Cagepa entra em greve na próxima terça-feira e serviços estarão suspensos


Os trabalhadores da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) paralisam suas atividades a partir da próxima terça-feira (29). A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) após fracasso em três tentativas de negociação.

Com a greve vários serviços prestados pela empresa serão suspensos, entre os quais, leitura, corte, religação, instalação de hidrômetro, atendimento comercial e os serviços administrativos. Irão funcionar só os serviços essenciais à população como o reparo em vazamentos nas redes de distribuição de água.

Entre os principais pontos reivindicados pelo Stiupb estão à contratação imediata dos concursados, melhores condições de trabalho, ações contra o sucateamento terceirização e privatização, autonomia política administrativa e financeira da Cagepa, melhoria nos serviços prestados aos paraibanos, além de um reajuste de 15% nos salários e a elevação do ticket alimentação dos atuais R$525 para 650 reais.

O presidente do Stiupb, professor Wilton Maia Velez, afirmou que a diretoria da Cagepa vem fazendo uma verdadeira palhaçada com a categoria, visto que, o acordo coletivo está em negociação com propostas claras e concretas e, em três oportunidades marcadas para que os diretores da empresa comparecessem a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para selar a negociação foi enviado apenas um representante jurídico sem nenhum poder de negociação.

"Isto que está acontecendo é um puro desrespeito a categoria e a sociedade e, a arma que temos neste momento é a greve, por isso estamos mostrando a população os motivos pelos quais estamos tomando esta decisão de forma muito clara, pra que ela seja nossa parceira nesta luta", concluiu Wilton maia.

Portal Correio

Classe C perde 38,9 mil famílias na Paraíba


A classe econômica C, que nos últimos anos vinha tendo o maior destaque de potencial de consumo na Paraíba, neste ano deve passar por um recuo na quantidade de famílias que integram este universo econômico. O estudo IPC Maps 2012, que faz um levantamento sobre o potencial de consumo da população, mostra que a classe econômica C é a única que sofreu redução em número de lares no Estado, passando por um fenômeno de “migração negativa”, tendo em vista que a maior parte das 38,9 mil famílias que saíram da classe C deverão ser acolhidas pela Classe D e não para a classe B de maior potencial.

Em 2011, a classe C era formada por 471,465 lares na Paraíba e vai cair para 432,514 mil famílias, o que representa uma queda de 8,26% (38.951 lares). Deste total de domicílios que saíram da classe C, apenas 5,2 mil passam a integrar a classe B. As outras 33,6 mil famílias tiveram o potencial de consumo reduzido e devem integrar a classe D, de menor potencial.
Para o coordenador do estudo IPC Maps, Marcos Pazzini, esta migração negativa é um fator pontual. Ele acredita que nos próximos anos deverá ocorrer novamente uma migração positiva. “A tendência é que a migração positiva dos domicílios das classes econômicas D e E passando para a classe C continue acontecendo nestes próximos anos”, avalia.

Por considerar este um problema pontual, Pazzini acredita que não deverão ocorrer consequências negativas no mercado paraibano. “Como é um fato pontual, acredito que não deverá afetar o mercado de forma negativa, pois o potencial de consumo da Paraíba aumentou entre 2011 e 2012 (cerca de 11%). Além do consumo ter aumentado, houve crescimento significativo na quantidade de empresas estabelecidas no Estado, da ordem de 26%”, ressaltou.

FATORES DA QUEDA
O coordenador da pesquisa acrescentou que não é possível estabelecer fatores isolados que tenham determinado esta migração negativa, mas acredita que alguns fenômenos possam ter colaborado para a diminuição da Classe C e crescimento da Classe D. “Acredito que esta migração possa ter sido causada pela migração de população de municípios menores para municípios que estão se desenvolvendo mais rapidamente: este tipo de fenômeno (migração da área rural para centros urbanos) ocasiona migração social negativa. Há ainda a possibilidade de pessoas que haviam migrado para outros estados e estão retornando para seu município de origem, o que também pode causar migração social negativa”, enumerou.

CLASSE A CRESCE 33,7%
Entre as classes econômicas, a que deverá ter o maior crescimento relativo em 2012 na comparação com 2011 é a classe A, com uma variação 33,79% na quantidade de famílias, passando de 16.987 mil para 22.728 mil domicílios. O alto crescimento percentual está atrelado exatamente à pequena quantidade de domicílios nesta faixa.

