Excesso de eleitores provoca revisão eleitoral


Excesso de eleitores provoca revisão eleitoralA última revisão eleitoral realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE) ocorreu em 2007, em 76 cidades da Paraíba, ou seja, mais de um terço dos municípios paraibanos, por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A revisão foi motivada pelo fato de que, naqueles municípios, o número de eleitores era superior a 80% do número de habitantes, o que é preciso averiguar, uma vez que crianças e outros segmentos que não são eleitores compõem a população. É bom lembrar que para analfabetos, maiores de 70 e os jovens de 16 e 17 anos, o voto é facultativo.

Havia municípios em que o percentual de eleitores superava 100%, o que significa dizer que os municípios computavam mais eleitores que habitantes – Aguiar (101,67%), Cacimbas (119,44%), Cajazeirinhas (111,93%), Duas Estradas (105,47%), Parari (103,48%), Poço de José de Moura (113,71%), Riacho de Santo Antônio (104,41%), Santa Inês (102,89%), São Domingos de Pombal (130,22%) e Várzea (105,59%).

A revisão eleitoral teve efeitos positivos para sanar grande parte das disparidades. Só para se ter uma ideia, o eleitorado de Aguiar (4.427) compreende, hoje, cerca de 80,05% do total de habitantes (5.530), quando em 2007 superava o total da população. Em Cacimbas, o eleitorado caiu para 70,36%.

Por outro lado, São Domingos de Pombal, que tinha distorções gritantes, com um eleitorado que apontava para 130,22% em relação à população, em 2007, continua com problemas – ainda tem mais eleitores que habitantes. O último Censo do IBGE dá conta que a população do município em 2010 era de 2.855. Mas é 2.907 o eleitorado apto a votar, o que equivale a 101,82%.

Em Cajazeirinhas ocorre o mesmo: com uma população de 3.033 habitantes, 112,23% desse total são eleitores – o TRE informa que há 3.404 eleitores aptos a ir às urnas. Já Duas Estradas ainda está com 86,61% (3.638 habitantes dos quais 3.151 são eleitores).

Mas na maioria dos municípios não há distorção. Em João Pessoa, que possui 723.115 habitantes, o número de eleitores (471.559) representa 65,21%. Já em Campina, com 385.213 habitantes, há 276.179 eleitores aptos e representam 71,70%.

Jornal da Paraíba

500 mil paraibanos são afetadas pela estiagem deste ano no Estado


Mais de meio milhão de paraibanos de 134 cidades estão sendo afetados pela estiagem prolongada que dura cerca de oito meses e já é apontada como a maior seca dos últimos 20 anos no Estado, segundo a Aesa, Fetag e Faepa. No período de janeiro a março deste ano, o volume de chuvas registrado em todas as regiões do Estado ficou abaixo da média histórica e não foi o suficiente para garantir armazenamento nos reservatórios e nem a produção de grãos, sobretudo milho e feijão, que tiveram uma perda de 100% das áreas plantadas.

As regiões mais afetadas pelos efeitos da estiagem são o Cariri e o Sertão, onde o volume de chuvas acumulado nos primeiros meses do ano foi de menos 75% e 70% respectivamente. Com a falta d'água, as vítimas da seca estão tendo que contar com ações emergenciais, como a distribuição de água da Operação Pipa e outros pagam até R$ 100 por um pipa de água. Outros que não contam com o beneficio estão tendo que deixar suas casas em busca de melhores condições.

O drama vivido pelos moradores dos municípios atingidos nas regiões do Sertão, Cariri, Agreste, Seridó e Curimataú vão desde a falta de água de água para o consumo até os prejuízos provocados pela falta de pasto para os animais, que estão morrendo de fome. Na cidade do Junco do Seridó, distante 205 km de João Pessoa, o reservatório ecou no mês de dezembro do ano passado e sem contar com sistema adutor, os mais de 6,6 mil habitantes da zona urbana e rural, estão tendo que sobreviver com água de poços que foram perfurados nos bairros e também pelo abastecimento de carros pipas contratados pela prefeitura.

