QUANDO

Quando eu era pequeno, gostava de observar os carros que passavam na estrada. Meu irmão e eu acompanhávamos com a vista até eles sumirem pequeninos e barulhentos num horizonte rarefeito e poeirento. Depois eu construía meus próprios veículos de caixas de remédio e brincava com eles na réstia da telha. Tinha uma das caixas de remédio que ofuscava uma luz azul belíssima.

Acho que o medicamento se chamava Gleran, mas na minha imaginação era muito mais do que aquilo. Dizem que criança pobre tem mais imaginação do que criança rica. Talvez seja verdade. Alguma coisa a gente tem de ter mais... Uma imagem costumava visitar meus sonhamentos: a de uma descida numa serrinha, típica paisagem rural do Nordeste brasileiro, uma estrada de barro que passava em frente a uma casinha modestamente modesta. Confesso que até hoje inda me pego pensando naquele lugar. Era como se eu o conhecesse, sem jamais tê-lo visto na minha vida. Mas crianças são assim mesmo. Não apenas pensam, não apenas imaginam.

Elas vivem o lado fantástico da vida. Por isso a vida parece fazer mais sentido. Quantas vezes me imaginei adulto, quantas vezes quis que o tempo passasse mais depressa para que eu chegasse a vivenciar as possibilidades que tanto formulava em minhas expectativas pueris! Hoje, depois de um quarto de século deixado para trás percebo que os verbos conjugados no futuro só têm relevância depois que saem do subjuntivo. É a gramática sem nexo da vida. Advérbios de tempo sempre me chamaram a atenção. Gostava particularmente dos “desdes”, “enquantos” e principalmente, dos “quandos”. Era como se eles tivessem a capacidade de recortar retalhos de vida e de tempo.

Eu lembro do dia em que meu pai completou setenta anos. Ele acordou mal-humorado e pronunciou: “Estou com setenta anos! Estou velho e imprestável. E saber que parece ser ontem que eu era um menino que corria para todo canto.” Naquele dia eu percebi como retrospectivas podem ser cruéis, dependendo do ponto de vista. É simples pensar que tudo é uma questão de revisitar com outros olhos aquilo que já fomos. Mas o tempo. Ele faz muito mais do que simplesmente passar. A vida.

Ela é muito mais do que um simples envelhecer de células. Quando finalmente compreendemos aquilo que significa ser adulto, um homem ou uma mulher com algum nível de maturidade considerável, tudo o que ansiamos é a alternativa aparentemente impossível de voltarmos a ser criança. A idéia não é voltarmos no tempo, isso contrariaria inúmeras teorias físicas e astronômicas. É abraçarmos aquela criança dorme no âmago de cada um de nós, louca para ser redespertada. Nossos sonhos não morrem. A distância entre os sonhos e a realidade está na disponibilidade simples de se abrir ou fechar os olhos. E quando se é criança se entende isso muito mais facilmente.

Eu lembro que ficava observando os raios de sol da manhã só para que a claridade ofuscante do nascer do dia brincasse com minhas retinas. Então ilusões de óticas transparentes e intrusas desciam do céu como que de pára-quedas e se multiplicavam, ganhando significações e contornos diversos. E mais uma vez se aplica aquela teoria das imaginações das crianças mais pobres. Do que adianta comprar diversões caras se o mundo inteirinho convertido nas belezas acessíveis ao olhar pode ser nosso melhor brinquedo? Quando por acaso vejo alguma criança bem pobre brincando feliz e radiante, fico pensando no mundo um milhão de vezes melhor em que sua imaginação embarca.

Nessas horas umas pontadinhas de ternura são inevitáveis. Então prefiro calar minhas concepções empalidecidas de adulto que finalmente absorveu a suposta face real das coisas da vida. E penso que os sonhos que eu sonhava quando era pequeno não são tão longínquos assim. Na verdade eles são meus melhores impulsos. E eu acho que jamais podemos perder nossos impulsos de vista. São eles que dão um colorido especial ao desbotado de nossas vidas manipuladas. Mas afinal, qual é a melhor hora de recorrermos a eles? Que tal agora mesmo? É só saber procurá-los no lugar certo. E o lugar certo é na simplicidade do olhar de uma criança.

