Polícia Federal indicia mais de 350 por crime eleitoral na Paraíba


A seis meses para a realização das eleições municipais deste ano, que ocorrerão no dia 7 de outubro, as investigações da Polícia Federal contra os crimes eleitorais, ocorridos no pleito de 2010, continuam abertas e os culpados pelas violações eleitorais estão sem a punição da Justiça.

Um levantamento feito junto à Superintendência do órgão em João Pessoa e nas delegacias de Campina Grande e Patos revela que, de janeiro de 2010 para cá, 359 pessoas já foram indiciadas pelo cometimento de algum tipo de infração eleitoral.

No Estado nesse mesmo período foram instaurados 154 inquéritos, apurando práticas que vão de encontro à Legislação Eleitoral em vigor, sendo que a maior parte deles já foi concluída.

Os crimes são muitos e praticados de forma isolada ou organizada. corrupção ativa, compra de votos, falsificação de documentos, utilização indevida de cargos públicos e a tradicional 'boca de urna' nos dias que antecedem e na data do processo eleitoral.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Gustavo Vieira Barros, em alguns casos o desafio das investigações é chegar às pessoas que comandam o 'esquema'. "O que ocorre é que muitas vezes nós temos provas contra uma ou outra pessoa, mas ela é apenas um dos elementos do sistema. E aí não adianta muito indiciarmos essas pessoas se não temos provas que ligam a atuação delas a outros acusados, responsáveis por comandar a prática criminosa. Essa sem dúvida alguma é uma grande dificuldade", ressaltou.

Entre os casos registrados durante o pleito eleitoral de 2010, um deles chamou a atenção pelo nível de envolvimento e de ousadia.
O suspeito de tráfico Francisco Clemente dos Santos, o 'Passinho', foi preso em Campina Grande durante uma investigação dos agentes federais e com ele apreendidos vários títulos de eleitores, documentos e materiais de campanha que apontariam para a atuação dele em um esquema de compra de votos, nos bairros do Araxá e Jeremias, periferia da cidade.

A prisão aconteceu em outubro de 2010, mas até hoje, o acusado ainda não foi indiciado pela prática do delito, conforme a Polícia Federal.

O suspeito de tráfico, que é considerado um dos líderes da comercialização e distribuição de drogas na cidade foi interrogado, meses atrás, no inquérito 275/2010. De acordo com a Polícia Federal, haveria indícios que ligariam a atuação dele a pelo menos seis pessoas públicas, na época candidatas nas últimas eleições estaduais.

JP Online

Fraude no Facebook com tema "Páscoa" já infectou 22 mil internautas

Página usa marca de chocolates para dar credibilidade à fraude (Foto: Reprodução)Uma página fraudulenta no Facebook está oferecendo ovos de Páscoa em troca da instalação de um "aplicativo" que, na verdade, é uma extensão para os navegadores Chrome e Firefox. Quem instalar a extensão passará a disseminar mensagens pela rede social, segundo o site "Linha Defensiva". A página, criada na quarta-feira (4), já havia recebido 22 mil curtidas nesta sexta (6).

O "aplicativo" oferecido pela página não é um programa do Facebook e, sim, uma extensão para os navegadores Chrome e Firefox. O Chrome é o navegador mais usado no Brasil, segundo a empresa StatCounter.

Na página, que contém somente a mensagem "Feliz páscoa à todos" (sic), vários usuários denunciam o aplicativo como vírus. Até a publicação deste texto, o conteúdo ainda estava on-line na rede social.

G1

UFRN faz seleção com 119 cargos para técnico administrativo


A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) lançou seleção pública com 119 oportunidades destinadas a todos os níveis de escolaridade.

De acordo com o edital de abertura, a remuneração oferecida varia de R$ 1.473,00 a R$ 2.989,00 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Os aprovados serão lotados nos campi de Natal, Santa Cruz, Macaíba e Caicó.

Os cargos oferecidos são de assistente de alunos, auxiliar em administração, fotógrafo, assistente de laboratório e programador de rádio e televisão, desenhista projetista, assistente social, contador, economista, farmacêutico bioquímico, jornalista, médico em diversas especialidades, enfermeiro do trabalho, nutricionista, entre outros.

As inscrições podem ser feitas de 9 de abril a 14 de maio pelo site www.comperve.ufrn.br. As taxas de participação variam de R$ 40,00 a R$ 80,00. Os candidatos serão submetidos a provas objetivas no dia 17 de junho, além de provas práticas.