A cidade contava com o programa assistencial da Operação Pipa, comandada pelo Exército, mas há duas semanas, o beneficio está suspenso, por atraso no repasse das verbas para custeio. "Além dos caminhões pipas, foram perfurados poços e a prefeitura teve um gasto de mais de R$50 mil com a compra de bombas para garantir água aos moradores. A situação no Junco é crítica", disse o prefeito Cosmo Simões de Medeiros.

O prefeito alega que o município é o único localizado as margens da BR-230 que não conta com abastecimento e sistema adutor. A população organizou um abaixo assinado pedindo ações emergenciais para o combate a seca na cidade.

Correio percorre 11 cidades atingidas

Daniel Motta

A reportagem do Correio percorreu 11 cidades para observar a situação das áreas atingidas pela seca. Em Areia de Baraúnas, no Sertão, também não existe sistema adutor e a água para população de quase 2 mil habitantes está sendo disponibilizada por meio de dois caminhões pipas, que não é o suficiente para atender a demanda.

A distribuição de água através de caminhões pipas acontece duas vezes na semana e a água é racionada. Os moradores aproveitam para garantir água para o resto da semana, enfrentando correria, brigas e constrangimentos, na luta por dois baldes de água. A agricultora José Ferreira Silva, 42, só conseguiu pegar um balde de água no dia em que o pipa fez a distribuição e por conta disso, ela ficará uma semana com a quantidade de água para beber e cozinhar. "Eu estava ocupada quando o pipa chegou ai quando corri com meus baldes, já não tinha mais quase nada e só deu pra encher um. Não sei como vamos passar uma semana com apenas uma lata d'água", lamentou.

A cidade será comtemplada com o sistema adutor Patos-Assunção, que disponibilizará água para seis cidades. As obras já estão em Areia de Baraúnas e a expectativa é de que o abastecimento tenha início no começo do próximo semestre. "Estamos terminando de concluir a caixa de bombas e depois disso, vai depender da Energisa para resolver a modificação da rede elétrica, que terá que passar pela estrada. O sistema adutor já está abastecendo as cidades de Quixaba, Cacimba de Areia e Passagem. Depois será a vez de Areia de Baraúnas, Salgadinho e Assunção", explicou.

A situação também é ainda mais crítica em Salgadinho, Assunção, São José do Sabugi, São Mamede, Teixeira, São José de Lagoa Tapada, Cacimba de Areia, Piancó, Santa Cruz, Santa Luzia, São Francisco e São Mamede.

Nestas localidades, os reservatórios que abastecem a zona rural e urbana, estão com volume de armazenamento abaixo de 20%, segundo dados da Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa). O menor volume é do açude São José IV, localizado na cidade de São José do Sabugi, no Seridó paraibano, que contem apenas 0,2% da capacidade total. Na cidade, adultos, crianças e idosos, que estão sofrendo com a seca, "duelam" diariamente para conseguir uma ‘lata d'água', distribuída por caminhões pipas.

Na cidade vizinha, São Mamede, é a população rural quem mais sofre. Os animais não estão resistindo à falta de pasto e os produtores rurais que não possuem condições de financeiras de comprar ração, estão sendo obrigado a vender "cabeças" de gado, para que eles não morram. Mesmo assim, já é possível encontrar carcaças de bois na região.

O agricultor Antônio Silva Santos, 59, que mora na comunidade rural de Angola, tenta manter seu rebanho e para isso, ele está racionando dinheiro que seria para alimentação da própria família, para poder comprar torta e farelo para os animais. Ele reclama que sem pastos no campo, o preço da ração está subindo e terá que vender animais para que eles não morram de fome.

Faepa: situação é grave

O agricultor José Gilmar da Silva, 39, que mora no Sitio Nicolau, também na zona rural de São Mamede, enfrenta a dor de ver seu gado morrer. Ele disse que nas últimas semanas, bois e vacas estão perdendo as forças e não conseguem mais caminhar pelo pasto vazio. "Essa é a minha melhor vaca que eu tenho no rebanho e agora ela está assim, sem conseguir andar, por conta das condições difíceis da seca, da falta de alimentação no pasto. Eu não tenho condições de dar mais ração e estou perdendo meu gado", desabafou José Gilmar.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faepa), Mario Borba afirma que a Paraíba está perdendo rebanho para outros Estados. Ele explicou que os produtores rurais que não tem mais condições de enfrentar os efeitos da seca, estão mandando o gado para fora do Estado, sobretudo para Ceará e Pernambuco. "Estão tirando o rebanho e até dando de ‘meia' a outros criadores de estados vizinhos, para poder garantir a sobrevivência deles. Há registros de que animais que custavam R$700 estão sendo vendidos por R$300 e se a situação climática não mudar, a tendência é ficar mais grave ainda. Uma situação dessas, só foi verificada nos anos 90", frisou Borba.