RAFAEL RUBENS

10 passos para criar e dominar um povo idiota

Conheça agora os 10 passos para se construir um país de idiotas. Este vídeo está postado no Youtube e retrata bem o que os governantes, em sua maioria, fazem para manter seu domínio sobre o povo. Como este é um ano de eleições, é bom se frisar determinados casos e tentar de forma salutar alertar as pessoas que não adianta você vender seu voto em benefício próprio.

Você não pode pensar apenas em você. O mundo não foi feito apenas para alguns, mas para todos. O povo merece mais respeito e se você vende seu voto, uma minoria se beneficia e uma maioria se ferra, durante longos anos, portanto, a você que pode formar opinião, que pode ajudar de maneira salutar a melhorar o País, contribua, esclareça aqueles que não tem conhecimento suficiente para entender esta realidade.

Confira o vídeo abaixo:


Simone Duarte/PB Agora

8° CAPÍTULO DA NOVELA CONCURSO DE VÁRZEA

Confira mais um capítulo da novela concurso de Várzea, e que fique esclarecido o candidato que nos enviou abaixo diz seu nome e onde mora.

Sou Francisco Segundo de Sousa, ourobranquense, candidato do concurso de Várzea.
 
Continuando a investigação sobre o concurso de Várzea, e expandindo para outras localidades, buscando documentos oficiais da empresa Metta, vi uma série de coincidências duvidosas que põem em risco a credibilidade da empresa. Da lista de aprovados em Várzea, listo abaixo uma seqüência de pessoas que tem historicamente facilidade de ser aprovados em concursos desta empresa.
 
Vejamos: • Começando por Inaldo Cunha, aprovado para Pedreiro em Várzea e para Auxiliar de Serviços Gerais em Araçagi. Também Cláudio Mendes aprovado para Odontólogo em Várzea e para Cirurgião Dentista em Araçagi. Estes dois vão ter que decidir onde querem trabalhar. • Patrícia Gomes da Silva aprovada para Técnico em Enfermagem em Várzea, mas já é Agente Administrativo em Pilões, também concorreu para Agente Administrativo em Araçagi e Monitor de Creche em Sape. • Allan Antonio aprovado para ASG em Várzea, porém tem notável aprovação para Fiscal de Obras em Araçagi, Agente de Vigilância Sanitária em Pilõezinhos, e Técnico em Recursos Humanos em Pilões. • Vanessa Oliveira Lopes Duarte, que foi aprovada para Analista de Controle Interno em Araçagi e efetuou e pagou inscrição para Psicólogo em Várzea, mas não foi fazer as provas. • Janaina Claudia Nunes Barbosa Pereira, que foi aprovada para Copeira da Câmara de Vereadores de Mataraca, também para Agente Administrativo em Pilões e efetuou e pagou inscrição para Nutricionista em Várzea, mas não foi fazer as provas. • Joab Silva que já foi aprovado para Técnico em Recursos Humanos em Pilões, no mesmo cargo de Allan Antônio, também foi aprovado para Professor B - Inglês em Dona Inês e foi aprovado agora para Enfermeiro em Várzea. • Leandro Martins, que foi aprovado para Monitor de Informática em Araçagi e foi agora aprovado para Educador em Saúde em Várzea. • Ronaldo Costa da Silva, aprovado para Agente Administrativo em Pilõezinhos, mas também para Auxiliar de Serviços Gerais em Várzea. • Josenildo Rodrigues de Freitas, aprovado para Agente de Vigilância Sanitária em Pilõezinhos, mas também para Auxiliar de Serviços Gerais em Várzea, juntamente com Ronaldo. • José Vicente da Silva Neto, aprovado para Advogado em Sape, mas agora para Orientador Social em Várzea.
 
Terá que escolher entre uma das duas. • Wanderlúcia da Silva Melo, aprovado para Fisioterapeuta em Sape, mas também para Psicóloga em Várzea. Terá que escolher entre uma das duas, já que a prova para os psicólogos foi tão fácil. • Napoleao Angelo Soares do Rego, aprovado para Digitador em Araçagi, mas também para Operador de Sistemas de Informática em Várzea, no entanto fez inscrição para Técnico em Enfermagem e teve a inscrição mudada misteriosamente. Misteriosamente também fez inscrição para Professor B - Geografia em Caldas Brandão. Essa é minha linta.
 
Toda ela está disponível nos documentos da Metta e curiosamente esses aprovados não tem registro de serem também aprovados em outros concursos de outras empresas. O Ministério Público terá muito material de primeira para investigar esse concurso já descaracterizado.