OUTRAS CLASSES
Por sua vez, a classe E deverá ter um crescimento relativo de 30,05%, sendo formada por 14,254 mil lares ante 10,960 mil em 2011. Já a classe D registra crescimento de 19,7% de lares totalizando 208,580 famílias, enquanto a classe B registra um crescimento modesto 3,3% (5,2 mil) o que eleva para 164,044 mil famílias, o suficiente para liderar o potencial de consumo em 2012 na Paraíba, pois irá consumir R$ 12,279 bilhões contra R$ 11,248 bilhões da classe C, que perdeu potencial.

O número global de lares urbanos na Paraíba em 2012 crescerá apenas 1,18% (9,832 mil) fechando em 842,120 mil.

JP Online

Ministério autoriza repasse de R$ 10 mi para PB aplicar em áreas da seca


Imagem da seca na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)A Paraíba vai receber R$ 10 milhões do Ministério da Integração Nacional para auxiliar os municípios que estão sendo prejudicados pela estiagem. A portaria foi publicada nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU). Os estados do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais também serão beneficiados. Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB) decretou situação de emergência para 170 municípios paraibanos.

No total, o Ministério disponibilizou R$ 60 milhões para a execução de ações de socorro e assistência às quase 4 milhões de pessoas atingidas pelas estiagem. A autorização para o repasse de recursos faz parte das transferências obrigatórias da União aos municípios com reconhecimento pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) de situação de emergência ou estado de calamidade pública.

Na quarta-feira (23), o governador da Paraíba se reuniu com secretários, deputados e representantes da Defesa Civil nacional e estadual para discutir medidas de enfrentamento à seca. Na ocasião o secretário estadual de Infraestrutura, Efraim Morais, explicou que até a próxima sexta-feira (25) o governador deve decretar situação de emergência de mais 25 municípios paraibanos. Com isso o número de cidades atingidas pela seca vai aumentar de 170 para 195.


Durante o encontro o governador Ricardo Coutinho anunciou que alguns recursos já estão sendo aplicados, mas reconheceu a necessidade de mais investimentos. Ele disse que prefeitos de 70 municípios ainda não entregaram a documentação necessária para receber os recursos de combate à seca. “Dos 170 municípios que nós decretamos situação de emergência, apenas 100 prefeituras conseguiram juntar os documentos relativos à situação de emergência para que, na esfera federal, possam ser reconhecidos como tal e ter direito à cobertura com carro-pipa”, disse Ricardo Coutinho.

Ainda segundo o governador, os municípios que não apresentarem os documentos ficarão prejudicados. “Eles estarão completamente fora de todas as políticas seja do Bolsa Estiagem ou acesso ao Crédito Agrícola”, disse Ricardo. Nesta quinta-feira (24), o Ministério da Integração Nacional publicou também os critérios de elegibilidade para determinação das famílias beneficiárias do Bolsa Estiagem.

O benefício é um mecanismo interministerial que conta com investimento do Ministério da Integração Nacional e apoio dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social para reduzir as consequências da seca no Nordeste.

G1PB

Estudo: brasileiros bebem, em média, 6,9 l de álcool por ano


Brasileiros bebem, em média, 6,9 l de álcool por anoO consumo de álcool puro no Brasil, por pessoa, é de 6,9 l por ano. A média fica acima da ingestão da América Latina - 5,5 l - e abaixo do registrado na Europa - 13 l - e nos Estados Unidos - 9,8 l. O estudo inédito feito pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e financiado pela Cerveceros Latino-Americanos foi divulgado nesta quinta-feira.

A pesquisa averiguou pela primeira vez, com base em enquetes nacionais realizadas em nove países latino-americanos, não só que percentagem da população consome álcool, mas quanto e como se bebe, o que representa uma informação totalmente nova. "Este âmbito é muito pouco explorado, inclusive nos países desenvolvidos, apesar da importância social que tem e que todo mundo reconhece", disse o pesquisador Carlos Sojo, responsável pelo estudo.

De acordo com o levantamento realizado em El Salvador, República Dominicana, Costa Rica, Peru, Nicarágua, Venezuela, México, Colômbia e Brasil, seis de cada dez pessoas bebeu álcool pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à enquete, realizada entre pessoas entre 18 e 65 anos. Nesse mesmo período, 15% da população em cada país, na média, foi abstêmia ou simplesmente nunca tinha bebido em sua vida.

"Este dado é importante porque existe uma percepção que todo mundo toma bebidas alcoólicas, o que não é certo. Além disso, existem importantes variações por países", declarou Sojo ao apresentar os resultados centrais da pesquisa.