DANIEL MOTTA - Correio 

Europa se solidariza ao Brasil contra exportação de de 300 mil jumentos por ano para a China.


Um movimento internacional, envolvendo seis países europeus e, especialmente, 50 cidades do Brasil pretende por um basta na vivissecção (experiências com animais em laboratórios) e contra a venda de 300 mil jumentos por ano que Brasil quer vender para China.

O encontro está marcado para o próximo dia 28. Em Fortaleza, o ato acontecerá na Praça dos Estressados, localizado na Avenida Beira-Mar, a partir das 15 horas, tendo à frente lideranças e militantes de defesa e proteção dos animais.

O evento na Capital está sendo organizado pela presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa/CE), Geuza Leitão. Na sua opinião, a cidade tem o compromisso de fazer uma mobilização exemplar, haja vista toda a relação emocional com o jumento, que é tema de poesias, crônicas e romances, permeando obras do padre Antônio Vieira, o poeta Patativa do Assaré, José Clementino e o cantor Luis Gonzaga.

"Nosso objetivo é reunir o maior número de pessoas contra essa prática terrível que é a vivissecção e, sobretudo, contra a exportação de jumentos brasileiros para a China que esbarra, inclusive, em questões legais", afirma Geuza.

Ela informou que o movimento já conta um abaixoassinado com mais de 20 mil assinaturas e o protesto acontecerá simultaneamente em cidades de países da França, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Irlanda e Portugal.

Na ocasião, os manifestantes levarão faixas, cartazes, banners, caixa de som para protestarem com palavras de ordem, distribuição de material educativo, guardas municipais e duas tendas darão apoio, distribuição de jornalzinho mensal da Uipa, alusão aos defensores dos jumentos já falecidos, bem como exposição de material da Uipa.

"É um movimento que mexe com os nossos laços regionais e, sobretudo, com a sensibilidade com relação aos maus tratos. Nosso foco principal é anular esse acordo que visa a venda de 300 mil jumentos por ano para China, destinados ao consumo da carne e para vivisseção (experiências de animais vivos em laboratórios) para indústria de cosméticos", afirmou Geuza.

Apesar da afirmação de que exportação está baseada em um acordo bilateral assinado pelo governo brasileiro e chinês, ainda não há nenhuma comprovação nesse sentido, conforme afirma o presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária na Câmara Federal, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE).

Audiência

"Não podemos acreditar que tudo não passe de uma invenção. No entanto, vamos buscar provas, inclusive documentações que possam viabilizar uma audiência pública e questionar o Executivo sobre a iniciativa", afirmou Gomes de Matos.

Ele disse que a movimentação no Legislativo em Brasília é de expectativa, porque até o momento não houve nenhuma manifestação do Governo Federal. No entanto, ressaltou que deverá questionar os Ministérios da Indústria e Comércio, Relações Exteriores e da Agricultura sobre em que nível se encontra esse suposto acordo.

"Nossa posição é totalmente contrária e estarei presente à manifestação do próximo sábado. No entanto, queremos que haja um documento que nos leve a articular a audiência e assim impedir, baseado em normas constitucionais, o envio de jumentos para o exterior, quer para fins de alimentos, ou para uso na indústria e com objetivos científicos", salientou o parlamentar.

Raimundo Gomes disse que é conhecedor sobre o desuso dos jumentos no Nordeste, com o advento do progresso. O animal é hoje considerado um "inimigo", conforme frisou, para alguns proprietários de terra, uma vez que chegam a destruir cercas e até disseminar alguns tipos de doenças entre os rebanhos.

No entanto, lembrou que há na Câmara Federal parlamentares que já se posicionaram contrários a esse acordo, levando em conta o bom senso e a coerência de se evitar os maus tratos. Dentre esses, destaca o deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB/SP), o primeiro a se pronunciar contrário ao acordo bilateral com a China, e Chico Lopes (PCdoB/CE).