Morre em Natal lider politico e ex Prefeito de Caicó Manoel Torres de Araujo

Morreu nesta manhã, por volta das 07:30h, em Natal o ex-prefeito de Caicó e ex-deputado estadual Manoel Torres de Araújo, aos 93 anos. Ele se recuperava de uma fratura no fêmur direito, após cirurgia realizada no último dia 16 de dezembro, mas teve seu quadro de saúde agravado, em decorrência de uma pneumonia. Seu Manoel já sofria há anos de problemas respiratórios, especialmente em virtude de uma bronquite crônica.

Biografia

Manoel Torres nasceu em Caicó, no dia 15 de fevereiro de 1918, casou-se em 1942 com a natalense Oscarina de Oliveira Torres, que conheceu em Serra Caiada durante o trabalho como empresário. Dessa união nasceram seis filhos: Ozelita (médica residente em São Paulo), Lígia (médica residente em Natal), Carlos Torres (Galileu) (assessor político), Manoel Torres Filho (agropecuarista), Jussara (enfermeira) e Marco Torres (Carrossel) (falecido). Dona Oscarina como era chamada faleceu em novembro de 2008.

Trajetória política

Manoel Torres de Araújo fundou em 1945 ao lado dos irmãos, do monsenhor Walfredo Gurgel, do coronel Joel Dantas, de Plínio Saldanha e outros políticos da época o PSD (Partido Social Democrático), liderado no estado pelo senador George Avelino e por João Câmara. Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1954 e reeleito nas duas legislaturas seguintes. Em 1968 disputou a prefeitura de Caicó e perdeu por 72 votos para o advogado Francisco de Assis Medeiros (Doutor Chiquinho).

Quatro anos depois voltou a disputar a prefeitura de Caicó e ganhou de Vivaldo Costa com uma maioria de 75 votos. Em 1988 aproveitando que o seu sistema adversário estava dividido com duas candidaturas, lançou-se candidato e ganhou a prefeitura novamente. A chefia do Executivo na época era disputada por Sílvio Santos (apoiado por Vivaldo Costa) e Francisco Pereira (apoiado por Irami Araújo).

Em 1994 foi indicado como suplente numa chapa que elegeu Geraldo Melo como senador, mas não foi prestigiado, não chegando a assumir em nenhum período o senado da República. Em 1996 perdeu a disputa pela prefeitura para Vivaldo Costa. Quatro anos depois foi candidato a vice-prefeito de Roberto Germano. Manoel Torres foi quatro vezes deputado estadual, duas vezes prefeito de Caicó (1973-1975 e 1989-1992), primeiro suplente de senador e vice-prefeito de Roberto Germano.

Blog do Eduardo Dantas

Custo de vida do Brasil supera o dos EUA

O custo de vida do Brasil superou o dos Estados Unidos em 2011, quando medido em dólares, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o PIB dos 187 países-membros. Este fato é extremamente anormal para um país emergente. Em uma lista do FMI de 150 países em desenvolvimento, o Brasil é praticamente o único cujo custo de vida supera o americano em 2011, o que significa dizer que é o mais caro em dólares de todo o mundo emergente.

Na verdade, há outros quatro casos semelhantes, mas referentes a São Vicente e Granadinas, um arquipélago minúsculo; Zimbábue, país cheio de distorções, onde a hiperinflação acabou com a moeda nacional; e Emirados Árabes Unidos e Kuwait, de população muito pequena, gigantesca produção de petróleo e renda per capita de país rico.

Considerando economias diversificadas como o Brasil, contam-se nos dedos, desde 1980, os episódios em que qualquer um de mais de cem países emergentes apresentasse, em qualquer ano, um custo de vida (convertido para dólares) superior ao dos Estados Unidos.

Há uma explicação para isso. O preço da maioria dos produtos industriais tende a convergir nos diferentes países, descontadas as tarifas de importação. Isso ocorre porque eles podem ser negociados no mercado internacional, e, caso estejam caros demais em um país, há a possibilidade de importar. Mas a maioria dos serviços, de corte de cabelo a educação e saúde, não fazem parte do comércio exterior. Assim, eles divergem muito em preço entre os países.

