AS FESTAS DO POÇÃO


M. Bernadete Cortez de Lima - Bebeta
1
As festas do sitio poção,
Não tem hora de acabar,
A cerveja começa cedo,
E vai até o sol raiar,
A turma não perde nada,
O momento é pra brincar.

2
Sanção nossa grande amiga,
Com sua mãe D. Maria
Vive um eterno conflito,
Não conseguem ter harmonia,
D. Maria não aceita,
Obedecer a sua filha.

3
A dupla Canindé e Amaro,
Que inventam de cantar,
As músicas de pé de serra,
Que nunca se ouviu falar,
Ainda falam que a melodia,
É música de primeiro lugar.

4
Zequinha muito entendido,
Nas músicas vem interferir,
E fala pra o maestro,
Falta o pari ru ri,
O músico fala chateado,
Não posso tocar aqui.

5
Márcia artista nata,
Gosta de interpretar,
E na leitura dos lábios,
Ela começa a inventar,
As mais incríveis historias,
Que eu já ouvi contar.

6
Lana com sua calma,
Observa e fica a sorrir,
Pra ela que é baiana,
Tudo é bom de curtir,
Não existe pressa,
É só beber, namorar e rir.

7
Liana chefe da cerveja,
Fica só a comandar,
Na hora do pega, pega,
Um engove prá melhorar,
Ela embebeda a turma,
Que pensa em lhe acompanhar.

8
O casal Neta e Aluan,
Também gostam de cantar,
Aluan canta uma música,
E Neta fica a reclamar,
Esses dois só se entendem,
Na hora de namorar.

9
Marinho se fica sóbrio,
A música vai dominar,
Tem o don do improviso,
E sabe bem animar,
Porém se a cachaça o pega!
Vai cantar noutro lugar.

10
Eliesio o afobado,
Não consegue entender,
Que a música dos jovens é outra,
Não existe mais iê, iê,
Ainda bem que Iodete,
O comanda com um roler.

11
Amaro no bandulin,
Parece até entender,
Porém com alguns acordos,
Ele fica sem saber,
Sai do ton e erra a música,
E deixa os outros se funder.

12
Camila aos poucos se solta,
E bota a voz para cantar,
Tendo musica ela se anima,
E deixa a timidez falar,
Pois querem de qualquer maneira,
Um namorado lhe arranjar.

13
Gustavo no seu violão,
Não canta só faz tocar,
As diversas cantorias,
Que não conseguem se afinar,
Algumas notas se alojam,
No coração de algum lugar.

14
Murilo iniciante,
Fica só a observar,
E com um sorriso tímido,
Ele fica a conquistar,
Pois esse par de olhos azul,
Encanta e faz brilhar. 

15
A turma do sitio poção,
Toda hora arreia um,
Jeffton, Mácia e Camila,
Entregaram-se ao cervejão,
Foram os grandes artistas,
Nesta bela ocasião.

16
Fatima e Norma coitadas!
São vítimas do cervejão,
Sobra pra elas administrar,
A bagunça e o lixão,
Porém são tão abençoadas,
Que fazem de coração.

17
Larissa ingênua menina,
Que aos poucos vai entrosar,
Uma dose de tequila,
E faz a turma delirar,
Tem até um ritual,
Pra essa bebida pegar.

18
Raphael e a doce Cris,
Ele não a deixa falar,
Pois não sei quem o convenceu,
Que ele sabe cantar,
Se tiver um microfone,
Ele vai se apresentar.

19
Veronica amante da vida,
Gosta mesmo de curtir,
Son, dança, bebida,
Seu destino é divertir,
Ao lado do namorado,
Deixa a vida o conduzir.

20
Bebeta no seu silêncio,
Fica só a observar,
E registra nos seus versos,
O que ela pode contar,
Pois são tantas as perolas,
Que existe nesse lar.

21
Despeço-me dessas historias,
Que eu pude presenciar,
Espero gargalhadas,
A intenção é de agradar,
Ai vai minhas desculpas.
Eu só quis mesmo brincar.