"Estamos lutando para que o Ministério da Agricultura, do Meio Ambiente, o Congresso Nacional, ou quem quer que tenha competência no Brasil, para vetar essa carnificina. Os jumentos sempre foram verdadeiros companheiros do povo nordestino", afirma Geuza.

A presidente da Uipa/CE, lamenta que, hoje, o jumento é considerado imprestável e sem valor econômico. Desse modo, a saída seria se livrar a qualquer custo, inclusive quando se encontra um País disposto a pagar pelo produto que é tido como um problema, principalmente, nas estradas nordestinas.

"Considero que a melhor alternativa para os outros Estados nordestinos é fazer como o Ceará, que destina os animais apreendidos para a Fazenda Paula Rodrigues, em Santa Quitéria, no Sertão Central", avalia ela.

"Trata-se de uma imensa propriedade, mas o Estado vem sendo responsável em suprir com água e alimentos os bichos apreendidos. Isso também poderia acontecer em outras localidades nordestinas e não promover uma matança, que poderá levar a extinção da espécie", denuncia a presidente da Uipa/CE.

Segundo Geuza, o Brasil não pode vender o que não lhe pertence, pois o jumento faz parte da fauna e de acordo com a lei, todos os animais existentes no País são tutelados do Estado. Portanto o poder público é tutor dos animais e, como tal, tem o dever de protegê-los e não se locupletar com a venda do nosso jumento para outro País, especialmente com a abominável destinação, ou seja, morte e cobaias em mesas de laboratórios.

A própria Constituição da República Brasileira determina ser dever do poder público proteger a fauna e a flora, vedadas na forma da lei práticas que provoquem a extinção da espécie ou submetam animais à crueldade.

Bichos sem dono são destinados para fazenda

Por mês, a média mensal de animais apreendidos em rodovias estaduais é de 1.152. Segundo o gerente das Unidades Regionais do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE), João Carlos Macedo Costa, estavam recolhidos na Fazenda Dr. Paula Rodrigues até o dia 31 do mês passado, 8.824 que foram apreendidos e não procurados pelos seus proprietários.

O Custo mensal da fazenda é de R$ 366.160,00, somando as despesas com apreensão, alimentação, serviços veterinários e manutenção.

Boa parte dos bichos recolhidos na fazenda são jumentos, e que também estão no topo entre os que causam acidentes nas estradas. Muitos chegam doentes e mesmo assistidos por veterinários contratados pelo governo morrem em pouco tempo.

De acordo com a Lei nº 13.045, os animais podem ser doados a hospitais públicos, escolas públicas, entidades filantrópicas, escolas agrícolas públicas, associações comunitárias, órgãos públicos que manifestarem interesse. Mesmo assim, a experiência cearense é vista como um modelo para outros Estados, que não contam sequer com um destino mais sensível com a sobrevida dos jumentos e outros bichos .

Diário do Nordeste

Violência gera problemas psicológicos na Paraíba


O trauma de viver uma situação de enclausuramento, sob constante ameaça de bandidos, pode provocar profundas sequelas psicológicas na vítima e fazer surgir sintomas patológicos, como o 'estresse pós-traumático', que chegam a impossibilitar a vida social de pessoas que passam por um grande abalo psicológico. O crescimento da violência e a falta de segurança pública pode levar uma pessoa a passar por um abalo que pode ser sofrido em um assalto à mão armada, um estupro, ou até em casos de sequestros – que vêm se tornando mais comuns no Estado desde o início do ano.

Não há uma contabilidade de ocorrências do tipo já investigadas pela Polícia Civil, mas já foram registrados pelo menos nove sequestros na Paraíba, apenas nos quatro primeiros meses de 2011. Especialistas afirmam que o trauma causado às vítimas pode causar o isolamento e o medo, dificultando ou impossibilitando sua vida social. Os sintomas podem demorar até anos para surgir.

O crime de sequestro que teve maior repercussão no Estado ocorreu no início de março, em Campina Grande, quando mãe e filho chegavam na entrada de sua própria residência e foram abordados por homens armados, que levaram o adolescente de 15 anos e pediram R$ 250 mil como pagamento pelo resgate do jovem.