JP Online

Chiclete dá 'banana' em seu primeiro guitarrista


Olhando apenas a foto ao lado talvez você não reconheça, mas ele já foi um dos maiores símbolos da alegria e da irreverência no carnaval baiano. Ele é João Fernandes da Silva Filho, o Cacik Jonne, ex-guitarrista da banda Chiclete com Banana.

O índio que por 20 anos empunhava a guitarra do Chiclete com Banana, sendo inclusive autor de diversos sucessos da banda hoje é um homem com 46 anos, pai de uma menina de 15 anos e que vive de favor na casa de parentes. Com uma aposentadoria que não chega a R$ 1.500,00, onde metade é comprometida com a compra de remédios ele tenta sobreviver em meio ao caos. Ainda mais triste é imaginar que com o valor integral de sua aposentadoria ele não conseguiria sequer comprar um abada da banda que ele fundou e depois foi abandonado.


Portador de uma doença degenerativa ele diz sentir saudade dos ‘amigos’.

Em 2000 antes de uma apresentação Jonne passou mal e não pôde subir ao palco. Submetido a uma bateria de exames descobriu que era portador da Ataxia Cerebelar, depois desde dia sua vida nunca mais foi a mesma. De ídolo do Axé transformou-se em vítima do esquecimento e da crueldade humana.

Sua doença é caracterizada pela falta de coordenação dos movimentos podendo afetar a força muscular e o equilíbrio. São visíveis os sinais de perda de massa muscular e da dificuldade na fala. Em se tratando de uma doença degenerativa o cenário é o mais cruel possível. Em poucos meses ele pode perder integralmente sua conexão consciente com o mundo e definhar até a morte. Apesar de um cenário tão caótico seus ex-colegas de banda preferem ignorar o sofrimento deste ex-fundador da banda mais popular da história do carnaval baiano.

De acordo com a reportagem do jornalista Umberto Farias o golpe dos chicleteiros foi ainda mais cruel do que se imaginava. Segundo reportagem publicada no site da Metrópole FM, no início de 2001, meses antes de se afastar oficialmente da banda, Jonne foi convocado para assinar diversos documentos – dentre eles uma procuração –, sob o argumento de que isso facilitaria a criação de novos contratos com a gravadora BMG, assim como permitiria a regularização do pagamento de cachês, além do compromisso assumido pelo Chiclete de arcar com todos os custos que a doença pudesse lhe gerar.


Confiante no acerto, pois se sentia “lidando com familiares”, e sem suspeitar dos documentos que fora levado a rubricar, Jonne passou os primeiros meses do afastamento da banda recebendo cerca de R$ 6 mil mensais (o valor dependia da quantidade de shows que a banda realizava), e com as preocupações voltadas unicamente para a sua recuperação. Assim foi até o Carnaval de 2002, quando a banda de Bell homenageou o moço do cocar tocando ‘I want to break free’, do Queen, emocionando os foliões no Campo Grande.

Àquela altura, a “caveira” de Jonne já havia sido feita na Mazana, empresa que cuida dos negócios do Chiclete. Segundo uma fonte ligada à defesa do guitarrista à época, um ano antes, a procuração assinada por Cacik fora utilizada para dar entrada numa ação judicial (denominada “lide simulada”, prática considerada fraudulenta por muitos juristas), que consistia numa reclamação trabalhista dele contra a empresa, forçando um “acordo” entre as partes. Em 11/7/2001, sem que Jonne soubesse o que se passava, o juiz homologou o acordo e, no final das contas, teve direito a mixos R$ 3 mil, a título de “quitação” das dívidas do grupo. Na prática, Jonne recebeu uma banana do Chiclete.

Após o Carnaval de 2002, quando Bell e banda haviam garantido que o Cacik não havia sido demitido, mas apenas afastado temporariamente, o repasse dos R$ 3 mil foi inexplicavelmente interrompido. Diversas tentativas de contato com os chicleteiros cativos não surtiram efeito. “Bell chegou a ligar aqui para casa, falou com meu pai. Mas disse que não sabia por que o pagamento tinha sido interrompido, que não era com ele”, conta o Cacik.