Em nações ricas, com salários altos, os serviços geralmente são muito mais caros do que nos emergentes. Isso se explica tanto pelo fato de que a renda maior tende a puxá-los para cima, como pelo fato de que a mão de obra empregada no setor de serviços recebe muito mais e representa um custo maior. Dessa forma, é principalmente o setor de serviços que faz com que o custo de vida seja mais alto no mundo avançado. Na comparação com os Estados Unidos, os países emergentes são quase sempre mais baratos.

É por isso que espanta que o Brasil apareça como mais caro do que os EUA nas tabelas de projeções do PIB de 2011 do FMI. "Essa inversão mostra que as coisas estão fora do padrão, porque a taxa de câmbio está completamente fora do padrão histórico, com uma valorização gigantesca nos últimos anos", diz o economista Armando Castelar, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio.

O custo de vida relativo dos países pode ser derivado da comparação entre as estimativas do FMI para o PIB em dólares correntes e o PIB ajustado pela paridade de poder de compra (PPP). Esse segundo método busca neutralizar - ao se fazer o cálculo do PIB - a diversidade dos preços, convertidos para dólares, dos mesmos produtos em diferentes países.
 
Estadão

Astrônomo vê futuro no espaço: 'Nossos bisnetos vão tirar férias em Marte'

Para o astrônomo Marcelo Gleiser, é apenas uma questão de tempo (e dinheiro) para conseguirmos visitar outros planetas, colonizar suas terras e explorar seus recursos naturais. Gleiser, professor de astrofísica no Dartmouth College, uma das faculdades mais conceituadas dos Estados Unidos, é um dos entrevistados do programa O Universo, que estréia este domingo (15/01) no canal NatGeo, às 21h.

A série pretende mostrar as descobertas mais importantes da pesquisa espacial, usando técnicas de computação gráfica, dramatizações e exemplos do dia-a-dia para explicar conceitos da astronomia. O primeiro episódio mostra como os seres humanos poderiam sobreviver aos rigores do espaço e enfrentar problemas adversos como a radiação vinda do sol, oscilações enormes de temperatura e a ausência de gravidade.

Em conversa com a GALILEU, Gleiser adiantou alguns detalhes do programa e explicou como os seres humanos poderiam explorar o espaço e colonizar outros sistemas solares.

Veja a entrevista:

A série O Universo consegue passar alguns conceitos da astronomia de forma bem simples. Como é que faz para tornar essa ciência, que às vezes nos parece tão distante, em algo significante para o público leigo?

O interessante dessa série é que ela não é sobre temas abstratos. Pelo contrário. O primeiro episódio é sobre como humanos podem sobreviver no espaço, ele é sobre exploração espacial. O segundo é sobre como a gente poderia minerar outros planetas. Tem outro episódio sobre como a gente pode construir estruturas espaciais; dirigir na Lua, por exemplo. Essa série não é sobre os grandes mistérios do universo, não é sobre energia escura, buraco negro, Big Bang.

As pessoas têm um interesse enorme tanto nas questões práticas (Será que vamos pra Marte?) quanto nessas questões fundamentais (Como surgiu o universo? O que existe dentro de um buraco negro?). São questões que fazem parte de nossa cultura coletiva. É nesse tipo de tema que a ciência passa a desempenhar um papel bem diferente do tradicional, passa a fazer parte de um questionamento metafísico. O truque é falar desses assuntos abstratos da forma mais concreta possível, usando metáforas e analogias. Mas esse não é o caso deste programa. Não que eu não goste de discutir esses assuntos, mas a série é bastante concreta. Cada episódio trata de questões que fariam parte do dia a dia se a gente fosse para o espaço.

Mas você acredita que isso vai acontecer algum dia?

A única coisa que falta para levarmos astronautas até Marte é dinheiro. Ainda existem alguns obstáculos. A radiação, por exemplo, é intensa, temos que desenvolver formas de nos proteger contra isso. A atmosfera de Marte também seria terrível pra nós. Mas são problemas tecnológicos, não fundamentais. Precisamos investir na pesquisa para ter essas novas tecnologias. Acho que é uma questão de vontade política, que hoje em dia está nas mãos dos Estados Unidos e da China. Na época da Guerra Fria, valeu a pena investir na ida até a Lua. Agora, no entanto, o ganho não é tão claro.

No final do primeiro episódio, você fala que a construção de ambientes com gravidade artificial ajudaria na exploração espacial. Por quê?