Polícia Federal divulga relação candidato/vaga


Os candidatos a uma vaga de agente ou papiloscopista da Polícia Federal terão que enfrentar uma forte concorrência nos concursos para ambos os cargos. A relação de inscritos por vaga é de 215 no caso da primeira função — 107.799 concorrentes ao todo — e de 112 na segunda — com 11.279 inscritos. As provas serão realizadas no próximo domingo, dia 6.

Há 500 vagas de agente e 100 vagas para papiloscopista. Os dois cargos exigem diploma de nível superior e têm salário de R$ 7.514,33 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Duas etapas
Além das provas objetivas e discursivas do próximo domingo, os candidatos passarão, depois, por exame de aptidão física, exame médico e avaliação psicológica. Os aprovados, então, passarão para a segunda etapa, que é o curso de Formação Profissional da Academia Nacional de Polícia, a ser realizado no Distrito Federal.

Os aprovados serão lotados, preferencialmente, nos estados do Norte e do Centro-Oeste, além de unidades de fronteira.

Horário
As provas serão aplicadas a partir das 14 horas (horário de Brasília), e terão cinco horas de duração.

Consulta
O candidato deverá, obrigatoriamente, acessar o endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/ para verificar o local onde fará os exames.

O que levar
Organizador do concurso, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) pede que os candidatos cheguem ao local das provas com uma hora de antecedência, sem qualquer aparelho eletrônico, inclusive celular, mas com identidade, comprovante de inscrição e caneta preta de material transparente.

Extra Online

Pen drive só mostra documentos depois que o dono fala a senha


O gadget é tão sofisticado que só funcionará quando você plugá-lo a um computador com microfone e falar a senha. Digitar é coisa do passado. Com 8 GB de capacidade de armazenamento, o pen drive custa US$ 49,95 (R$ 100). Este é o preço que se paga por tamanha segurança. A primeira vez que é plugado a um PC, o dispositivo permite a configuração da senha a partir da sua voz.

Depois de seguir os procedimentos, o seu pen drive estará totalmente protegido. A operação é bem simples. Não é preciso nenhum software especial instalado nas máquinas que você conectá-lo. Basta plugá-lo, falar a senha e, assim que a autenticação automática for feita, acessar o conteúdo armazenado no drive, que funciona tanto em PCs como em Macs.

O The Only Voice Authenticating USB Drive está à venda no site oficial da Hammacher Schlemeer, que oferece produtos únicos e curiosos há mais de cem anos. O dispositivo tem garantia estendida “por toda a vida”. Ou seja, caso você não goste do pen drive ou queira devolvê-lo por algum motivo, pode fazê-lo sem problema.

Tech Tudo/Via Hammacher

Paraíba gera 118,1 mil empregos em nove anos


Com médias salariais de admissão historicamente um pouco acima do valor do salário, os setores de comércio e de serviços foram os que mais geraram empregos na Paraíba nos últimos nove anos. Segundo dados da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, entre os anos de 2003 e 2011 foram gerados de saldo 118,167 mil postos, sendo que os setores de comércio e serviços foram os responsáveis por 61% deste total (70,9 mil).

Somente o comércio abriu 37,4 mil vagas, o que corresponde 32,65% do total no período. Já o setor de serviços gerou 33,5 mil novos postos, o que corresponde a 28,75%. Por outro lado, entre os cinco setores que mais geraram empregos entre 2003 e 2011, a agropecuária teve o pior desempenho (apenas 3.043 vagas, o que representa 2,6% do total).

ERA DA FORMALIZAÇÃO
Com o crescimento da formalização do emprego na primeira década do século 21, o saldo médio de empregos criados na Paraíba atingiu 13,1 mil postos no período de 2003-2011, mas o maior saldo na Paraíba ficou no período de 2007-2011 (14,5 mil), enquanto na primeira metade do levantamento do Caged (2003-2006)registrou uma média menor (8,3 mil).


COMERCIÁRIAS
Trabalhando como comerciária desde o final do ano passado, Tatiana Silva comemora a oportunidade de emprego, mas comenta que os salários da categoria deveriam ser melhores.


“Estou satisfeita, mas acho que os salários poderiam ser melhores e acho que os horários poderiam ser diferentes, pois é muito cansativo”, disse.