ENFU


Périssé dá vida a uma 'paraibana arretada'


Apaixonada pela sua nova personagem em Avenida Brasil, Heloísa Périssé se derrete ao falar de Monalisa. Com uma história de vida similar, a atriz aposta que a paraibana está encantando o público da nova novela das nove.

“A Monalisa é uma mulher muito amorosa, com uma alma nordestina guerreira, de quem vem em um pau de arara disposta a vencer e não mede esforços para isso. Me identifico muito com ela, porque também vim do Nordeste, sou de Salvador. Também vim com um sonho, um objetivo e fui ultrapassando as dificuldades e subindo os degraus. Acho que a personagem está sendo muito acolhida, porque as pessoas gostam de quem passa uma história de esperança. No inconsciente coletivo, gera aquela certeza, de que se ela conseguiu, eu também posso conseguir”, explica.

Trabalhadora, Monalisa vai ser uma cabeleireira boa-praça. Fã de roupas justas e coloridas, a paraibana arretada cria uma fórmula de sucesso para alisar o cabelo das clientes.

“Eu e a Fabíola (a atriz Fabíola Nascimento) fizemos um curso de cabeleireiro. Aprendemos os truques da profissão. Os cabeleireiros fazem tudo ao mesmo tempo. Sou muito cara de pau, vou fazendo como se já tivesse feito a vida inteira. Está sendo ótimo, já estou fazendo até escova em mim mesma”, brinca.

Contracenando com o ator Murilo Benício, que interpreta o jogador de futebol Tufão, Heloísa elogia o companheiro e vibra com a parceria.

“Conheço o Murilo há muitos anos. Fizemos uma oficina juntos em 1993. Sempre acompanhei o trabalho dele, é um ator sensacional, versátil em tudo o que faz. Construiu uma assinatura e isso é o que acho mais bacana. Estou adorando contracenar com ele”, elogia.


JP Online

Compra de votos dá cassação para político


Na segunda matéria da série de reportagens especiais do Projeto Eleições 2012, o JORNAL DA PARAÍBA aborda o tema 'compra de votos'. Em ano de campanha eleitoral para escolha de prefeitos e vereadores, paralelo à disputa de propostas, tem início também nos bastidores do jogo político uma corrida pelo voto de eleitor.

Assessores e cabos eleitorais de candidatos assediam eleitores para propor a troca do seu voto por uma contrapartida em dinheiro ou algum benefício do qual a pessoa necessite.

Popularmente chamada de ‘compra de votos’, o crime eleitoral de captação ilícita de sufrágio, previsto no artigo 299, do Código Eleitoral, ocorre principalmente em pequenos municípios, onde as necessidades básicas da população são mais prementes, bem como em comunidades carentes dos grandes centros urbanos.

Conforme explica o advogado especialista em Direito Eleitoral, Eduardo Costa, a compra de votos está configurada sempre que um candidato oferecer qualquer benefício (tijolo, brinde, dentadura, cesta básica, imóvel, veículo, dinheiro etc.) em troca do voto de um ou mais eleitor.
Além do acirramento em decorrência do regionalismo, em muitos municípios, sobretudo nos mais carentes, é possível encontrar resquícios do coronelismo e do assistencialismo, “onde os candidatos, muitas vezes se aproveitando da humildade dos eleitores, compram votos em troca de dádivas.

Em se tratando de candidato eleito, o praticante da captação ilícita de sufrágio terá uma duplicidade de incidências, com reflexos na esfera penal (artigo 299 do Código Eleitoral), com a pena de reclusão de até quatro anos, e na esfera não penal (puramente eleitoral), onde terá também seu registro ou diploma cassado (artigo 41-A da Lei 9.504/94).

Segundo o artigo 41-A, inserido na Lei das Eleições, a compra de votos se caracteriza quando desde o registro de sua candidatura até o dia da eleição, para tentar garantir o voto do eleitor, o candidato oferece em troca dinheiro ou qualquer bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública. “A pena é a cassação do registro ou diploma, e multa de até R$ 53,2 mil”, afirma o advogado Eduardo Costa.

“Sabemos que esta prática é comum, mas nossos juízes zonais estão muito bem preparados para combater não apenas esta conduta vedada, de aliciar eleitores em troca de votos, como tantos outros crimes eleitorais no próximo pleito”, garantiu o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.