A vítima foi libertada cerca de 24h depois, após intenso trabalho policial em campana próximo ao cativeiro onde ele era mantido, na Alça Sudoeste da cidade. De acordo com a delegacia de Roubos e Furtos, responsável pela investigação e resgate do adolescente, o melhor a fazer nestes casos é pedir o apoio policial. A família tenta retornar à normalidade desde então, mantendo os mesmos hábitos anteriores às 24 horas de pânico que foi submetida.

“Estamos nos recuperando da melhor forma possível. Tomamos mais cuidado uns com os outros da família. As rotinas de trabalho e estudos estão sendo seguidas da mesma maneira e ainda moramos no mesmo local, apesar de sermos conscientes que o fator segurança poderia melhorado. A assistência da polícia naquele momento foi essencial e impressionante”, disse uma das irmãs da vítima, a professora Maria Cecília Honorato, 26 anos. Nenhum resgate foi pago.

No município de Riacho de Santo Antônio, o vereador Iremar Lino Costa foi vítima de sequestro relâmpago, no último dia 21 de março.

Ele passou mais de uma hora em poder de oito bandidos, que o ameaçaram de morte. “Eles ameaçaram até me queimar vivo.

Pensei que ia morrer. Depois começaram a me acalmar dizendo que bastava minha família pagar o resgate”, disse o político, preferindo não informar o valor pago.

Já na região metropolitana de João Pessoa, dois casos terminaram de forma trágica com a morte de Bianca Batista Gouveia e do funcionário público Bruno Ernesto. O servidor foi sequestrado e assassinado quando chegava à sua residência, no bairro dos Bancários, no mês de fevereiro. A mulher foi sequestrada quando chegava em casa, na cidade de Santa Rita, no mês de março. Ambos foram mortos a tiros pelos sequestradores.

JP Online

Se Mangabeira fosse uma cidade, seria a 6ª mais populosa da Paraíba


Bairro de Mangabeira completa 29 anos em João Pessoa, Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)Com cerca de 76 mil habitantes o Conjunto Habitacional Tarcísio de Miranda Burity, conhecido popularmente como bairro de Mangabeira, é o mais populoso da Paraíba e nesta segunda-feira (23) completa 29 anos. Caso fosse uma cidade, o bairro de Mangabeira seria a 6ª em número de habitantes e perderia apenas para João Pessoa (723.515 habitantes), Campina Grande (385.213), Santa Rita (120.310), Patos (100.674) e Bayeux (99.716).

Pelos dados do Censo 2010 do IBGE, 94,40% da população do bairro é alfabetizada e deixa Mangabeira em 26ª posição no ranking de escolaridade. A renda per capita é de R$ 846,84, a 36ª maior renda de João Pessoa.

A maior parte da população, 10,31%, é composta por pessoas com idades que variam entre 25 e 29 anos, o que corresponde a 7.835 habitantes. A menor parte, 0,01%, é composta por  6 pessoas que estão com 100 anos ou mais. As mulheres são maioria no bairro e somam 40.144 moradores. Os homens somam 35.844 habitantes.

Mangabeira fica na Zonal Sul de João Pessoa e conta com 1.893 domicílios. Sendo que mais da metade deles, 87,17%, são casas. O bairro é subdividido em oito partes que vão de Mangabeira I até VIII. O início do bairro, que tem uma área de 1.069 hectares, é no colégio CAIC Damásio Franca e termina na metade da ladeira conhecida como Valentina/Mangabeira. Segue ainda a leste do sítio Laranjeiras e termina na área do Centro de Convenções.

Avenida Josefa Taveira, uma das principais do bairro de Mangabeira, Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)De acordo com o IBGE, o bairro abriga o 2º maior mercado público de João Pessoa, perde apenas para o Mercado Central, e a 2ª maior avenida da cidade, a Josefa Taveira, que abriga um grande número de estabelecimentos comerciais.


As sedes da Academia da Polícia Militar e Civil, Detran, Inmetro, Unidade Prisional de Segurança Média e Máxima e Casa da Cidadania são encontradas no bairro. Agências bancárias, clínicas particulares e restaurantes também são encontradas nas principais ruas e avenidas de Mangabeira.

