O acesso à informação de qualidade é um direito. Aqui estão dez regras adotadas em outros países que os barões da mídia brasileira escondem da população:
1. A lei inglesa prevê um padrão ético nas transmissões de rádio e TV, que é controlado a partir de uma mescla da atuação da autorregulação dos meios de comunicação ao lado da ação do órgão regulador, oOfficee of communications (Ofcom). A Ofcom não monitora o trabalho dos profissionais de mídia, porém, atua se houver queixas contra determinada cobertura ou programa de entretenimento. A agência colhe a íntegra da transmissão e verifica se houve algum problema com relação ao enfoque ou se um dos lados da notícia não recebeu tratamento igual. Após a análise do material, a Ofcom pode punir a emissora com a obrigação de transmitir um direito de resposta, fazer um pedido formal de desculpas no ar ou multa.
2. O representante da Ofcom contou o seguinte exemplo de atuação da agência: o caso de um programa de auditório com sorteios de prêmios para quem telefonasse à emissora. Uma investigação descobriu que o premiado já estava escolhido e muitos ligavam sem chance alguma de vencer. Além disso, as ligações eram cobradas de forma abusiva. A emissora foi investigada, multada e esse tipo de programação foi reduzida de forma geral em todas as outras TVs.
3. Na Espanha, de 1978 até 2010, foram aprovadas várias leis para regular o setor audiovisual, de acordo com as necessidades que surgiam. Entre elas, a titularidade (pública ou privada); área de cobertura (se em todo o Estado espanhol ou nas comunidades autônomas, no âmbito local ou municipa); em função dos meios, das infraestruturas (cabo, o satélite, e as ondas hertzianas); ou pela tecnologia (analógica ou digital).
4. Zelar para o pluralismo das expressões. Esta é uma das mais importantes funções do Conselho Superior para o Audiovisual (CSA) na França. O órgão é especializado no acompanhamento do conteúdo das emissões televisivas e radiofônicas, mesmo as que se utilizam de plataformas digitais. Uma das missões suplementares e mais importantes do CSA é zelar para que haja sempre uma pluralidade de discursos presentes no audiovisual francês. Para isso, o conselho conta com uma equipe de cerca de 300 pessoas, com diversos perfis, para acompanhar, analisar e propor ações, quando constatada alguma irregularidade.
5. A equipe do CSA acompanha cada um dos canais de televisão e rádio para ver se existe um equilíbrio de posições entre diferentes partidos políticos. Um dos princípios dessa ação é observar se há igualdade de oportunidades de exposição de posições tanto por parte do grupo político majoritário quanto por parte da oposição.
6. A CSA é responsável também pelo cumprimento das leis que tornam obrigatórias a difusão de, pelo menos, 40% de filmes de origem francesa e 50% de origem européia; zelar pela proteção da infância e quantidade máxima de inserção de publicidade e distribuição de concessões para emissoras de rádio e TV.
7. A regulação das comunicações em Portugal conta com duas agências: a Entidade reguladora para Comunicação Social (ERC) – cuida da qualidade do conteúdo – e a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que distribui o espectro de rádio entre as emissoras de radiodifussão e as empresas de telecomunicações. “A Anacom defende os interesses das pessoas como consumidoras e como cidadãos.
8. Uma das funções da ERC é fazer regulamentos e diretivas, por meio de consultas públicas com a sociedade e o setor. Medidas impositivas, como obrigar que 25% das canções nas rádios sejam portuguesas, só podem ser tomadas por lei. Outra função é servir de ouvidoria da imprensa, a partir da queixa gratuita apresentada por meio de um formulário no site da entidade. As reclamações podem ser feitas por pessoas ou por meio de representações coletivas.
9. A União Européia tem, desde março passado, novas regras para regulamentar o conteúdo audiovisual transmitido também pelos chamados sistemas não lineares, como a Internet e os aparelhos de telecomunicação móvel (aqueles em que o usuário demanda e escolhe o que quer assistir). Segundo as novas regras, esses produtos também estão sujeitos a limites quantitativos e qualitativos para os conteúdos veiculados. Antes, apenas meios lineares, como a televisão tradicional e o rádio, tinham sua utilização definida por lei.
10. Uma das regras mais importantes adotadas recentemente pela União Europeia é a que coloca um limite de 12 minutos ou 20% de publicidade para cada hora de transmissão. Além disso, as publicidades da indústria do tabaco e farmacêutica foram totalmente banidas. A da indústria do álcool são extremamente restritas e existe, ainda, a previsão de direitos de resposta e regras de acessibilidade.
Todas essas informações estão disponíveis ao público na página http://www.convergenciademidias.gov.br/. Note-se que a relação não menciona nenhuma das regras adotadas recentemente na Argentina, que vem sendo demonizadas nos editoriais da imprensa brasileira. A omissão é proposital. As regras adotadas acima são tão ou mais “duras” que as argentinas, mas sobre elas reina o silêncio, pois vêm de países apontados como “exemplos a serem seguidos” Dificilmente, você ouvirá falar dessas regras em algum dos veículos da chamada grande imprensa brasileira. É ela, na verdade, quem pratica censura em larga escala hoje no Brasil.
Carta Maior