Neste ano, o setor continua contratando e o aquecimento é comemorado também pelos novos funcionários. “Estou trabalhando no comércio há um mês e estou gostando bastante”, comentou a vendedora Mariana Medeiros. “Estou satisfeita porque eu trabalhava em um salão e queria um emprego mais fixo”, acrescentou a vendedora.

Para o economista e supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Paraíba, Renato Silva, a concentração da geração de empregos nos setores de comércio e serviços está relacionada à realidade econômica do Estado. “Nós sabemos que a indústria não possui um peso tão forte na economia paraibana e historicamente os setores de comércio e serviços são os que mais empregam.

Este índice vem crescendo. Temos um mercado consumidor que vem sendo ampliado devido à melhoria de renda da população”, diz.

Com relação ao perfil das pessoas que ocupam a maioria das vagas geradas, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Paraíba (Fecomércio-PB), Marconi Medeiros, afirmou que a maioria das pessoas que buscam uma vaga nos setores de comércio e serviços são jovens. “Principalmente os jovens procuram trabalhar nestas áreas por causa do nível de escolaridade exigido e porque ao mesmo tempo que trabalham podem estudar e se capacitar”, acredita. “É como se fosse uma porta de entrada para o primeiro emprego”, acrescentou.

PIOR SALÁRIO
Para Renato Silva, mesmo com o piso salarial um pouco acima do valor do salário mínimo em 2011 (R$ 689,04), a média salarial do Estado foi puxada para baixo nos últimos três anos seguidos.


Há três anos, a Paraíba tem a pior média do país nos admitidos, segundo levantamentos registrados pelo Ministério do Trabalho.

“Como na maior parte das vagas disponibilizadas no mercado de trabalho gira em torno do salário mínimo, a remuneração média no Estado é puxada para baixo”, avaliou.

JP Online

Governo reajusta valor do litro do leite fornecido ao Programa do Leite da Paraíba


Estimular e garantir a produção de leite dos 3.787 produtores atendidos pelo Programa do Leite da Paraíba durante o período de estiagem. Esse é o objetivo da medida anunciada pelo governador Ricardo Coutinho, que autorizou o aumento em quase 13%, a partir desta terça-feira (1º), no preço do litro do leite de vaca e de cabra adquiridos pelo governo.

O valor pago pelo governo não era reajustado desde 2007, o que vinha dificultando a vida dos produtores, principalmente nas áreas atingidas pela estiagem. Com a medida, o preço do litro de leite bovino, que é de R$ 0,82, vai custar R$ 0,92, e o litro do leite de cabra pago ao produtor passará de R$ 1,30 para R$ 1,40, um reajuste de R$ 0,10 por cada litro.

Um produtor que fornece 27 litros de leite de vaca por dia e recebe R$ 22,14 vai passar a receber R$ 24,84. Já o produtor que produz 19 litros de cabra por dia e recebia R$ 24,70 passará a receber R$ 26,60. “Esse é um programa importantíssimo para a Paraíba, que consegue gerar uma quantidade de 120 mil litros de leite por dia e beneficia 3.787 produtores. Nesta época precisamos tomar medidas para que o produtor mantenha o seu rebanho e a sua produção porque com a seca os custos com alimentos é maior e é natural que haja queda na produção. É por isso que estamos tomando essa medida, que começará a vigorar no dia 1º de maio”.

Os investimentos do Governo do Estado para pagamentos a fornecedores e produtores do Programa do Leite são na ordem de R$ 3.883.660,96. São produzidos diariamente 120 mil litros de leite de cabra e de vaca nos 223 municípios paraibanos.  Pelo convênio com o Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), cada produtor só pode vender até 27 litros de leite de vaca e 19 litros de leite de cabra.