Um dos grandes problemas das viagens ao espaço é o fato de termos que colocar homens em ausência de gravidade. Nós nos desenvolvemos acostumados ao nosso peso aqui na Terra. Temos uma estrutura muscular e óssea que suporta essa força. No espaço, acaba deixando de usar esses músculos. Então há um problema sério de atrofia muscular e de enfraquecimento do esqueleto.

O que fazer com o corpo humano que vai ficar seis meses em gravidade zero? Uma das coisas que devem ser feitas é criar gravidade artificial. A gente pode, por exemplo, acelerar uma espaçonave. Você já acelerou um carro e sentiu aquele empurrão para trás? Isso é como se fosse uma gravidade artificial. A principio, poderíamos usar essa aceleração. Só que, como isso gastaria muito combustível, é uma solução inviável. Uma outra proposta é construir uma espaçonave que tenha rotação. Se ela estiver em rotação como um carrossel, você sente um puxão para fora. Esse puxão também simula a gravidade. Não sei se você lembra do filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço, mas uma das naves tem isso.

A viagem espacial pode um dia se tornar corriqueira?

Acho que sim. Nossos bisnetos vão tirar férias em Marte. Vai ter colônias de férias no planeta para eles. Vejo isso como uma espécie de necessidade evolutiva, é só olhar para a história da colonização do planeta Terra. Os africanos e asiáticos se espalharam pelo planeta em busca de comida e ambientes para ficar. E isso aconteceu desde os primeiros nômades caçadores até os colonizadores europeus. Junto a isso, existe uma ânsia de ir além. O ser humano é colonizador por definição. Temos uma necessidade histórica de sair do planeta, colonizar o sistema solar e eventualmente ir para outros sistemas.

Quando isso vai acontecer ninguém sabe. Sei lá se é verdade que vamos pra Marte em 15 anos. Mas eventualmente vai acontecer. Um dos episódios da série mostra, por exemplo, que pode existir diamantes em Urano e Netuno. Se uma coisa dessas acontecer, a viabilidade econômica dessa viagem se torna resolvida. Por enquanto, a exploração espacial tem sido coisa de governos. Mas talvez o futuro esteja nos interesses privados, nas mãos de empresários querendo ganhar dinheiro.

Alguns teóricos propõem que, para colonizar o espaço, deveríamos enviar seres humanos em viagens de ida sem volta para outros planetas. Mas isso não seria cruel, já que as condições que eles enfrentariam seriam terríveis?

Pelo menos na época dos espanhóis, eles acreditavam na existência do Eldorado; então havia alguma esperança de que encontrariam um lugar legal. Bem diferente do que nos espera no espaço. No entanto, uma vez eu vi uma entrevista de um milionário que pagou para fazer uma viagem com o ônibus espacial. Ele ficou tão emocionado com o que viu ao girar em torno da Terra que, se lhe oferecessem a oportunidade de ir para Marte e não voltar, ele iria ontem. Acho que iríamos encontrar um numero surpreendente de voluntários para esse tipo de viagem.

Mas existe a possibilidade de que essa colonização seja feita de forma gradativa. Antes de enviar pessoas, poderíamos enviar sondas para construir um ambiente remoto, assim como temos no Pólo Sul. Um ambiente onde as pessoas possam sobreviver, que seja relativamente grande. E quando esse lugar estivesse pronto, mandaríamos algumas famílias para lá, sabendo que nunca voltariam. Aí, aos poucos, iria chegando mais gente. E eventualmente criaríamos uma comunidade terrestre lá. Essa série é sobre as aspirações humanas de um dia nos espalhar pelo Universo. Sua beleza é que ela responde a essa curiosidade enorme sobre a possibilidade de sairmos da Terra e sermos os extraterrestres de outros planetas.

Revista Galileu

Governo quer anistiar INSS em atraso de quem formalizar doméstico

Para estimular os patrões a regularizarem a situação de seus empregados domésticos — muitos trabalhando sem carteira — o governo está disposto a perdoar parte dos recolhimentos ao INSS em atraso. Uma das condições para o benefício é que o empregador pague pelo menos um ano, entre cinco anos retroativos, do valor devido. Os cálculos estão sendo feitos por técnicos dos ministérios da Fazenda e da Previdência, e consideram ainda a idade do trabalhador, de forma que ele possa ter acesso à aposentadoria após 15 anos de contribuição.