O presidente da associação de moradores de Mangabeira, Wallace Gonçalves de Albuquerque, aponta diversos pontos positivos do bairro. "Mangabeira tem 90% do bairro saneado e tem uma infraestrutura invejável", disse.


Mercado Público de Mangabeira em João Pessoa, Paraíba (Foto: Inaê Teles / G1)Em relação a saúde, o presidente da associação disse que o bairro tem hospitais de referência, como o Ortotrauma, mas necessita de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com atendimento 24 horas. "O hospital é muito bom, mas a demanda é muito grande. Com uma UPA vai melhorar muito", disse Wallace Gonçalves de Albuquerque.

A iluminação pública também é uma questão, que segundo o presidente da associação, os moradores apontam como um item que precisa melhorar. "Tem quase 30 anos que a gente precisa de um reparo na rede de iluminação pública do bairro. As luminárias da avenida principal e das ruas secudárias precisam ser trocadas", disse Wallace Gonçalves. A insegurança também preocupa os moradores, mas não é uma questão isolada do bairro. Segundo ele, a insegurança é um problema que atinge os moradores de todo Brasil.

Entre os projetos futuros para o bairro está a construção de um shopping. "Mangabeira está crescendo e tem muito ainda para crescer", disse Raimundo Nonato, aposentado que vive há 29 anos em Mangabeira.

G1PB


BC: 30% das notas de R$ 2 e R$ 5 devem ser trocadas


O Banco Central identificou que 30% das notas de R$ 2 e R$ 5 estão tão danificadas que não poderiam estar em circulação.Pesquisa divulgada nesta segunda-feira sobre a qualidade do dinheiro, a autoridade monetária revelou ainda que 15% das notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100 apresentam o mesmo nível de descaracterização, como riscos, furos, fitas adesivas, e outros problemas, e deveriam ser tiradas de circulação."Este desgaste precoce se deve geralmente ao descuido no manuseio das notas ou até mesmo dano intencional", informou o BC em nota.A orientação do BC é que as pessoas em posse dessas notas depositem em algum banco para viabilizar o recolhimento para destruição e troca por cédulas novas.
Durabilidade
As cédulas de real com maior valor duram mais que o dobro do que as notas de até R$ 20, informou o Banco Central nesta segunda-feira.

As notas de R$ 50 e R$ 100 têm vida útil média de 37 meses, enquanto que as notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 20 apresentam durabilidade de 14 meses, em média, mostrou pesquisa realizada pelo BC sobre qualidade das cédulas e a taxa de entesouramento das moedas do País.O levantamento levou em conta todas as cédulas em circulação, ou seja, as duas famílias do real. De acordo com o levantamento inédito, 27% das moedas emitidas desde o lançamento do Plano Real estão fora de circulação. "Por ano, deixam de circular 7% de moedas de 1 centavo e 3% das moedas de R$ 1", informou o BC explicando que esse dado deve-se à perda de moedas de baixo valor pela população e armazenamento prolongado.O levantamento foi realizado entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, com 2.013 entrevistas dirigidas à população, ao comércio e aos prestadores de serviços em todo País.
Terra

FINAL DE SEMANA SANGRENTO EM PATOS; DUAS MULHERES FORAM ASSASSINADAS. TRÊS SÃO PRESOS ACUSADOS DE TRÁFICO


Um final de semana sangrento na cidade de Patos e madrugada de domingo (22) com um plantão de polícia bastante movimentado

O movimento registrado nas últimas 24h na delegacia de polícia de Patos mobilizou delegados e agentes da civil, bem como patrulhas da Polícia Militar em busca de criminosos que praticaram delitos no final de semana.

Duas mulheres foram barbaramente assassinadas na grande Patos. Na noite do sábado (21) Alcelânia Rodrigues Gomes (idade não divulgada) foi morta a tiros por desconhecidos nas proximidades do Moinho Patoense. Ela foi baleada e ainda socorrida por uma equipe do SAMU para o HRP, porém ao dar entrada naquela Unidade de Saúde não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo antes mesmo de receber os primeiros socorros.

A segunda vítima fatal foi identificada como sendo Carla Firmino da Silva, com 17 anos, que sofreu apenas um disparo na altura da barriga e morreu ao lado da "Praça dos Pombos" próximo a Linha Férrea. A autoria dos dois homicídios ainda não foi esclarecida.