Durante encontro com a presidente Dilma Rousseff, em Aracaju, para discutir medidas para reduzir efeitos da estiagem, Ricardo Coutinho havia solicitado o aumento do valor pago pele Governo Federal para o litro do leite de cabra e bovino. A solicitação está sendo estudada pelo MDS, mas diante da difícil situação dos produtores, Ricardo Coutinho resolveu se antecipar e o próprio Estado custear o reajuste no programa.
Programa do Leite da Paraíba

Produto              Litros        Municípios     Quantidade de Produtores
Leite Bovino     106.678       182                         2927
Leite Caprino    13.490          41                           860
              Total    120.168       223                        3.787

Secom

Garota de Triunfo vai cantar no Programa Raul Gil


A jovem Laura Risley Figueiredo de Freitas, 20 anos, da cidade de Triunfo, no Alto Sertão paraibano, embarcará esta semana à cidade de São Paulo para gravar o novo quadro do Programa Raul Gil, “Mulheres Que Brilham”. A notícia foi publicada pela cantora em sua página no Facebook.

“Atenção aos amigos do face, na próxima semana estarei indo para São Paulo, meu vídeo foi aprovado e eu fui convidada para estar lá no Raul Gil, conto com o apoio de vocês”, escreveu Laura.

A jovem é natural da cidade de Catolé do Rocha, mas mora em Triunfo desde pequena. “Nunca fiz aula de canto, nem cantei em banda, é um dom”, disse Laura.

Seleção
Laura contou à imprensa local que uma amiga dela que mora em São Paulo fez a inscrição da cantora sem que ela soubesse. Ela só ficou sabendo depois que o seu vídeo foi aprovado pelo maestro do Programa Raul Gil. Em seguida, a caloura foi convidada a participar do programa. “Eu fiquei sem palavras, de início não queria acreditar, pensei que fosse brincadeira, fiquei assustada, mas minha amiga me ligou dizendo pra eu fazer as malas, ela me falou que havia me inscrito no quadro e que meu vídeo tinha sido aprovado.” Disse a jovem.

Confira abaixo o vídeo:

Vídeo
Com a explosão do famoso vídeo intitulado de ‘Para Nossa Alegria’, protagonizado por uma família carioca que ganhou fama e compartilhamentos nas redes sociais, Laura e seu amigo Michell Platiny, gravaram a versão original da música ‘Galhos Secos’ e postaram no YouTube. “Esse vídeo gravei só pra curtir e mostrar aos amigos, daí todo mundo gostou”, conta a jovem.

Programa
O novo quadro faz parte da repaginação do Programa Raul Gil. A caloura adianta que até quarta-feira tem tudo confirmado e data de estreia na TV.

O quadro vai ao ar no próximo sábado (5) e as inscrições continuam abertas para as mulheres maiores de idade interessadas em participar é só preencher o formulário no site do SBT, no quadro ‘Mulheres Que Brilham’.

 Portal Fatos e Fotos

Maio, mês das noivas – conheça um pouco dessa história


Maio chegou e com ele a tradição de noivados e casamentos. Mas você sabe por que maio é chamado de mês das noivas?  Tradicionalmente, o mês das mães e o mês de consagração à Maria na religião Católica, maio ganhou o status de mês das noivas (ou dos casamentos) por ser logo depois do período da quaresma, quando tradicionalmente o catolicismo não permite festejos nem fartura. Na Europa essa tradição ganhou força por coincidir com o período do fim do inverno e da chegada da primavera, a estação das flores e do amor.

Essa tradição tem mudado um pouco nas terras brasilis. Segundo o IBGE, no Brasil se casam por ano aproximadamente 800 mil pessoas, a maioria delas realiza as cerimônias no mês de dezembro. Os pesquisadores do assunto afirmam que isso se deve a um fator financeiro: dezembro é o mês do décimo terceiro salário – que enche os bolsos de dinheirinho extra e de esperança – além de coincidir com as férias de verão.

Mas para quem quer economizar, por incrível que pareça, o bom é fugir de dezembro e também de maio. Nesse período, por causa da grande procura, os produtos, as casas de recepção, os aluguéis de roupas e até mesmo os buffets ficam mais caros. Vale a pena se planejar para ter mais para gastar na lua-de-mel.


Como surgiu a cerimônia de casamento?