JP Online

Aids já está em cidades onde não há tratamento na Paraíba


Apesar da Aids estar concentrada nas cidades de João Pessoa (136 casos), Campina Grande (34), Bayeux (26) e Santa Rita (23), acomete paraibanos que moram no interior, onde não há tratamento para a doença. Cidades como Junco do Seridó, Pedra Branca e São José dos Ramos já registram a doença.

Quando o paciente recebe o diagnóstico, recebe também a recomendação médica de se deslocar até a capital ou Campina Grande para fazer o tratamento e pegar os medicamentos. A gerente operacional de DST/Aids e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena, disse que devido ao crescimento no número de casos da doença nos últimos anos, a Secretaria adotou algumas medidas emergenciais. Uma delas foi iniciar a descentralização do tratamento. “Nosso objetivo é implantar serviços para que as pessoas tenham tratamento em cidades mais próximas de onde moram, evitando o deslocamento até João Pessoa ou Campina Grande”, frisou.

A descentralização já foi iniciada nas Gerências Regionais de Saúde. A primeira cidade contemplada foi Patos, a 300 quilômetros da capital. A gerência de Cuité, no Curimataú, já disponibiliza testes rápidos de HIV e sífilis. Até o final do primeiro semestre, segundo informou Ivoneide, a meta é fazer o mesmo nas gerências de Catolé do Rocha e Sousa. “Até o final do ano vamos implantar em outras gerências para evitar o deslocamento dos pacientes”, comentou.

Outra preocupação é com as gestantes que moram no interior.

“Em muitas cidades as grávidas não têm acesso ao pré-natal e muitas vezes ficam sem saber se tem ou não o vírus da Aids e acabam passando para o bebê”, afirmou. De acordo com Ivoneide, essas ações devem ser concluídas até o final deste ano. Atualmente 80 cidades da Paraíba têm o teste rápido de HIV e sífilis.

De acordo com Ivoneide, profissionais do sexo, pessoas privadas de liberdade e jovens são o foco das ações de enfrentamento às doenças sexualmente transmissíveis. Pessoas com faixa etária entre 20 e 29 anos são as mais vulneráveis.

Para a distribuição de medicamentos contra as hepatites, a secretaria depende de autorização do Ministério da Saúde, que deve implantar um programa de computador para dispensação dos remédios. “Logo que essa pendência seja resolvida, os medicamentos sairão do Cedmex e serão entregues em outros espaços”, disse Ivoneide.

Ano passado foram 195 casos de hepatite A e 184 de hepatite B. O primeiro tipo da doença predominou em João Pessoa (113), Bayeux (17) e Santa Rita (6). Já o tipo B teve mais recorrências em Teixeira (35), Coremas (22) e João Pessoa (21).

JP Online

Patos ganhará Centro de Oncologia


O Governo do Estado está realizando obras e implementando ações que têm reforçado e melhorado a prevenção e combate ao câncer na Paraíba. Neste domingo (8), dia de luta contra o câncer, o Governo do Estado lembra as ações importantes como a aquisição de um acelerador linear (foto) capaz de atender 100 pacientes por mês no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, e o processo de implantação do Centro de Oncologia em Patos.

O acelerador linear representou investimento de R$ 2,1 milhões em recursos próprios do tesouro estadual. Trata-se de um equipamento importante para o Napoleão Laureano, hospital que é referência nordestina no tratamento de doentes com câncer.

No Sertão, o Centro de Oncologia em Patos vai beneficiar cerca de 900 mil pessoas, que não terão mais necessidade de se deslocar de sua região para procurar atendimento na Capital.

Medicamentos

O Governo do Estado também distribui vários medicamentos para o tratamento do câncer, beneficiando cerca de 600 pacientes cadastrados. Os remédios são distribuidos pelo Almoxaficado Central da Secretaria da Saúde. Esses remédios são de alto custo e o tratamento final para cada paciente pode chegar a cerca de R$ 100 mil.

No Almoxarifado Central são oferecidos os seguintes medicamentos: Sunutinib (Sutent) Tarceva, Mablitera (Rituximabe), Herceptin, Thyrogen, Novaldex D (Tamoxifeno), Temodal e Velcade (Bortezomide).

Para ter acesso a esses medicamentos o paciente tem que ter em mãos os seguintes documentos: xerox da identidade, CPF, comprovante de residência, cartão do SUS e o laudo médico.

De posse desses documentos,  o paciente faz requerimento solicitando a  liberação do remédio ao secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Sousa.