Já na madrugada deste domingo, 3 pessoas foram presas acusadas de tráfico de droga e posse ilegal de arma de fogo. As prisões foram todas realizadas em flagrante e a delegada plantonista, Ana Valdenice, autuou os acusados que serão enviados ao Presídio regional. A polícia investiga se há alguma ligação deles com a morte das duas mulheres.

Policiais Militares em diligências pelo "Baixo Meretrício" em busca dos suspeitos dos dois homicídios registrados contra as duas mulheres conseguiram localizar e prender, José Roberto com 19 anos; Abedenego da Silva Araújo, o "Pilin" com 21 anos e Maria Andrade 51. Todos bastante velhos conhecidos da polícia.

Com o trio a polícia localizou 1 revólver calibre 38 com 6 munições Role Point intactas (balas cujo projétil funciona tipo uma aranha ao atingir o alvo); uma espingarda de fabricação artesanal; 3 facas-peixeiras e um canivete; 2 câmeras digitais; 6 celulares; 3 relógios; 17 pedras de creack e o equivalente a R$ 3.890,00 (três mil, oitocentos e noventa reais) em dinheiro.

Portal Patos

PRF registra 20 acidentes com 3 mortes na Paraíba


A Polícia Rodoviária Federal divulgou o balanço do número de acidentes durante o final de semana na Paraíba.
No total, foram registrados 20 acidentes ao longo das rodovias e estradas federais paraibanas, sendo que 27 pessoas ficaram feridas e 03 morreram.
Nesse período, 706 veículos foram fiscalizados, 13 Carteiras Nacionais de Habilitação foram retidas, 238 multas realizadas, 22 veículos retidos e 06 pessoas foram detidas por dirigirem sob o efeito de bebidas alcoólicas.
Ascom

Sai gabarito da prova da Caixa; confira aqui


Sai gabarito da prova da Caixa; confira aquiA Fundação Cesgranrio divulgou nesta segunda-feira (23) os gabaritos do concurso da Caixa Econômica Federal para formação de cadastro de reserva de técnico bancário novo (nível médio).Os gabaritos estão divididos em: conhecimentos básicos, conhecimentos específicos e tecnologia da informação.

O concurso teve seis tipos de provas para o cargo de técnico bancário novo e um tipo para técnico bancário novo - polos de tecnologia da informação. Os candidatos podem acessar os gabaritos na página inicial da Fundação Cesgranrio. Os cadernos de prova não foram divulgados.

O salário para técnico bancário novo é de R$ 1.744 para jornada de trabalho de 6 horas diárias, caracterizando 30 horas semanais.

O técnico bancário fará atendimento aos clientes e ao público em geral, efetuando operações diversas, executando atividades bancárias e administrativas, de forma a contribuir para a realização de negócios, possibilitando o alcance das metas, o bom desempenho da unidade e a satisfação dos clientes internos e externos.

As vantagens oferecidas são participação nos lucros e nos resultados; possibilidade de participação em plano de saúde e em plano de previdência complementar; auxílio refeição/alimentação; auxílio cesta/alimentação.

Inscritos O concurso teve 1.086.513 candidatos. O número parcial, divulgado inicialmente pela Caixa, era de 1.086.514. Somente no estado de São Paulo são 181.799 inscritos (contando os candidatos da área de tecnologia da informação). Em seguida aparecem Minas Gerais com 107.198 candidatos, Paraná com 82.861, Rio de Janeiro com 78.789, Bahia com 71.652 e Rio Grande do Sul com 67.345.

Ficam asseguradas as admissões, conforme necessidade de provimento, dos candidatos classificados nos concursos públicos 2010 para o cargo de técnico bancário novo até o término de suas vigências, ou seja, 13 de junho de 2012, para RJ e SP, e 28 de junho de 2012, para os demais estados, ou até o esgotamento do cadastro de reserva no polo/macropolo de opção, prevalecendo o que ocorrer primeiro.

O concurso público terá validade de um ano, podendo ser prorrogado, a critério da caixa, uma única vez, por igual período, contado a partir da data de homologação do resultado final, prevista para 19 de junho.