Alguns historiadores dizem que a cerimônia de casamento surgiu na Roma antiga e que depois, com a dominação desse povo por várias partes do mundo, a tradição se espalhou. Os primeiros buquês de noivas incluí­am não apenas flores, mas também ervas e temperos. Os mais populares, geralmente com cheiro mais forte, como os alhos, eram usados para espantar os maus espí­ritos. As flores tinham, cada uma, seu significado: hera representava fidelidade; lí­rio, a pureza; rosas vermelhas, o amor; violetas, a modéstia; e as flores de laranja davam fertilidade e alegria ao casal. Há quem diga que o hábito da noiva usar véu tenha vindo da Grécia antiga. Segundo a tradição, ele foi criado para proteger a noiva de maus olhados e também dos seus possí­veis admiradores. Mas há muitos anos a Igreja Católica adotou o véu para mulheres dentro das igrejas, sejam elas noivas ou não, tradição que permanece nas moças casadoiras até hoje.

Agda Aquino

No Nordeste, 37,5% das pessoas dependem de esmola ou do governo


O mais novo retrato dos empregados brasileiros, divulgado na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - às vésperas do Dia do Trabalho -, mostra uma realidade assustadora: 32,7% das pessoas sobrevivem de benefícios federais ou simplesmente de esmolas. No Nordeste, a situação piora. São 37,5% dos habitantes dependendo de caridade ou de programas como o Bolsa Família.
Em Alagoas, o terceiro Estado mais pobre do Brasil, atrás de Maranhão e Piauí, são muitos os que tentam a sorte no lixo, catando latas ou garrafas de plástico. Segundo o IBGE, a cada dois alagoanos, um sobrevive dos programas do governo ou à espera de ajuda dos outros.
Com 63 anos, Eliseu dos Santos caminha até 15 quilômetros por dia atrás de sacos de lixo pelas ruas de Maceió. A rotina é a mesma há 30 anos. Juntando latinhas de alumínio, ele tenta ganhar R$ 5 por dia. Diz que não aguenta mais a vida de pedinte. "Isso é uma vida desgraçada, ninguém merece isso. Quando junto muito é R$ 2. Faço isso porque não quero roubar nem matar ninguém. Posso dizer que isso é o suor do meu rosto", afirma.
Perto dali, no bairro de Ponta Verde, o metro quadrado mais caro de Alagoas, a 200 m da cobertura do senador Fernando Collor (PTB), Ana Lins dos Santos, 28 anos, descansa antes de retomar a rotina: catar latinhas de refrigerante. Ela deixou a cidade de Paripueira, a 20 km de Maceió, e foi morar com o marido nas ruas da capital. Debaixo de um coqueiro, estende um colchão e coloca roupas para secar no sol de 30°C. Mora ao lado de um posto policial e sobrevive de esmolas ou dos pratos de sopa distribuídos nas madrugadas por grupos religiosos. "A gente vive como pode. Cata latinha, compra uma cachaça, dorme e acorda", declara.
"Eles sobrevivem como animais" 
Para a cientista política Ana Cláudia Laurindo, as estatísticas não mostram o que existe de real: a destruição simbólica e psicológica do ser humano. "Décadas atrás, a pobreza tinha uma característica diferente de hoje. A história parece ter regredido, o indivíduo nas ruas vive em bandos por coação, quando esse estágio já deveria ter sido abolido desde as eras mais primitivas da humanidade. São gerações que não conhecem vizinhos, a conversa na porta. Só a desposse para além do material, além do simbólico, do cultural, do religioso", avalia.

"Seria um problema resolvido se houvesse uma pequena desconcentração de renda na elite, e falo deste caso em Alagoas. Não é uma revolução. Mas a inclusão para se eliminar esse fenômeno da nova barbárie, pessoas que apenas comem para manter o corpo de carne vivo, não tão diferente dos animais que perambulam nas ruas", analisa a cientista social.
No outro extremo deste quadro social, 0,74% dos brasileiros recebem mais de 20 salários mínimos por mês. No Nordeste, essa proporção cai para 0,38%. Em Alagoas, é ainda menor: apenas 0,3% da população pertence à classe dos ricos.
Terra 

Três em cada quatro brasileiros são felizes com o trabalho

Dois em cada três trabalhadores do país não ganham mais do que dois salários mínimos mensais; três em cada quatro estão felizes ou muito felizes com seu trabalho.

Pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que, a despeito da renda modesta e da conjuntura de calmaria econômica, o contentamento com o trabalho é generalizado e superior ao declarado no início da década passada.

De 1.574 entrevistados nos dias 18 e 19 de abril, 61% afirmaram estar felizes em suas ocupações, e 16%, muito felizes. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Quando o mesmo questionário foi aplicado em novembro de 2001, a porcentagem dos mais entusiasmados foi idêntica, mas os demais somavam apenas 45%. Tal felicidade, apurada entre assalariados, informais, autônomos e empregadores, pode ser expressa em termos menos abstratos.

No período, a parcela dos que não temem o desemprego aumentou de 63% para 73%; os que classificam seu relacionamento com os colegas como ótimo ou bom passaram de 89% a 93%; com o chefe, de 83% para 88%.

Em proporções compreensivelmente menos generosas, a satisfação com a remuneração também mostra progressos: para 48%, ela está de acordo com o trabalho exercido, um empate técnico com o grupo dos que acham que recebem abaixo do merecido. Pouco mais de dez anos atrás, os insatisfeitos estavam em maioria de 53%.

MELHORA DO MERCADO

De lá para cá, as transformações do mercado de trabalho brasileiro proporcionaram uma melhora mais visível e duradoura que a da maioria dos demais indicadores econômicos do país.

Superada a turbulência financeira que marcou a transição entre os governos FHC e Lula, a oferta de novas vagas e o aumento da renda, apurados pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas, seguem trajetórias quase ininterruptas.

A taxa de desemprego chegava aos 11,5% em novembro de 2001, quando o Brasil enfrentava os impactos do colapso político-econômico da Argentina e dos atentados terroristas contra os EUA.

Hoje, enquanto a crise originada nos países desenvolvidos interrompe o ensaio de retomada do crescimento nacional, o desemprego se mantém ao redor dos 6%, nos menores patamares do período.

Já o rendimento médio das pessoas ocupadas cresceu mais de 60% acima da inflação, para R$ 1.705 mensais. DESIGUALDADE

Os números evidenciam, porém, que a felicidade com o trabalho transcende a segurança profissional e o conforto material. Um sinal é que, mesmo na crise do fim de 2001, os felizes eram maioria.

Outro é que a distribuição da felicidade é muito menos desigual que a da renda: os felizes e muito felizes são 73% entre os que têm renda familiar até dois mínimos (R$ 1.244) e 90% na faixa acima dos dez mínimos (R$ 6.220).

Folha

Gol amplia venda de lanches e bebidas a bordo de voos


Gol amplia venda de lanches e bebidas a bordo de voosA companhia aérea Gol ampliará, até o final do ano, o serviço de venda de lanches e bebidas para a maior parte de seus 700 voos nacionais e internacionais diários. Atualmente, passageiros de 180 voos, com duração maior que 1h15, pagam R$ 12 por um sanduíche com frios, R$ 5 por um refrigerante ou por um pacote de 30 gramas de batata chips.

No total, a companhia aérea oferece nove opções de alimentos (entre eles três tipos de lanches) e 14 opções de bebidas (quentes ou frias). O item mais barato é o café solúvel, que custa R$ 3. Para comprar um sanduíche e uma bebida, oferecidos em um combo, o passageiro paga R$ 15.

Antes da mudança, a Gol oferecia café, refrigerante e água, além de pacotes de amendoim ou batata chips em todos os seus voos. Segundo a assessoria de imprensa da Gol, o valor pago pelos clientes pela passagem não cobre alimentação a bordo, portanto a empresa não estaria obrigada a oferecê-lo de forma gratuita. O modelo de venda de alimentos a bordo de voos já é adotado por companhias aéreas de baixo custo nos Estados Unidos e Europa.

A Gol começou a testar o serviço de venda de lanches e bebidas a bordo em 2009. Na época, o serviço só era oferecido para passageiros de voos domésticos, entre o aeroporto de Guarulhos (SP) e as cidades de Belém (PA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA). Mesmo assim, a empresa oferecia um pacote de salgadinho e água aos passageiros sem custo. Agora, apenas a água é oferecida de graça aos passageiros - se solicitada aos comissários.