O Governo do Estado também coloca à disposição da população o Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC). O centro viabiliza 15 tipos de exames de diagnóstico do câncer. Os pacientes têm que ser encaminhados pelas unidades básicas de saúde e pela Central de Regulação.

Sistemas cadastrados

Na Paraíba, existem cinco serviços credenciados para o atendimento às neoplasias: o Centro de Alta Complexidade, a Fundação de Assistência da Paraíba (FAP) e o Hospital Universitário Alcides Carneiro, em  Campina Grande, o Hospital Napoleão Laureano e o Hospital São Vicente de Paula, em João Pessoa.

Os tipos câncer que causaram o maior número de óbitos nos últimos anos foram decorreram de tumores no estômago, fígado, pulmão, mama, útero e próstata.

Homens e mulheres

A mortalidade relacionada ao câncer representou 13,7% de todos os óbitos registrados no país, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório. Neste domingo (8) transcorre o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, com ações e campanhas em vários países.

O número de mortes por câncer no Brasil aumentou 24,7% entre homens e 18,6% entre mulheres, entre 1979 e 2004. É o que revela o estudo “Situação do Câncer no Brasil”, do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Nesse período, as mortes de mulheres por câncer saltaram de 63,23 casos a cada 100 mil pessoas para 74,99. Entre homens, o mesmo índice subiu de 85,58 para 106,74.

Na Paraíba, o perfil de mortalidade por câncer também assume a tendência nacional e aparece como a segunda causa de morte no Estado, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório.

A mortalidade por câncer na Paraíba apresentou um aumento de 37 % em 2010, tendo como base o ano 2001 – ou seja, em 2001 foram 1.162 óbitos; em 2010, 3.135. Em dez anos (2001 a 2010), o total de paraibanos que faleceram vitimados pelo câncer é de 22.776, sendo 11.672 homens e 11.104 mulheres.

Assessoria

Distância dificulta tratamento de paciente do interior


A falta de hospitais de referência para tratamento de doenças como Aids, hepatite, hanseníase e tuberculose, em cidades do interior da Paraíba, e a dificuldade de locomoção até João Pessoa ou Campina Grande são fatores que contribuem para o abandono do tratamento pelos portadores de patologias. A missão da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é reverter essa situação, que começa a preocupar.

A chefe do núcleo de doenças endêmicas da SES, Mauricélia Holmes, disse que o índice de abandono no tratamento da tuberculose é de 7,8%, enquanto o Ministério da Saúde considera aceitável o percentual máximo de 5%. “A falta de acompanhamento por parte das Unidades de Saúde da Família (USFs) é um grande problema para o enfrentamento da doença.

Quando o paciente é usuário de drogas ou dependente de álcool, o abandono é ainda mais frequente”, afirmou.

De acordo com Mauricélia, muitos pacientes abandonam o tratamento quando começam a recuperar o peso, dois meses após o início do acompanhamento. “Geralmente o paciente pensa que já está curado e para o medicamento por conta própria, o que é um engano”, frisou. O tratamento para tuberculose demora em média seis meses, podendo se prolongar em algumas situações. As ações prioritárias estão voltadas para os municípios de João Pessoa (401 casos), Campina Grande (141) e Bayeux (76). Os números são referentes ao ano passado.

O Hospital Clementino Fraga, na capital, é a única unidade de referência para a tuberculose na Paraíba. “É importante informar que as USFs estão habilitadas a diagnosticar a doença, e nem todos os casos precisam vir para o Clementino”, comentou Mauricélia. Apenas pacientes com tuberculose com estágio avançado necessitam de atendimento em João Pessoa. O índice de óbitos da doença é de 3%.

Portadores de hanseníase também precisam se deslocar para a capital para realizar o tratamento. No ano passado, segundo a SES, foram diagnosticados 648 novos casos da doença na Paraíba. Os municípios de João Pessoa (119), Campina Grande (95) e Santa Rita (59) são os prioritários, pela maior incidência da hanseníase. “A falta de hospitais de referência em outras cidades acaba sobrecarregando o Clementino Fraga”, afirmou Mauricélia.

O problema da hanseníase é maior dependendo do grau de incapacidade física. “É muito importante introduzir o tratamento para conter a doença”, frisou. Dos casos diagnosticados no ano passado, 82% dos pacientes foram avaliados quanto ao grau de incapacidade e desses, 9,9% apresentaram grau 2, que representa diagnóstico tardio. “Mas vale lembrar que nem todos os portadores da doença precisam de internação”, declarou. A pessoa com hanseníase tem direito a assistência, reabilitação e seguimento do caso, até receber alta.