G1

DIREITO DE REPOSTA DOS ADVOGADOS ALEXANDRE E ALISSON NUNES COSTA, EM DECORRÊNCIA DE ACORDO JUDICIAL CELEBRADO NOS AUTOS DA QUEIXA-CRIME Nº 032.2012.000.368-9, PROPOSTA CONTRA O SR. JEFTE MORAIS


As informações e comentários publicados no dia 07 de fevereiro do corrente ano pelo senhor JETFE MORAIS DA COSTA em seu bloghttp://jeftenews.blogspot.comsob o título “Licitação realizada no Município de Várzeaserá investigada pelo Ministério Público”, extrapolaram os limites da liberdade de imprensa, tendo ofendido a honra dos ínclitos causídicos ALEXANDRE e ALISSON NUNES COSTA.
                            Não é verídica a informação de que o dr. ALEXANDRE NUNES COSTA tenha cobrado honorários advocatícios dos servidores do Município de Várzea, cujos interesses patrocinou na Justiça do Trabalho, abaixo dos percentuais usualmente praticados no mercado advocatício. Os honorários advocatícios de 10% (dez por cento), acordados com os funcionários da Edilidade, são legal e moralmente permitidos, estando em consonância com a Tabela de Honorários fixados ela OAB/PB e com o Estatuto e o Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil .
                            Quanto à denúncia de que os funcionários da Municipalidade foram forçados a contratar o dr. ALEXANDRE NUNES, trata-se de alegação falsa, vazia e precipitada. Com efeito, como bem ressaltado pelo Ministério Público do Trabalho, “TODOS OS SERVIDORES FORAM UNÂNIMES EM AFIRMAR QUE NÃO FORAM PRESSIONADOS PELO MUNICÍPIO DE VÁRZEA PARA CONTRATAÇÃO DO ADVOGADO INDICADO PELA EDILIDADE, INCLUSIVE MUITOS DELES CONTRATARAM OUTROS ADVOGADOS, DE ACORDO COM SUA LIVRE E ESPONTÂNEA VONTAD E.”
                            No que respeita à alegação segundo a qual o dr. ALEXADRE NUNES teria ingressado com ações na Justiça contra o Município de Várzea e, ao mesmo tempo, teria defendido a Prefeitura, trata-se da mais absurda e censurável mentira. O profissional da imprensa deve ter muito cuidado nas denúncias que faz para não manchar a imagem e prejudicar a reputação de homens honestos e dignos, como é o caso do dr. ALEXANDRE NUNES, que jamais patrocinou os interesses do Município de Várzea, quer em instâncias judiciais, quer em instâncias administrativas, mas tão-só funcionou como advogado em causas movidas por seus funcionários perante a Justiça do Trabalho.
                            Importante ressaltar que o dr. ALISSON NUNES somente foi contratado pela Prefeitura depois do trânsito em julgado de todas as reclamações trabalhistas que tiveram como advogado o seu irmão o dr. ALEXANDRE NUNES,  ou seja, após o final de todas essas ações, portanto não houve qualquer irregularidade, estando tudo de acordo com a Lei e a Ética.
                            O Ministério Público do Trabalho, por sua Procuradoria do Trabalho em Patos, concluiu “QUE NÃO SE VISLUMBRA A OCORRÊNCIA DE LIDE SIMULADA OU UTILIZAÇÃO INDEVIDA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA A RÉNÚNCIA DE DIREITOS MEDIANTE A HOMOLOGAÇÃO DE ACORDOS”. O doutor ROGÉRIO SITÔNIO WANDERLEY, Procurador do Trabalho em Patos, determinou o arquivamento das infundadas e descabidas denúncias feitas contra os drs. ALEXANDRE e ALISSON NUNES COSTA, arquivamento esse que foi homologado pela Câmara de Coordenação e Revisão do Ministé rio Público do Trabalho.
                            A liberdade de imprensa deve ser exercida com responsabilidade e zelo, não sendo permitido a nenhum jornalista, sob qualquer pretexto, ultrajar e macular a honra-dignidade e a honra-decoro de ninguém.
                            Enfim, todas as denúncias feitas pelo Sr. JEFTE MORAIS contra os drs. ALEXANDRE e ALISSON NUNES COSTA são enganosas e falsas, merecendo o repúdio da sociedade das Espinharas e do Vale do Sabugi, que acreditam na lisura, competência e honestidade desses jovens e talentosos advogados.