Um dos motivos para a ampliação do serviço de venda à bordo, segundo a Gol, é oferecer mais opções de alimentos e bebidas aos passageiros, que reclamavam da falta de opções em voos da Gol. O cardápio completo pode ser acessado por meio do site oficial da Gol. 

IG

Conheça dez profissões em alta no mercado de trabalho


Conheça dez profissões em alta no mercado de trabalhoConfiantes no vigor da economia brasileira, empresas locais e multinacionais com filiais no Brasil preveem contratar mais profissionais nos próximos anos, aumentando, para isso, as exigências de qualificação da mão de obra.

O otimismo dos empregadores resultou também em uma crescente formalização na relação com os trabalhadores. Dados do último Censo, divulgados na semana passada pelo IBGE, revelam que 63,9% da população ocupada tinha carteira assinada em 2010, contra 54,8%, em 2000.

Segundo um relatório divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro desse ano, a expectativa de contratação para os próximos anos permanecerá aquecida.

Intitulada Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2020, a pesquisa ouviu de 402 empresas brasileiras - que, juntas, empregam 2,2 milhões de pessoas - quais setores demandarão mais profissionais nos próximos anos.

De acordo com o estudo, quem  deve liderar as contratações no país é a área da engenharia, além do segmento comercial - este último um dos principais empregadores de uma economia que caminha cada vez mais em direção ao setor de serviços, dizem especialistas.

Para isso, as companhias brasileiras estão elevando suas exigências. Segundo o relatório da Firjan, 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Já para mais da metade delas, o diploma universitário é indispensável, inclusive, para profissionais de nível médio/técnico.

Marcando as celebrações do Dia do Trabalho neste 1º de Maio, a BBC Brasil entrevistou especialistas para descobrir dez profissões que devem permanecer "aquecidas" nos próximos anos. Confira a lista:

1) Engenheiro de Petróleo

Quanto ganha (em média): R$ 14.000

O que faz: É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando uma maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente. Com a descoberta do pré-sal, a profissão ganhou 'alma' própria - e é oferecida, hoje, como curso de graduação nas principais universidades do país.

2) Engenheiro de mobilidade

Quanto ganha (em média): R$ 12.000

O que faz: Supervisiona grandes obras de infra-estrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

3) Engenheiro ambiental e sanitário

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 12.000

O que faz: Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos ciosos de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

4) Médico do Trabalho

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 16.000

O que faz: Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

5) Gerente de Recursos Humanos

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 14.000

O que faz: É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos. Antes subestimada, a profissão saiu do limbo e conquistou importância à medida que as empresas perceberam a necessidade de reter bons profissionais face à concorrência.

6) Controller

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 20.000

O que faz: Analisa e interpreta as informações contábeis das empresas de forma a reduzir perdas e maximizar o lucro, utilizando, para isso, conhecimentos avançados de administração. Atua no "centro nervoso" da companhia, relacionando os campos da contabilidade e da administração.

7) Advogado de contratos

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 14.000

O que faz: Analisa e redige contratos. É uma das áreas do Direito que mais tem crescido, acompanhando a escalada das fusões e aquisições de empresas no Brasil.

8) Gerente comercial/vendas

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 18.000

O que faz: É responsável pelo planejamento e controle das vendas, desde a saída dos produtos da fábrica até a chegada à casa dos consumidores. Cada vez mais disputado pelas empresas, precisa ser bem relacionado e carismático, com conhecimentos avançados de administração e marketing.

9) Biotecnologistas

Quanto ganha (em média): R$ 4.000 a R$ 5.000

O que faz: Pesquisa a criação, melhoria e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia. Na área da microbiologia, pode atuar na produção de vacinas. É cada vez mais requisitado por indústrias, cientes da necessidade da otimização da cadeia produtiva.

10) Técnico em Sistemas de Informação

Quanto ganha (em média): R$ 2.000 a R$ 3.000

O que faz: Profissional de nível médio, é responsável por criar e analisar os sistemas de armazenamento e coleta de dados de uma companhia.

IG