A anistia parcial faz parte de uma proposta do governo federal, que se prepara para ratificar a convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que dá aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores. Outra novidade consiste na redução, de 8% para 3%, da alíquota do INSS para a categoria. Para as diaristas, a ideia é fixar a contribuição em 5% sobre a renda mensal. A taxa para os empregadores será mantida em 12%.

Para implementar as mudanças, o governo precisa alterar a Constituição Federal (artigo 7), que trata de forma diferenciada os domésticos. O segundo passo será enviar um projeto de lei ao Congresso reconhecendo as diferenças entre domésticos (mensalistas) e diaristas, e estabelecendo os direitos de cada um.

Previdência quer incluir 15 milhões de trabalhadores - Segundo o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, a proposta de formalização dos domésticos faz parte de um programa audacioso em estudo pela pasta, no sentido de incluir 15 milhões de trabalhadores no regime de aposentadoria nos próximos quatro anos. A meta está fixada no Plano Plurianual (PPA) do governo. Outros alvos são portadores de deficiência, trabalhadores rurais e o grupo de beneficiários do Bolsa Família.

Além de alíquotas de contribuição diferenciadas para cada segmento, serão usados meios distintos para atrair os futuros segurados. Uma das ideias é aproveitar os dados do Cadastro Único dos programas sociais do governo federal e utilizar o telefone 135 da Previdência, que passa parte do tempo ocioso.

Outra medida do pacote é ativar o programa de educação previdenciária, adormecido nas superintendências regionais do INSS. A realização de palestras em escolas, cooperativas e demais locais torna mais ampla a atuação do governo, sobretudo junto à população de baixa renda, explica o ministro. Também deverá ser incorporada ao projeto a criação de um fundo de reserva, para garantir os benefícios futuros, como propõe o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em razão do déficit da Previdência.

Para os diaristas, uma das ideias é enquadrar nessa categoria quem presta serviço por até dois dias por semana numa mesma residência, mesmo entendimento da Justiça. Acima disso, já seria considerado mensalista, ou seja, o empregador teria que assinar a carteira.

Segundo interlocutores, não há como enfrentar o problema da informalidade do trabalhador doméstico no Brasil se não se tratar também dos diaristas, onde o problema é ainda maior. De acordo com a Previdência, a proporção de diaristas do serviço doméstico quase dobrou entre 1992 e 2009, passando de 16% para 29%.

Apenas 24% dos diaristas recolhem para o INSS - Apesar disso, dos dois milhões de diaristas em atividade, apenas 24,7% recolhem para a Previdência, mesmo conseguindo renda maior do que quem trabalha todo dia em uma mesma casa. Entre os mensalistas, um universo de cinco milhões, 39,5% têm carteira assinada.

Eunice Barbosa trabalhou com carteira assinada por 13 anos nas profissões de babá e cozinheira. Nos últimos dois, a faxineira deixou a vida de assalariada para ser diarista sem carteira, para ganhar mais.

— Quando eu trabalhava com carteira assinada ganhava um pouco mais que o mínimo. Trabalhando com diária dá para tirar uns R$ 1.400 — conta Eunice.

O Globo

Especialistas questionam punição de pais por abandono moral prevista em projeto que tramita no Senado

Mais uma proposta que tramita no Legislativo promete gerar polêmica quanto ao limite da interferência do legislador na individualidade do cidadão. De autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o projeto define como "abandono moral" a ausência física dos pais quando solicitados pela criança, a falta de orientação quanto à escolha profissional e até a falta de "solidariedade e o apoio nos momentos de intenso sofrimento ou dificuldade" e prevê punição aos pais, assim como a Lei da Palmada, que tramita na Câmara dos Deputados e também tem sido bastante polêmica.

No projeto de Crivella, que está pendente de apreciação em caráter terminativo na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, há a imposição de os pais educarem os filhos de acordo com o contexto social em que a criança vive, respeitando valores culturais, morais, éticos, artísticos e históricos. Alguns especialistas no assunto são contra a proposta.

Para a advogada e especialista em assuntos da família, Felícia Harada, o Estado não deveria ingerir de forma demasiada no seio familiar e, sim, fiscalizar as leis já existentes. "Essas leis que vêm nesse sentido [de punir] são leis que só têm efeito preventivo de mudar a mentalidade dos pais. Só que elas já existem e esse projeto de autoria do senador Marcello Crivella faz a mesma diapasão da Lei da Palmada. Sem uma fiscalização das leis existentes, elas se tornam inócuas", disse.