Para ampliar ações contra hanseníase na Paraíba, o Ministério da Saúde liberou R$ 270 mil para os municípios de Campina Grande (R$ 60 mil), Cajazeiras (R$ 60 mil) e João Pessoa (R$ 150 mil) em janeiro deste ano. A Paraíba possui um coeficiente de detecção de 17,15 por 100 mil habitantes.

JP Online

Governo quer rever assinatura básica na telefonia fixa


O governo federal decidiu antecipar a discussão sobre a renovação dos contratos de concessão das operadoras de telefonia fixa, prevista para 2015. O objetivo é obrigar as operadoras a cumprirem metas consideradas "mandatórias" para melhorar a oferta e qualidade dos serviços. O governo quer que o serviço não seja prestado apenas para as classes A e B, mas também para as classes C, D e E. Um dos pontos polêmicos é a disposição de acabar com a assinatura básica no serviço. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Telefônica, Oi e Embratel contrataram consultorias especializadas para analisar os diversos cenários que estão na mesa de negociação, mas oficialmente as teles não falam no assunto. Entre os pontos controversos também está o plano do governo de criar metas para a competição, definindo, por exemplo, quais empresas têm poder de interferir no mercado, atrapalhando a livre concorrência. Quem tiver "poder de mercado" será obrigado a investir mais no aumento de capacidade de sua rede e a alugar parte dessa infraestrutura a terceiros. Também haverá metas de qualidade e o governo estuda por fim às taxas de interconexão entre as redes fixas, cobrada toda vez que o assinante de uma companhia liga para outro número da concorrente. Nos bastidores, as concessionárias dizem que irão à Justiça caso esses planos sejam levados adiante.

Terra

Em ano eleitoral, site traz informações sobre políticos; confira


Em ano de eleições municipais, com um grande volume de candidatos disputando as prefeituras e as cadeiras nas Câmaras Municipais, o site ficha política (www.fichapolitica.com.br) traz um panorama completo sobre o desempenho eleitoral dos políticos.
Idealizado por Rodrigo Alves, o projeto pretende democratizar as informações sobre os candidatos, com informações detalhadas sobre o desempenho do político, através de um sistema de georreferenciamento que mostra o volume de votos por bairros e cidades, mostrando onde está a sua força eleitoral.
Segundo Rodrigo Alves, o site tem também a ficha do político, com partido, as siglas que ele já pertenceu, o cargo atual e, se houver, os cargos anteriores. "O site traz informações oficiais dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a ideia é ampliar as informações atuais, com históricos e outras informações relevantes, com a finalidade de levar ao eleitor uma ferramenta útil na consulta sobre os candidatos", diz.
Estadão 

Estudo alemão afirma que barriga de cerveja é mito


Estudo alemão afirma que barriga de cerveja é mitoA cerveja não é a grande vilã da boa forma, embora possa contribuir para gordura total. Pelo menos é o que diz o estudo publicado no jornal britânico Daily Mail. De acordo com a publicação, um grupo de cientistas alemães analisou o peso, bem como as medidas do quadril e da cintura de quase 20 mil pessoas por mais de quatro anos. Os participantes foram convidados a detalhar o quanto bebiam de cerveja e o que mais eles consumiam durante cada dia.
O resultado mostrou que os grandes bebedores ganham peso sim, mas não obrigatoriamente em volta da cintura. Tanto homens bebedores de cerveja, quanto aqueles que não consumiam a bebida ganharam massa gordurosa na cintura. No caso das mulheres, as apreciadoras de cerveja tiveram um crescimento mais acentuado nos quadris do que na barriga em si.
Outro estudo realizado na República Checa foi além: diz que beber cerveja por sim só não causa muitas mudanças no peso. No entanto, os cientistas envolvidos no estudo alemão acreditam que a pesquisa checa é um grande erro.
Terra

Estelionatários usam web para aplicar golpes no interior da Paraíba

Eles são conhecidos pela eloquência, charme, boa aparência e capacidade de conquistar sua confiança em poucos minutos de conversa. Somente este ano, vários tipos de golpes praticados por estelionatários vêm sendo investigados pelas polícias Civil e Federal no interior da Paraíba. Pelo menos cinco modalidades são as mais praticadas pelos golpistas.