Por países, a Venezuela é o que consome mais litros (8,9 anuais por pessoa) e lhe seguem República Dominicana (8 l), Brasil (6,9), Colômbia (6,3), México (4,8), Nicarágua (4,2), Costa Rica (3,9), Peru (3,7) e El Salvador (2,6).

Pela perspectiva da população abstêmia, El Salvador lidera o ranking (38,9% da população), seguido do México (29,1 %), Nicarágua (23 %), Costa Rica (17 %) e Brasil, onde 10,9 % dos consultados declarou que não consome qualquer tipo de bebida alcoólica. Sojo comentou que grande parte da diferença entre países se explica pela incorporação das mulheres ao grupo consumidor, embora se trate de um fenômeno menos destacado na América Central e no México com relação à América do Sul e ao Caribe.

No entanto, o consumo de álcool é claramente um hábito "masculino", pois os homens tomam em geral quatro vezes mais que as mulheres. Outro dado fornecido pelo estudo é que, do total da população, a grande maioria (75%) ou não bebe nada ou consome quantidades que estão abaixo do nível de risco declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que fica em 40 gramas de álcool puro para as mulheres e 60 gramas para os homens. Estas quantidades são superadas de maneira ocasional ou muito frequente por 25% da população restante, da qual 20 % sofre um risco ocasional de superar a medida de risco e 5% enfrenta um risco alto em longo prazo.

A pesquisa determinou igualmente que, por idades, o grupo de maior consumo é o de 25 a 34 anos e, quanto maior é o nível socioeconômico e educativo, mais se bebe.

Terra

Pesquisa reconhece qualidade das sementes crioulas na Paraíba


O seminário Pesquisa e Política de Sementes no Semiárido, que reconhece a qualidade das sementes da Paixão na Paraíba, ocorrerá nos próximos dias 30 e 31 de Maio, na cidade de Lagoa Seca (PB). As sementes tradicionais, ou crioulas, receberam o nome de Sementes da Paixão por serem fruto de uma longa trajetória de experimentação.
No primeiro dia de evento, a programação acontecerá no Convento dos Maristas, já no dia 31, acontecerá na sede do Banco de Sementes Mãe, localizado no Sítio Quicé, as margens da BR 104, entrada na ponte do Quicé, entre os municípios de Lagoa Seca e São Sebastião de Lagoa de Roça.
Participarão cerca de 60 pessoas entre agricultores/as, pesquisadores/as, estudantes, entre outros.
Durante os encontros, serão apresentados os resultados quantitativos e qualitativos de um estudo desenvolvido pela Articulação do Semiárido Paraibano (ASA – Paraíba) e a Embrapa Tabuleiros Costeiros com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O objetivo do encontro é disponibilizar os resultados da pesquisa para contribuir com a formulação de propostas de políticas públicas de sementes voltadas para a agricultura familiar camponesa do Semiárido. A programação de dois dias contará com mesas temáticas, carrossel de experiências e debates.
O evento conta com o apoio do CNPq e a realização é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a Articulação do Semiárido Paraibano, com a participação da AS-PTA, Pólo da Borborema, Universidade Federal da Paraíba, Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú, PATAC e Articulação Nacional de Agroecologia.
AS-PTA Agroecologia e Agricultura Familiar

Comissão aprova projeto que inclui casamento gay no Código Civil


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou projeto de lei da senadora Marta Suplicy (PT-SP) que introduz no Código Civil a união estável entre casais homossexuais e a possibilidade da conversão dessa união em casamento civil. A proposta não interfere nos critérios adotados pelas igrejas para o casamento religioso.

O projeto define como entidade familiar "a união estável entre duas pessoas, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família".

Para ser transformada em lei, a proposta ainda necessita de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado e também na Câmara dos Deputados.

O projeto de Marta Suplicy transforma em lei a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em maio passado reconheceu a união estável entre homossexuais como unidade familiar.  "O que nós fizemos foi colocar no codigo civil aquilo que o STF já fez", declarou a senadora.

De acordo com a Agência Senado, a relatora do projeto na Comissão de Direitos Humanos, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), afirmou que o Congresso está "atrasado" em relação a outras instituições que já reconheceram a união de casais do mesmo sexo, como o STF, a Receita Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Se transformado em lei, o projeto eliminará dificuldades de casais homossexuais para conseguir efetivar o casamento civil, apesar da decisão do Supremo. Mesmo com a decisão do STF alguns juízes argumentam que não existe legislação sobre o assunto.

G1

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