Felícia opina ainda que o exagero em leis pode gerar um conflito entre o que é punição educativa por parte dos pais e uma agressão física. "É um absurdo essa proposta do senador definir como abandono moral da forma como está no texto. Tudo isso é lindo de morrer, mas é uma utopia. Como fica a nossa realidade do país, você acha que todo mundo tem condições de educar, orientar profissionalmente o filho? Não temos uma escola, não temos nada do Estado", protesta.

A advogada defende, na criação dos filhos, o bom-senso. "No direito de família, é necessário ter bom-senso, a lei não tem o poder de alterar a consciência dos pais. Na verdade, há muitas leis e pouca fiscalização. O que o Estado deve fazer é estruturar as famílias, oferecendo educação, saúde e segurança."

Para a psicóloga e educadora Adriana Albuquerque, cada pai sabe o filho que tem. Além disso, existem também os pais que são imaturos quanto à educação da criança e do adolescente. "Na geração dos nossos avós, a educação era arbitrária e não havia diálogo. Na educação de hoje, nessa nova geração, é preciso ter limites. Tem que haver o equilíbrio, nem pode haver o extremo da educação tradicional e nem o extremo do pode tudo", destacou.

A psicóloga observa ainda que é muito cômodo para o Estado instituir leis para que os pais simplesmente sigam e que ele [Estado] só deve intervir somente quando os pais estão extrapolando na educação dos filhos, ou seja, usando de violência. "Quando o Estado diz que não pode bater, não pode dar a palmada e fala em sofrimento [como diz o texto da Lei da Palmada] é um exagero. Uma coisa é a palmada, outra coisa é o sofrimento. Uma criança de 3 anos, segundo a neurociência, não está com o cérebro apto para a compreensão da linguagem e faz-se necessário o uso da palmadinha na mão, como forma de repreender e chamar a atenção para o que é certo e errado. Em um determinado momento, essa intervenção do Estado na educação da criança pode incentivá-la a se rebelar e achar que pode tudo", pontuou Adriana.

Em meio à polêmica, há concordância entre especialistas no assunto de que há instrumentos suficientes para tratar do tema da violência contra crianças, sejam os filhos ou não, como é o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), das punições presentes no próprio Código Penal [existe um capítulo inteiro sobre crimes contra a família] e do próprio Código Civil, que trata do poder familiar no Artigo 1.630.

O projeto do senador Marcelo Crivella está pronto para ser votado na Comissão de Direitos Humanos desde junho do ano passado. Alguns senadores mostraram-se favoráveis à proposta, que estava na pauta da última reunião da comissão. Agora, para a matéria voltar à análise, será preciso um acordo entre os parlamentares assim que recomeçarem os trabalhos legislativos em fevereiro. Se for aprovado, o projeto segue direto para a Câmara dos Deputados.

Agência Brasil

Acidentes causam rombo de R$ 35 milhões em 11 anos

Nos últimos onze anos, a Paraíba gastou mais de R$ 35.470. 659,00 em Saúde por conta de acidentes de trânsito. Só no ano de 2010, foram 5.322 pessoas internadas por este motivo, o que representou um gasto de R$ 6.941.704, conforme indicam os dados oficiais do Ministério da Saúde. Em uma década, os gastos públicos com internações por acidente de trânsito cresceram 384,28%, indo de R$ 1.442.342 reais em 2001 para R$ 6.941.704, em 2010.

O mesmo período registrou, ainda, um aumento de 186,31% no número de internações que foi de 2.711 internações para 5.322. Ano passado, os acidentes automobilísticos geraram prejuízo de R$ 5.159.565,00 (até outubro) na Saúde, aposentaram precocemente pelo menos 218 trabalhadores e gastaram pelo menos R$ 74 mil em reposição de postes e placas.

Só em internações, cada vítima de acidentes de trânsito custa, em média, R$ 1. 1222, para os cofres públicos. Um valor que pode até dobrar, chegando a mais de 2 mil, dependendo da gravidade do acidente e, de acordo com o médico de emergências e diretor clínico do hospital de referência, pelo menos 75% deste gasto, poderia ser evitado caso as pessoas seguissem as normas de segurança no transito como não dirigir sob efeito do álcool, respeitar o limite de velocidade e usar equipamento de segurança, como cinto de segurança e capacete.