A facilidade com que conseguem ludibriar suas vítimas torna este tipo de crime de difícil investigação. A oficial de justiça Higina Camilla Lourenço de Oliveira, 27 anos, comprou há dois anos uma câmera digital profissional pela internet. Até hoje, nunca viu o produto, não teve restituição do dinheiro nem houve resolução do crime. “A diferença seria de quase R$ 500 em relação ao comércio. Eles chegaram até a ligar depois que imprimimos o boleto, querendo saber se efetuamos o pagamento. Depois que não recebemos, o site saiu do ar e percebemos o golpe”, disse.

Quase um ano à frente da Delegacia de Defraudações da Polícia Civil de Campina Grande, a delegada Renata Dias afirmou que as compras na internet são o tipo de golpe mais comum registrado.

“As vítimas fazem compras na internet e não recebem os produtos, depois os sites não existem mais e se percebe que foi um golpe”, relatou.

Segundo a delegada, atestados médicos falsos também são alvo de investigação, além de uso de cartões de crédito em nome de terceiros, empréstimos consignados em nome de pessoas que não solicitaram e falsificação de documentos como certidão de nascimento e Registro Geral.

De acordo com o especialista em segurança e pesquisador criminal Jorge Lordello, “a arma do estelionatário é a desatenção das vítimas. Jamais fechar negócios por telefone, procurar saber a idoneidade da empresa com a qual se tenta fechar qualquer tipo de contrato e desconfiar de 'ofertas' ou 'vantagens' excepcionais, é sempre importante”, afirma o estudioso.

JP Online

Ator se enforca acidentalmente em encenação da Paixão de Cristo


AtorDurante apresentação teatral da Paixão de Cristo nesta sexta-feira à noite, em Itararé, no interior paulista, o ator Thiago Klimeck se enforcou acidentalmente. Ele interpretava o personagem Judas Iscariotes e se confundiu com os nós das cordas no cenário.
O ator, que estava em um cenário que imitava uma pedra, ficou quatro minutos desacordado. Os demais atores não perceberam de imediato o acidente, porque o ator deveria fingir que estava morto.
Socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Klimeck foi internado em estado grave na Santa Casa da cidade.
Devido ao seu estado de saúde, considerado grave, o ator foi transferido na manhã deste sábado para a Santa Casa de Itapeva.
Ig

BALANÇO: morre mais uma vítima de acidente com van na BR 230; já são 03 mortes no feriado


BALANÇO: morre mais uma vítima de acidente com van na BR 230; já são 03 mortes no feriadoO acidente com uma van na BR 230 deixou mais uma vítima fatal neste feriado de Páscoa. Uma das vitimas que havia dado entrada no Hospital de Emergência e Trauma da Capital não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. Agora já são três o número de vitimas de acidente de trânsito nas estradas da Paraíba durante o feriado da Semana Santa.

Savana foi socorrida com vida para a unidade de saúde, porém não resistiu ao procedimento cirúrgico e morreu por volta das 18h30 de ontem (7). Os demais seguem internados em observação.

No local, uma mulher identificada como Lane Cristina de 34 anos morreu na hora. Outras nove pessoas ficaram feridas, destas, quatro foram encaminhadas ao Trauma da Capital, são as seguintes:

- Margarida dos Santos de 28 anos;  

- Savana Adrieli Lavour;  

- Telma Dantas Vanderli de 39 anos;  

- Antônio Marcos Pereira da Silva de 42 anos.

Entenda

O motorista Antônio Marcos Pereira da Silva, de 42 anos, que condizia a Van de placa NQF 1137 de Patos, disse que um Corsa Sedan bateu na lateral do seu veículo, ocasionando o acidente. "Eu senti a pancada na lateral quando o carro foi jogado para fora da pista e capotou várias vezes", disse.

Renan Alberto, de 24 anos, motorista do Corsa de placa MOE 2357, de Guarabira, afirmou que estava fazendo uma ultrapassagem quando o pneu do carro estourou, provocando a colisão com a Van.

Viaturas da PRF, do Corpo de Bombeiros e ambulâncias do Samu estiveram no local para prestar socorro às vítimas. Neste momento, a polícia aguarda a chegada da Gemol para remover o corpo.  

PB Agora