Só no Hospital do Trauma de João Pessoa, o número de atendimentos gerais (com e sem internação), chegaram a 9.557 em 2011 e, apesar de ter diminuído em relação ao ano anterior, que registrou 11.020, isso ainda não representa uma diminuição nos gastos. Pelo contrário: De acordo com o diretor clínico do hospital, com a ampliação da rede de atendimento no Estado, o Hospital referência passou a receber apenas os casos mais graves do Estado e, conseqüentemente, os mais caros. Só na capital, entre todos os hospitais, os gastos não pararam de crescer. Em 2010 foram gastos R$ 1.496.779, em 2009, foram R$ 1.132.192,5, e, até outubro de 2011, já havia sido gasto R$ 1.159.000,54, com internações, exames, permanência em UTI e serviços médicos.

“Esse número de internações cresce visivelmente nos postos de emergência e são casos graves. Politraumas que exigem mais de um especialista para atendê-los. Exigem internação, cirurgia, permanência em UTI , tratamentos pós cirúrgicos e acompanhamento da recuperação. A maioria do que recebemos no Trauma são casos que exigem tratamentos complexos e caros”, disse o diretor clinico da unidade referência do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL), Edivan Benevides.

O médico afirmou que as principais causas destes acidentes são a ingestão de bebida alcoólica antes de dirigir e, entre os motociclistas, a falta do capacete. “Muita gente chega para o atendimento ainda alcoolizado, sem condições de falar, muito menos de conduzir um veículo. Isso não aumenta apenas o número, mas a gravidade do quadro. Só entre os motociclistas, o simples uso do capacete reduziria em 75% o risco de um politrauma craniano, ou seja, seria um atendimento com plena possibilidade de reconstituição, sem necessidade de internação e sem procedimento cirúrgico”, disse.

Acidentes aposentam precocemente

Cada vítima que precisa se afastar do trabalho gera para a Previdência um custo médio de R$ 1.622,5 por mês. Na Paraíba, só no ano passado, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 1.820 aposentadorias por invalidez e dessas, segundo estimativas dos médicos, pelo menos 12% são vítimas de acidentes de trânsito. Dessa forma, só em 2011, pelo menos 218 paraibanos foram aposentados precocemente vítimas da violência no trânsito. “Isso gera custos altíssimos para todos os lados. Perde a Previdência, perde-se em produção e ao mesmo tempo, essa mesma pessoa está sendo também atendida em hospital, gerando outros custos. Já é parte da rotina dos médicos da previdência avaliar essas vítimas. Todo dia tem acidentado de trânsito. É alarmante, realmente, a situação”, disse a médica Elizabeth Paes, médica perita do INSS.

Campanha é lançada hoje em JP

Para alertar motoristas e pedestres sobre os perigos de acidentes nas estradas, a Comissão Especial de Educação para o Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraíba, lança neste domingo (15) a campanha Paz no Trânsito em João Pessoa. As ações deverão acontecer até o dia 24 de janeiro, quando se comemora o Dia Municipal da Paz no Trânsito. A campanha conta com o apoio do Sistema Correio, Detran, BPTran, Câmara de Vereadores, STTrans, Polícia Rodoviária Federal, Samu e movimentos Mães na Dor e Paz no Trânsito.

A campanha funcionará montando blitzen educativas em bairros, shoppings e bares de João Pessoa. Nas abordagens, condutores e pedestres irão receber adesivos e pulseiras com frases de conscientização e material educativo. “Será uma campanha voltada, principalmente, para os jovens e também para alertar os adultos. Essa ação vai orientar as pessoas para que elas valorizem a vida”, afirmou o presidente da OAB-PB, Odon Bezerra. Para a chefe da Divisão de Educação no Trânsito do Detran, Abimabade Vieira, a campanha reforçará as blitzen regulares. “Já estamos realizando blitzen fiscalizadoras, com punição, em outros bairros da Capital. Então, essa campanha vem fortalecer com a conscientização”, destacou

De acordo com o gerente de Marketing do Sistema Correio, Ricardo Ramos, o apoio à campanha é uma forma de reforçar a importância da conscientização no trânsito. “O Sistema Correio se engaja com muito orgulho nessa mobilização. É uma prova de que estamos, cada vez mais, em sintonia com as demandas da população”, afirmou.

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Jornal Correio da Paraíba

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